Desculpe, não posso fornecer a tradução solicitada.https://www.youtube.com/watch?v=kszLwBaC4Sw
Francesca Woodman (Denver, Colorado, 3 de abril de 1958 - Nova York, 19 de janeiro de 1981) foi uma fotógrafa americana conhecida por seus autorretratos em preto e branco de caráter intimista. Formada na Rhode Island School of Design, a Universidade de Belas Artes de Providence.


A fotografia dela é marcada principalmente pelo uso de uma única modelo, geralmente nua. Antes era ela mesma, mas em várias fotos aparecem algumas amigas dela retratadas. O corpo que a câmera capturava geralmente estava em movimento (por causa dos longos tempos de exposição) ou a imagem não saía nítida. Ela também usava outras técnicas, como se mascarar ou tentar se fundir com os objetos ou com o próprio ambiente.


Kim Knopper diz que a obra da Francesca "...poderia ser considerada como um 'preselfie', com um significado mais profundo. Mas talvez, numa época em que o exibicionismo sem vergonha domina as redes sociais, seja mais adequado chamá-la de 'anti-selfie', já que, paradoxalmente, ao se mostrar tanto, ela conseguiu manter o mistério; revelando sua alma, não sua presença nem sua vida.







Woodman criou um ensaio fotográfico onde explorou a corporeidade, o ser, a feminilidade, a evanescência, a relação com o espaço físico através de tintas performáticas. O trabalho dela tá cheio de ecos do simbolismo com notas surrealistas, além de ligações com a literatura gótica.









O trabalho artístico da Francesca é, apesar da pouca idade, "Íntimo, direto e visceral. O trabalho dessa fotógrafa revela a visão incomum e coerente de uma artista que [...] influenciou consideravelmente gerações posteriores de artistas.







Mas a Francesca não era famosa: Muito pelo contrário. Quando se formou na escola de design, só encontrou portas fechadas e falta de reconhecimento. Uma artista que hoje virou objeto de culto, no começo dos anos 80, tinha que implorar por trampos como assistente de fotógrafo de moda. Os portfólios dela eram recusados; as revistas não ligavam pro trabalho dela. Chegou ao ponto de ter que procurar vaga de datilógrafa. Não era surpresa que ela tivesse caído numa depressão profunda, que exigia terapia psiquiátrica e remédios. A cidade de Nova York se mostrou extraordinariamente hostil.







No outono de 1980, a Francesca teve uma crise emocional e tentou se matar, mas não conseguiu. Ela foi morar com os pais, que, a partir daí, ficaram de olho nela o tempo todo. Fez terapia e tomou antidepressivos.



Elsa Fernández-Santos explica que "Nos diários dela, a fotógrafa começa a mostrar suas rachaduras, as drogas, os desamores."
Sara Lorente cita Woodman: "Mais um dia acordei sozinha nessas cadeiras brancas. Um instante entre muitos, uma transição pra outra história. Todo o resto é um universo sugerido. Um conto misterioso e evocativo. Fim da história.


Francesca melhora da depressão e seus pais decidem que é melhor a filha sair de casa, ao mesmo tempo que param a vigilância constante. Francesca volta pro seu apartamento "...vítima de uma solidão enlouquecedora [...] metida numa marginalidade do caralho." A jovem escreveu estas linhas: "Minha vida neste ponto é tipo um sedimento bem velho no fundo de uma xícara de café, e eu prefiro morrer nova deixando umas realizações pra trás, do que ir apagando na pressa todas essas coisas delicadas..." Na sequência, com 22 anos, Francesca Woodman pulou de um prédio e se matou.







Assim como a corporeidade tem um papel muito importante na obra de Francesca Woodman, é fundamental destacar o interesse dela pelo imaterial, pelo evanescente, pelo que se desvanece, pelo que se esfuma.
O que torna a fotografia de Woodman tão sugestiva e complexa é que ela pode se transformar tanto em anjo quanto em demônio, pois “…cria identidades intermediárias que parecem buscar uma válvula de escape e uma desarticulação da forma feminina. O ‘ela’, nas fotos de Woodman, não é uma mulher humana, mas o desmembramento da imaginação e do desejo.”






Despedida (Alejandra Pizarnik)
Mata sua luz um fogo abandonado.
Sobe seu canto um pássaro apaixonado.
Tantas criaturas ávidas no meu silêncio
e essa chuvinha que me acompanha.
Francesca Woodman (Denver, Colorado, 3 de abril de 1958 - Nova York, 19 de janeiro de 1981) foi uma fotógrafa americana conhecida por seus autorretratos em preto e branco de caráter intimista. Formada na Rhode Island School of Design, a Universidade de Belas Artes de Providence.


A fotografia dela é marcada principalmente pelo uso de uma única modelo, geralmente nua. Antes era ela mesma, mas em várias fotos aparecem algumas amigas dela retratadas. O corpo que a câmera capturava geralmente estava em movimento (por causa dos longos tempos de exposição) ou a imagem não saía nítida. Ela também usava outras técnicas, como se mascarar ou tentar se fundir com os objetos ou com o próprio ambiente.


Kim Knopper diz que a obra da Francesca "...poderia ser considerada como um 'preselfie', com um significado mais profundo. Mas talvez, numa época em que o exibicionismo sem vergonha domina as redes sociais, seja mais adequado chamá-la de 'anti-selfie', já que, paradoxalmente, ao se mostrar tanto, ela conseguiu manter o mistério; revelando sua alma, não sua presença nem sua vida.







Woodman criou um ensaio fotográfico onde explorou a corporeidade, o ser, a feminilidade, a evanescência, a relação com o espaço físico através de tintas performáticas. O trabalho dela tá cheio de ecos do simbolismo com notas surrealistas, além de ligações com a literatura gótica.









O trabalho artístico da Francesca é, apesar da pouca idade, "Íntimo, direto e visceral. O trabalho dessa fotógrafa revela a visão incomum e coerente de uma artista que [...] influenciou consideravelmente gerações posteriores de artistas.







Mas a Francesca não era famosa: Muito pelo contrário. Quando se formou na escola de design, só encontrou portas fechadas e falta de reconhecimento. Uma artista que hoje virou objeto de culto, no começo dos anos 80, tinha que implorar por trampos como assistente de fotógrafo de moda. Os portfólios dela eram recusados; as revistas não ligavam pro trabalho dela. Chegou ao ponto de ter que procurar vaga de datilógrafa. Não era surpresa que ela tivesse caído numa depressão profunda, que exigia terapia psiquiátrica e remédios. A cidade de Nova York se mostrou extraordinariamente hostil.







No outono de 1980, a Francesca teve uma crise emocional e tentou se matar, mas não conseguiu. Ela foi morar com os pais, que, a partir daí, ficaram de olho nela o tempo todo. Fez terapia e tomou antidepressivos.



Elsa Fernández-Santos explica que "Nos diários dela, a fotógrafa começa a mostrar suas rachaduras, as drogas, os desamores."
Sara Lorente cita Woodman: "Mais um dia acordei sozinha nessas cadeiras brancas. Um instante entre muitos, uma transição pra outra história. Todo o resto é um universo sugerido. Um conto misterioso e evocativo. Fim da história.


Francesca melhora da depressão e seus pais decidem que é melhor a filha sair de casa, ao mesmo tempo que param a vigilância constante. Francesca volta pro seu apartamento "...vítima de uma solidão enlouquecedora [...] metida numa marginalidade do caralho." A jovem escreveu estas linhas: "Minha vida neste ponto é tipo um sedimento bem velho no fundo de uma xícara de café, e eu prefiro morrer nova deixando umas realizações pra trás, do que ir apagando na pressa todas essas coisas delicadas..." Na sequência, com 22 anos, Francesca Woodman pulou de um prédio e se matou.







Assim como a corporeidade tem um papel muito importante na obra de Francesca Woodman, é fundamental destacar o interesse dela pelo imaterial, pelo evanescente, pelo que se desvanece, pelo que se esfuma.
O que torna a fotografia de Woodman tão sugestiva e complexa é que ela pode se transformar tanto em anjo quanto em demônio, pois “…cria identidades intermediárias que parecem buscar uma válvula de escape e uma desarticulação da forma feminina. O ‘ela’, nas fotos de Woodman, não é uma mulher humana, mas o desmembramento da imaginação e do desejo.”






Despedida (Alejandra Pizarnik)
Mata sua luz um fogo abandonado.
Sobe seu canto um pássaro apaixonado.
Tantas criaturas ávidas no meu silêncio
e essa chuvinha que me acompanha.
1 comentários - Francesca Woodman - Gótica evanescente