História do sexo anal (http://www.sentidog.com/lat/2016/01/história-do-sexo-anal.html)
Esta prática foi condenada nos últimos dois mil anos e ao longo da história, o sexo anal adquiriu connotações negativas e foi rodeado de um halo de mistério e secretismo.
A persistência do tabu ao longo dos séculos espalhou a ideia de que o coito anal seria antinatural, frente ao coito vaginal. Considerava-se como algo de baixo instinto, algo vergonhoso e censurável que apenas respondia a uma tentação, ao vício, ao pecado.
O sexo anal não era uma prática exclusivamente gay, mas foi explorada desde a Antiguidade por pessoas de ambos os sexos em diferentes culturas.
Também era frequente em culturas heterosexuais primitivas como prática durante períodos menstruais. É preciso considerar que a sexualidade humana não tem fins mais amplos que o meramente reprodutivo. Nesse sentido, o sexo anal, como qualquer outra forma de sexualidade voluntária, é ou deve ser uma escolha pessoal: a parceira é quem decide o que é ou não aceitável.
Precolombinas
Entre as civilizações precolombinas é difícil encontrar dados precisos sobre o tema, mas por certas produções artístico-ornamentais, como é o caso dos huacos eróticos do Peru, pode-se concluir que o sexo anal era tolerado.
Um huaco é uma peça cerâmica de factura delicada e de características estéticas notáveis, produzida por alguma cultura precolombina dos Andes centrais (época pré-colombina do Peru, 300 a.C.). Os Wari, Nazcas e os Mochicas foram alguns dos melhores trabalhadores de huacos, juntamente com outros que passaram à história, entre eles, por seus notáveis trabalhos em cerâmicas.
As representações eróticas são normais na cerâmica Moche, incluindo a mais frequente, é do coito anal, fellatio e cunnilingus. São sempre cenas de grande expressividade refletidas com naturalidade e que podem ser entendidas dentro de um contexto de representação de atividades de toda índole, típico desta cultura.
Egipto
É talvez a parceria homossexual mais documentada na história antiga e em 1964 descobriu-se uma tumba onde se representavam cenas da vida quotidiana. Essas eram pares de altos funcionários da corte (Nianjjnum e Jnumhote) e que se estavam abraçando afetuosamente.
As imagens desses dois homens na tumba eram muito semelhantes às das casamentos encontrados em outras tumbas do mesmo período, e não podemos senão suspeitar que os jeroglíficos homosexuais foram muito abundantes.
Não existem outras fontes claras para a homosexualidade no antigo Egito. Existem algumas representações eróticas, que talvez representem relações homossexuais entre homens, mas essas representações não são o suficientemente detalhadas e, portanto, não são seguras.
Grecia
O outro aspecto da sexualidade grega se centrava na homosexualidade. Os homens adultos tinham o direito de se prostituir e, se seu cliente era estrangeiro, podiam-se alugar em qualidade de mancebos por um bom salário. A homosexualidade masculina estava muito disseminada em toda Grécia e considerava-se normal que um jovem de 13 a 17 anos fosse o amante de um homem maior, o qual se ocupava da educação política, social, científica e moral do amado.
No entanto, considerava-se mais estranho que dois homens adultos mantenham uma relação amorosa. É importante destacar o fato de que ser “passivo” não era bem visto socialmente, pois se considerava que ser isso significava ser intelectualmente inferior, mais inexperto e que asumia um papel “ativo”.
Roma
A representação de atos sexuais no arte romano é muito comum, embora tenham conservado muitas mais cenas heterosexuais que homossexuais. Isso aumenta a singularidade da copa Warren, que uma copa de prata romana decorada com representações de dois atos sexuais entre homens.
Aunque em Roma não estava permitido nem bem visto, que um cidadão romano mantinha sexo anal com outro cidadão romano, era relativamente frequente que um homem penetrasse um escravo ou um jovem, enquanto o contrário era considerado uma desgraça.
Isso não era condenado, há múltiplas referências sobre as relações homosexuais mantidas por muitos imperadores, como Marco Antônio e Augusto César, que tinham amantes masculinos. Essas relações mantinham regras muito precisas, na pareja homossexual, sempre existia um senhor e um submisso, sendo estes últimos geralmente jovens de classe social inferior ou escravos.
A Bíblia
O origem do termo “sodomia” proveniente de Sodoma, cidade de Canaã, onde se quer sustentar que o passagem de Gênesis 19,5, na Bíblia, não tem nada a ver com homossexualidade.
A palavra “sodomia”, ainda é usada hoje no linguagem legal ou médico de alguns lugares do mundo, definindo a relação sexual entre varões. Alguns veem nela um ato perverso e contra natureza.
O Dicionário do Patrimônio Americano (American Heritage Dictionary) define “sodomia” como:
“qualquer das diferentes formas de relação sexual consideradas como innaturais ou anormais, especialmente a relação anal ou a bestialidade”.
O episódio completo da destruição de Sodoma e Gomorra abarca os capítulos 18 e 19 do Gênesis. Sodoma é mencionada expressamente 46 vezes na Bíblia e representa a perversão humana em muitas formas. Foi parte de um jardim antes de ser destruída, após o qual serão referências típicas de cidades de malvados e não apenas pela homossexualidade de seus habitantes, mas por muitas coisas, começando pelo descaro de se ufane dos pecados. As autoridades religiosas ou laicas a condenaram com frequência. Determinadas religiões consideram o coito apenas como um meio de reprodução, portanto condenam o sexo anal.
Idade média
O sexo anal foi considerado tabu em muitos países ocidentais desde a Era a Idade Média, quando se rumorava que membros masculinos de movimentos heréticos a praticavam entre si. No século VI d.C., o Império Romano proibiu a homossexualidade. Isso se deveu em grande parte à influência do Cristianismo.
O Cristianismo tornou-se a religião em moda, assim como as religiões que animavam a prostituição masculina e feminina, também foram proibidas no império. Durante a Idade Média, a maioria dos clérigos cristãos não eram completamente celibatários, mas as ordens mais elevadas de alguns credos heréticos eram o que gerava o rumor da sua atracção para membros do mesmo sexo.
A Igreja regulou a frequência sexual dentro do casamento, de forma que as parceiras deviam abster-se cuarenta dias antes de Natal, os oito posteriores a Pentecostés, os miúdos, quintas e domingos, as festas religiosas, os dias de jejum, cinco dias antes da Comunhão e um após: em total, cerca de oito meses ao ano.
Isso favoreceu o concubinato e a assistência a prostíbulos. A homossexualidade feminina foi permitida, diferentemente da masculina, cuja prática foi severamente reprimida. O sexo anal era considerado contra natureza dado que, por tradição religiosa, era considerado natural apenas aquilo que não tinha fins reprodutivos.
Renascimento – século XVII
Durante muito tempo foi considerada em alguns países como um delito, ainda se praticava dentro do casamento. Todo o que saía desses cânones era visto como pecaminoso; por exemplo, se dizia que os pactos com o demônio se selavam com um coito anal ou beijo nas nádegas.
Chama a atenção que países diferentes atribuíam essa prática aos seus vizinhos como se fosse algo estranho e ajeno: assim, os franceses falavam do vício inglês e os ingleses do vício francês, e os árabes do vício persa e viceversa.
Em muitas situações usava-se essa prática para preservar a virgindade e evitar embaracos indesejados e assim praticar o sexo anal. Além do Marquês de Sade, muitos autores como Bocaccio, Chaucer, Petronio ou Rabelais, descreveram este tipo de práticas em suas obras inesquecíveis. Hoje não se aceita o termo antinatural nem o de contranatura para as práticas com penetração anal, vendo-as como um jogo erótico ou variante.
Época contemporânea
No continente americano, especialmente no Brasil, era uma prática frequente entre jovens para conservar a virgindade e evitar o aborto com a prática do sexo anal. Além disso, os movimentos juvenis da década de 1960 e a transformação política e econômica do momento propiciaram a ruptura da ortodoxia sexual imposta pela religião. Produziu-se então a exaltação do erotismo, do amor livre e da não repressão.
No entanto, ainda nos anos 50 e 60, sociedades tão conservadoras como a norte-americana, ficaram chocadas com a aparição de vários estudos sexológicos, tais como o Informe Kinsey e os de Masters e Johnson, onde uma em cada duas mulheres se declara partidária da penetração anal.
Estes revelavam, entre outras coisas, o fato de que certas práticas sexuais, como a felatio ou o sexo anal, haviam sido estendidas na sociedade, proibidas pela lei em alguns Estados. Apesar das reações contra, implantou-se gradualmente um novo conceito de sexualidade e atitudes mais permissivas em relação ao assunto, e até certa promiscuidade nos anos 80.
Prevenção do SIDA
Mas a aparição do SIDA, como doença de transmissão sexual, deu lugar a um novo enfoque em relação às relações anais, tendente a recomendar a adoção das precauções necessárias, tais como o uso do preservativo ou a realização do ato sexual exclusivamente com uma parceira estável.
Numerosas casais praticam sexo anal como método anticoncepcional, que é também uma alternativa no caso de regulações prolongadas ou abundantes. No entanto, existem riscos de gravidez: o esperma que sai do ânus pode escorrer-se para a vagina, especialmente na posição do cachorro ou às quatro patas.
Mas as abordagens sobre sexualidade variam enormemente em função das diversas culturas, sociedades e religiões, e embora em muitos lugares tenha sido possível eliminar a maioria dos tabus existentes e implantar uma formação em matéria de sexo, ainda há países em que resta um longo caminho a percorrer para considerar a sexualidade humana em todas as suas dimensões.
Actualmente, o sexo anal é considerado uma das práticas sexuais mais difundidas em casais homossexuais e algumas heterosexuais. Vários estudos revelam que, hoje em dia, mulheres e homens confessam desfrutar do sexo anal. Aproximadamente entre 40-50% das casais heterosexuais o tentaram pelo menos uma vez e, segundo atendamos a uns ou outros estudos, entre 10 e 20% dos casais o praticam com regularidade.
MEIA HORA
(1917)
Ni te tuve, ni he de tenerte
Nunca. Algumas vagas palavras, um contato
Como anteontem no bar, e nada mais.
Sim, embora não queira dizer, dor. Nós ao Arte
Entregamos nosso espírito, e certamente alguma
Vez, quase criamos um prazer
Que parece como se fosse real.
Assim no bar anteontem – com a ajuda feliz
De um alcoolismo muito piedoso-
Gozé meia hora de pleno erotismo.
E o sabias, me parece,
E por isso ficaste um tempo mais só para mim.
Tinha muita necessidade disso.
Que aquela fantasia, e aquela bebida mágica,
Me permitissem ver seus lábios,
Me permitissem sentir seu corpo perto de mim.
LA ESPALDA VENDADA
(1919)
Diz ter se golpeado contra um muro ou ter se caído.
Mas outra talvez fosse a razão
De sua espalda ferida e vendada.
Al fazer um gesto demasiado brusco,
Para tentar agarrar de um móvel
Uma fotografia que queria ver de perto,
A venda se moveu e brotou um pouco de sangue.
Vendi a espalda novamente,
Fiz com todo cuidado, muito devagar,
E contemplé encantado aquela sangue.
Porque essa
Sangue era algo do meu amor.
Quando se foi, encontrei sobre uma cadeira
Um pedaço enroscado da venda,
Um pedaço que parecia como se fosse a sangrar;
E levei para meus lábios,
E guardei muitas horas
- Sangue do amor nos meus lábios.
1 comentários - Homens T
Que caramelito!!
Se ve que para que te crezca la pija,hay que entregar el culito....🤔
Salen puntines