Me entreguei pro encarregado

Fala, galera linda! Hoje vim contar um rolê que aconteceu comigo recentemente (e ainda tá rolando) e não consigo segurar a vontade de dividir com vocês. Não preciso me apresentar nem me descrever se vocês viram meus posts anteriores (dá uma olhada, não vão se arrepender 🤭). O que vou contar começou em fevereiro. Trabalho num comércio bem grande, com várias filiais. Na primeira semana do mês, a mãe do meu chefe passou mal do coração e ele teve que viajar pra ficar com ela. Na época, ele avisou que o sobrinho dele ia ficar no comando de todas as filiais. Já tinha falado com ele antes, em outras ocasiões que meu chefe tinha viajado, mas sempre por chat, nunca tinha visto ele pessoalmente. Umas 4 dias depois que meu chefe foi embora, chega um moreno de 1.70 (talvez um pouco mais), cabelo curto e bem cuidado, uma cara muito bonita com um corpo que parecia malhado e definido, mas sem exagero. Ele tinha um olhar daqueles que te seduzem na hora. Quando vi ele, passou na minha cabeça: "caralho, que gostoso", mas só isso. Ele me cumprimentou e se apresentou — vamos chamar ele de Ariel. Muito gente boa, bem tranquilo, tinha uma personalidade amigável e responsável. A gente conversou sobre as questões do trabalho e ele foi embora. Uns dias depois, o cara que fazia o turno da noite antes de fechar pediu demissão, e como eu era o que mais manjava das paradas, me pediram pra assumir esse turno até acharem alguém. Desde aquele dia, toda noite eu cruzava com ele, porque ele ficava responsável pela contagem do caixa e por fechar as portas do local. Eu sempre ia a pé, não morava longe (mas também não era perto, umas 8 quadras). Toda vez que a gente ficava sozinho fazendo a contagem e tal, sempre rendia conversa — papo normal, o que você faz da vida, o que a gente curte, o que faz quando sai, etc. A relação foi crescendo aos poucos, mas bem amigável, nada além disso. Num desses dias que fechamos, a gente se despediu e eu fui embora. Na minha casa, chegava na esquina quando ele freia e buzina. Ariel — Ei, cê vai andando? Eu — Sim, sim. Ariel — Sobe, te levo. Entrei no carro e indiquei onde era, a gente ia conversando e morrendo de rir da funcionária da manhã que era bem burra, a mina era bonita por si só. Ariel — Bom, mas viu que parece que quanto mais bonitas, mais burras? Eu — Ééé, quando tem demais de uma coisa, falta em outra. Ariel — Cê acha ela bonita? Eu — Sim, óbvio, é muito bonita, um corpanzil que a moça tem. Ariel — Cê ficaria com ela? Eu — Não, hahaha, não vou por esse lado, ela e eu procuramos o mesmo tipo de homem. Ariel — Ah, cê é gay? Eu — Hahaha, sim, não dá pra perceber? Ariel — Não muito, acho que não sei detectar, haja. Eu — Bom, agora cê sabe. A gente continuou conversando mais um pouco, chegamos na minha casa, me despeço e saio do carro, ouço o vidro baixar e me viro. Ariel — Sabe que eu ia te falar que não concordo muito com você? Eu — Em quê? Não entendi. Ariel — O que você disse, que quando sobra de uma coisa é porque falta em outra. Dava pra ver que ele tava nervoso, se apressava pra falar. Eu — Por que cê diz isso? Ariel — Você não falta nada, tem tudo, a gente se vê amanhã. Eu — A gente se vê amanhã. Fiquei ali parado, surpreso, sem saber exatamente o que ele queria dizer, mas no fundo, sabia perfeitamente tudo. Naquela noite, fiquei pensando nele e em tudo que a gente tinha compartilhado em fevereiro inteiro e nos primeiros dias de março, e percebi que, depois do que ele disse e da porta que abriu, eu podia sim gostar e me interessar por ele. No outro dia, fui super animado pro trabalho, esperando ansioso o momento de fechar e vê-lo. Ele chegou, entrou, me cumprimentou diferente, não foi um aperto de mão, foi um beijo no rosto com um meio abraço que foi reconfortante e acalmou a ansiedade que eu tinha de tudo ficar estranho. Quando terminamos de fechar, ele disse que ia me levar pra casa de novo. No carro, a gente conversou sobre uma situação que tinha rolado no negócio naquela tarde, chegamos na minha casa e antes de Ele me pergunta o que eu ia fazer hoje. Eu— Nada, vou tomar um banho e ver uma série ou algo assim. Ariel— Tomamos uns mates? Eu— Acho um planaço. Ariel— Beleza, prepara aí, vou deixar a grana em casa e passo pra te buscar, vamos dar umas voltas. Fiquei empolgada com a ideia, tomei um banho rápido, preparei o mate e daqui a pouco ele já tava lá fora. Era meio-dia e meia quando saímos, no total ficamos 3 horas dando voltas, às vezes estacionados conversando e tomando mate. A gente falou de absolutamente tudo. Descobri que ele não era sobrinho de verdade do meu chefe, era mais um parente distante que meu chefe "adotou" porque o pai dele morreu, e que trabalhava na secretaria de meio ambiente. Tem 28 anos (eu tenho 22) e em um dos assuntos, ele me contou que tinha terminado faz pouco com uma mina com quem tava. Já umas 4 horas de rolê, ele perguntou se podia me levar em casa pra descansar, eu falei que sim e que ele também precisava descansar. Tava quase chegando, percebi que ele tinha parado de falar de repente e a gente tava num silêncio que às vezes quebrava mas não conseguia manter o papo, até que ele soltou: Ariel— O que eu falei ontem, quando te deixei, espero que não tenha te deixado desconfortável. Eu— Não, tranquilo, mas não entendi direito a que você tava se referindo. Ariel— Não? O que você pensou? Eu— Sei lá, porque não sei se você fez uma piada me zuando, falando que sou a pior, se foi um elogio ou se foi uma cantada. Ariel— Porra, achei que tinha deixado claro. O que eu falei foi mais pra última opção. Eu— Tava me cantando? Ariel— Ninguém mais fala "cantar" hoje em dia. Eu— Eu falo sim, para de implicar comigo. Ariel— É divertido implicar com você. Eu— Não, hahaha, você sabe que eu fico pistola na hora. Ariel— Por isso mesmo, mas sabe o que seria mais divertido? Ele se aproximou e colocou a mão na minha perna. Ariel— Te beijar. Eu— Então beija. Ele me beijou, bem de boa, um beijo muito romântico, tipo duas pessoas que tão tendo o primeiro beijo num encontro, um beijo de quem se curte. Uma das mãos dele apoiou no meu lado. Cara. A gente ficou naquele beijo por um tempão até que a gente se separou, se olhou e caiu na risada. Eu — bom, tenho que ir. Ariel — Beleza, te deixo sair, se me deixar ir com você. Eu — pra onde? Ariel — pra sua casa, pra sua cama. Eu fiquei vermelha, não sou nenhum santo, mas por algum motivo me sentia uma virgem boba com ele. Eu — hmmm, pode ser, mas você dorme no sofá (brincadeira). Ariel — bom, já é um avanço. Até que eu paro essa parte, essa parte que é pras bobas apaixonadas como eu e pra quem quer o contexto. Ficou longa porque pra mim é muito romântico e eu adoro lembrar disso de vez em quando. Mas na segunda parte vocês vão ver como o Ariel muda completamente o jeito dele, passando de um romântico lindo, divino e super gente boa e agradável pra uma fera selvagem na cama 🤭 Deixem pontinhos ou fav se quiserem a segunda parte, com certeza vou fazer hoje à noite (vou colocar uma fotinha que tenho com ele).

4 comentários - Me entreguei pro encarregado

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que lindo!! si segunda parte por favor!
putit02 +1
ya está posteado ✨️
Hermosa experiencia! ya voy a leer la segunda parte!