O sábado amanheceu morno e ensolarado. 8:30 já estava a bike carregada com dois garrafões cheios de coca no quadro. Roupa confortável pra longa pedalada, remendo, solução e câmara de ar por via das dúvidas. Pontualmente às 9 chegou o Ezequiel. A bicicleta dele era um luxo: câmbio Shimano, luzes com dínamo, bagageiro e aquele porta-ferramentas bem "vintage" de couro marrom grosso pendurado no quadro. O visual dele à altura da bike: tênis Adidas impecáveis, moletom da mesma marca parecendo novo, mochila preta amarrada no bagageiro, bem carregada por sinal. -Vamos?-,-Vamos.-. Pegaram pela Güemes, até a Mitre e dali o longo trecho até o viaduto de Sarandí, bem no ritmo, lado a lado pelas calçadas largas e confortáveis. -E aí, ontem com o Norbi?-,-Muito bem, vimos uns filmes no quarto dele, e você com seu primo?-, -Não sei se tão bem quanto você, mas aproveitando que meus tios não estavam, ouvimos rock no último volume no sótão.-. Os dois sabiam que o outro mentia, o Mati porque não duvidava que o Norbi, como sempre, tinha arrebentado o cu dele, e o Eze porque quando o Joni colocava música alta, dava pra ouvir na casa do Norbi, que ficava na mesma quadra. Se o Mati inventava a história da música alta, era porque escondia algo, mas o quê? Chegando ao viaduto, zigzaguearam por várias ruas até dar com o campo do Arsenal e a ponte que cruzava o riacho. Ali já à esquerda pegaram a longa reta de terra que levaria até a costa do Rio da Prata. O Eze se levantou nos pedais e acelerou a toda velocidade se afastando do Mati, que de trás queria adivinhar através dos moletons largos, as nádegas do Ezequiel subindo e descendo no ritmo dos pedais. Aliás, confirmava-se que nada fazia pensar que o Eze tinha o cu arrebentado. Fez o possível pra alcançá-lo, mas sem câmbio na bike tinha uma grande desvantagem. Quando o Eze chegou ao aterro do Acesso Sudeste, parou, esperou ele e recebeu com um "anda, tartaruga!". Passado o aterro, começava a costa", uma faixa selvagem de uns 3 km de largura que fazia divisa com a costa do rio, virgem, dominada só aqui e ali pelos vinhedos de algum tano louco que continuava teimando em fazer vinho de uva-chinche, a única que se adaptava ao clima úmido de Buenos Aires, mas essas chácaras já estavam em pleno processo de abandono porque os filhos dos tanos já eram doutores, engenheiros, contadores, e nem loucos iam continuar presos à terra como os velhos. Tano que morria, chácara que era abandonada.
Eze corria feito um louco um tempo, parava e esperava ele. Mati, mais contemplativo, ia olhando as garças, as perdizes, os eucaliptos rodeados por aquele mato denso, e meio cagado de medo que ainda tivesse alguma jararaca por ali.
Por fim chegaram na praia de areia escura. O rio se estendia a 100 metros da borda da vegetação, marrom, imenso, silencioso, com suas ondas mansas de mar doce. A euforia tomou conta deles. Começaram a correr entre gritos pela areia, pela água, com as bundas respingadas pelas rodas como em dia de chuva, estavam completamente felizes, se sentiam livres, donos do mundo, capazes de tudo.
Lá longe se via um tronco imenso, um eucalipto centenário, que atravessava a praia. "Corremos até lá?", propôs Eze. "Sim, mas sem vantagem", respondeu Mati. Lá foram as duas flechas, levantando água, remexendo areia, espantando pássaros com seus gritos, rindo, rindo, se divertindo. Por sorte Eze chegou primeiro, mas Mati logo atrás. Jogaram as bicicletas e sentaram no tronco, estavam encharcados de suor e com a respiração ofegante.
"Vamos nadar?", ocorreu a Eze. "Mas se não temos short", prudente Mati. "Não importa, nadamos pelados", ousado Eze. "Mas... e se nos virem?", medroso Mati. "Matiii, não tem ninguém em quilômetros, viu alguém?", seguro Eze. "Verdade que não", disse Mati, já baixando as calças. O tronco recebeu a roupa e os dois completamente pelados correram até a água.
O rio manso os esperava, o sol de Já era quase meio-dia e o calor da pedalada convidava eles a se refrescar. Uns 100 metros de areia até as primeiras ondinhas, os dois correram balançando as bolas esquecidas e se zoando pra ver quem chegava primeiro, depois mais uns duzentos metros dentro d'água pra conseguir que pelo menos cobrisse até a cintura, chapinhando e tentando molhar o rival. Água morna e mansa, o marroníssimo Rio da Prata acolhedor dos banhistas suados no verão, mas um tremendo invasor das margens e destruidor de quem ousasse desafiá-lo nas sudestadas de inverno. Mati e Eze estavam exultantes, brincando de mão, correndo, pulando um em cima do outro, se apalpando, rindo. Eze subia nos ombros de Mati e depois mandava um mergulho espumante. Mati nadava debaixo d'água e pegava Eze por trás e o afundava. Brincadeiras e mais brincadeiras, corpos que se roçavam, mãos que "sem querer" tocavam, os dois começaram a se excitar e as picas a endurecer. Embora a água escura as escondesse, no meio das brincadeiras era impossível esconder sempre. Quando Mati carregava Eze nos ombros, podia ver a pica enorme de Eze não dura, mas quase, mas discretamente não dizia nada, afinal já sabia dos gostos do amigo. Eze também viu o pau duro de Mati, mas discretamente não disse nada, embora mentalmente pensasse "olha só!, Mati também" e começou a imaginar o que poderiam fazer se tivesse coragem de falar. Alguma vez no meio de apertões e diversões, até um sentiu o pau duro do outro apertado contra sua racha, mas também discretamente não disse nada. Num momento, Mati descendo na terra soltou um "eu, tô com fome já", então voltaram andando de boa pra praia, longo trecho aproveitado pra baixar as picas ao mínimo. Quando chegaram no tronco, Eze revirou a mochila e tirou uma toalha grande que passou pra Mati, -toma, se seca-, ahh você veio preparado pro banho, safado!-, -não, mano, eu sempre trago elas- pra me refrescar um pouco depois de uma pedalada longa-. Matías se enxugou um pouco por todo lado e devolveu pra Eze, que imediatamente levou ao nariz, -hum, que cheiro de bola-, disse, levando com gestos bem evidentes a toalha pra bunda. Depois de se secar, quando já ia guardar, Mati pediu, levou ao nariz e disse -hum, que cheiro de cu- levando depois com gestos bem evidentes pras bolas. Secadas de novo pica, bolas e um pouco o cabelo, devolveu pra Eze que sorrindo tinha acompanhado cada movimento secatório de Matías. Vestiram sunga e calça e atacaram os sanduíches de presunto e queijo com Coca, as costas apoiadas no tronco.
-Que bom que a gente tá se divertindo, né Mati?-, nota 10 Eze, o rio tava demais e faz tempo que não me cagava de rir tanto, mas você me pegou, você não quis ser trampolim, -cê tá muito pesado Mati, ia me afundar na areia, haha. -Agora que Eze, quando você tava em cima eu vi, nossa que pica tremenda que você tem-
Ele tinha dito, e mal saiu da boca já pensou "me engole terra", depois pensou que falar de pica entre homens não era nada fora do comum.
-Nem tanto-, disse Eze-, a sua também não é pequena.
-Mas.., com a sua você deixa o cu arrebentado de qualquer cara, já com a minha...-Pá!!, dessa vez tinha metido os pés pelas mãos, Eze teria que ser muito burro pra não perceber que ele era viado. Mas Eze não era burro. Olhou nos olhos dele, apoiou a mão no volume e com toda franqueza disse:
Mati, vamos parar de fingir, eu vi tua pica dura na água e você viu a minha, e nem você nem eu somos bobinho, vamos lá transar?, sim?, -e dito isso deu um beijo suave na boca, que Matías recebeu corando. Pouco tinha a acrescentar, tava feito, mas.. ele tinha pensado nesse encontro pra falar de viado pra viado, não pra transar, mas bom, depois de transar, eles conversariam.
-Cê não vai achar que a gente vai transar aqui na praia, né?, -Não Mati, a areia no cu arranha, vamos entrar no mato. Entre pisadas, cortes de galhos e arrancadas de mato, fizeram um cantinho a não mais de 1 metro da praia, a vegetação era tão densa que mal dava pra ver. Encostaram as bicicletas o máximo que puderam e levaram todas as suas coisas pro ninho que tinham montado. Eze tirou uma toalha seca da mochila e esticou no chão.
Lá estavam eles, torsos nus, joggings inchados ali e se olhando sem saber o que fazer. "E aí?", perguntou Mati. "E... de roupa não dá pra fazer", respondeu Ezequiel, com toda a lógica. Mati começou a baixar o jogging, mas naquele momento lembrou de algo e sorriu, então fechou os olhos, virou de lado, quebrou o quadril pra trás e baixou a roupa só por trás até o começo das pernas pra mostrar a bundinha. Quando abriu os olhos, caiu na gargalhada, repetida como eco pela de Ezequiel: os dois estavam de lado, quadril quebrado e bunda no ar!
"Acho que nós dois somos comedores de pica, temos um problema", disse Ezequiel sem tirar os olhos da bunda de Mati, não porque o excitava, mas porque só conhecia a bunda dura e peluda do Norbi e ver um rabo lisinho como o dele chamava sua atenção. "Só tem uma solução, Mati, um de cada vez. Topa? Se quiser, eu te fodo primeiro." Matías ficou pensando, a pica enorme e grossa do Ezequiel dava vontade, mas também dava medo, e ainda por cima depois ele teria que comer ele? Nunca tinha feito aquilo, será que conseguiria?
"É que Eze, eu por trás faço o que você quiser", disse Mati se fazendo de expert em vida sexual intensa, "mas pela frente nunca fiz. E se não der certo?"
Ezequiel, que uma vez com bastante nojo tinha investido contra a aranha peluda que era a bunda do Norberto, tranquilizou ele, disse que todo mundo conseguia, mas que acontecesse o que acontecesse, ele não ia embora sem deixar o gozo dentro do rabo, que ele ficasse sabendo. Essa ameaça fez Mati rir, que sem mais terminou de tirar a roupa e se deitou de bruços na toalha, apoiando os cotovelos no chão pra olhar pro Eze. Roupa pra fora, Eze começou a se masturbar um pouco pra deixar ela bem dura, sob o olhar preocupado de Matías, que já pensava como ia fazer pra não chorar de dor quando ele enfiasse.
"Eze, passa bastante cuspe em mim, por favor, e se eu pedir pra tirar, me obedece" — implorou Matías.
"Nada de cuspe, neném" — disse Eze enquanto ia até a bolsinha de ferramentas da bicicleta e tirava um potinho branco daqueles de creme Ponds.
"O que é isso?"
"Vaselina, Mati, pra entrar fácil. Abre aí e você vai ver."
Ezequiel se ajoelhou entre as pernas de Matías, passou bastante vaselina no dedo e enfiou pra dentro. A sensação cremosa do dedo não era ruim. Depois, passou a creme também na vara e apontou pro furinho que parecia bem menor que a cabeça. Empurrou e entrou, com um grito de Matías. Segundo empurrão, segundo grito.
"Sabe, Mati, já tem metade pra dentro."
"Você tá me matando, neném, deixa só até aí."
"Nada, Mati, tudo ou nada" — retrucou Ezequiel com outro empurrão, que dessa vez arrancou só um gemido de Matías.
"Viu? Já tá tudo dentro."
"Tudo? Os 20?"
"Sim, os 20 cm dentro do seu cu, putão. Dá pra ver que você tem experiência, hehe."
Mati não tava em condições de rir com a ardência que sentia no esfíncter, mas gostava de parecer um "cara experiente", mesmo só tendo comido a pica do primo umas 3 vezes, que, por outro lado, não passava dos 15 cm, no máximo. Como das outras vezes, a ardência foi passando e Ezequiel começou com o vai e vem, no início curto, mas depois tirando quase toda a pica da bunda de Mati e enfiando de novo, às vezes de uma vez e às vezes aos pulinhos — "cada pulinho um gritinho do promíscuo, hehe" — pensava Mati entre um gemido e outro.
"Que coisa boa essa vaselina, Eze."
"Que coisa boa sua bunda, Mati" — respondia o amigo promíscuo, que já notava o esfíncter de Matías totalmente aberto, molhado pela mistura de vaselina, pré-gozo e o suquinho que a pica enorme dele puxava de dentro. reto de Mati. Ele aumentou ainda mais o ritmo, mas tirando completamente a pica do cu de Mati e enfiando tudo de novo, 20 pra fora, mmm, 20 pra dentro, ahhhh, 20 pra fora, mmm, 20 pra dentro, ahhhh.
Eze foi aumentando a fúria dos movimentos e, por momentos, parecia que queria atravessar o cu de Mati. A pica dele entrava até o fundo e saía quase inteira de dentro daquele cu que engolia de novo os 20 cm de carne quente e dura de Ezequiel, entre gemidos de Mati e bufadas de Eze. Mati, enquanto gozava, pensava admirado e orgulhoso como era possível que seu cu quase virgem estivesse comendo uma pica daquelas até as bolas sem sofrer e gozando igual uma puta.
Por momentos, Eze pegava ele pela cintura; por momentos, deitava sobre suas costas, sem parar de meter e tirar; e, às vezes, se erguia com os dois braços esticados apoiados no chão pra dar a máxima força do seu aríete, que brotava imenso de entre as nádegas gostosas de Mati e sumia de novo naquele buraco fundo, quentinho e macio.
Aos poucos, a excitação de Mati foi baixando e o clímax dele sumiu completamente, mas, como um bom promíscuo, ele ficou lá, com a bochecha apoiada nas mãos e o olhar perdido, aguentando a porrada do amigo. A mente dele viajava pro primo. Se ele comesse ele de novo, será que ele ia perceber? Não tinha como não perceber, já tava há quase meia hora recebendo uma metida e tirada de uma pica grotescamente grossa e comprida. Tinha que ter ficado aberto. Ele estranhava o pouco prazer que Eze demonstrava e pensou em ajudar.
— Eze, quer que eu levante a bunda pra você gozar mais rápido?
— Não — disse Eze, parando a bombada e tirando a pica. — Monta em mim!
— Como é isso? — perguntou Matias, inocente.
— Me dá um espaço aí do teu lado — ordenou Ezequiel, que se deitou de barriga pra cima, com o pau duro e brilhante. — Agora apoia teus joelhos na altura da minha cintura, olhando pro meu lado, e vai sentando na minha pica.
Mati foi descendo a cintura, mas a pica escorregava; as nádegas dele estavam encharcadas de sucos sexuais e Por mais que tentasse, a pica do Eze escapava pela beirada ou acabava nas bolas dele.
—Para —ordenou Eze—, procura o buraco com os dedos, isso, assim, agora que você sabe onde ele tá, segura minha pica com a mão — Mati obedecia —, vai descendo devagar e leva minha pica pro buraco, tá sentindo? Isso, agora senta.
Matias foi descendo devagar, queria sentir como a pica do Eze entrava nele, quando sentiu ela firme lá dentro, soltou a mão e com o quadril e as coxas foi se sentando até ficar com a bunda encostada no púbis do Eze. Uau, que gostosa! Ele sentia ela ainda mais fundo e fazia cócegas na base da pica mais que qualquer punheta.
—Agora, galopa, gatinho — ordenou Eze pra um Matias que já entendia perfeitamente do que se tratava e começou a subir e descer o quadril num ritmo, gemendo a cada descida e ficando mais animado a cada subida.
Depois de um tempo, Mati galopava como um potro de corrida, enquanto sorria e olhava pro Eze, que também sorria enquanto acariciava o quadril e a cintura dele. Galopava com o Eze com a mesma alegria que horas antes tinha corrido pelado ao lado dele, chapinhando na água rio adentro, mas agora com uma sensação de prazer incrível no corpo, a pica dura dele batendo na barriguinha do Eze, que olhava alucinado e acariciava enquanto dizia:
—Já vou engolir você todinha, piquitinha, espera eu encher o cu do teu dono de porra e te devoro.
—Você é louco, Eze, já tá falando com a pica, gatinho, imagina se ela responde!
Os dois riram da piada, mas a pica do Mati não queria ficar calada. O prazer da sentada se espalhava e a excitação do Mati crescia mais rápido que a do Ezequiel, as sensações deliciosas do esfíncter foram se espalhando pelos ovos e pela pica dele de um jeito que nenhuma punheta conseguia igualar. Mati, já expert na arte de galopar, ia mudando a posição do quadril pra pica do Eze percorrer cada cantinho do reto dele, sentia que não ia conseguir evitar de gozar, mas mudando de posição... Ele demorava o máximo que conseguia. Chegou o momento em que não aguentou mais e o esperma dele jorrou abundante como nunca na cara e no peito de Ezequiel, que, surpreso mas feliz com a resposta da pica às suas palavras, batia uma punheta pra tirar todo o resto de porra de dentro do palito e depois, com o dedo, levava até a boca e chupava com deleite cada gota de sêmen. Matías não descia, as mãos apoiadas no peito do Eze, o quadril subindo e descendo, subindo e descendo, os olhos abertos, a mente voando, sem pensar, só curtindo o momento, aquele orgasmo que não acabava mesmo depois de ter esvaziado toda a porra, porque o cu dele mantinha o orgasmo, o prazer imenso, tipo cem punhetas juntas, como nunca tinha sentido.
Eze, com carícias suaves, foi fazendo ele descer, até que finalmente Mati ficou sentado tranquilo em cima do púbis dele, recuperando o fôlego. Ficaram um tempo em silêncio. — Preciso gozar, Mati, mas assim não dá, tira ela e fica de quatro. Mati, devagar de novo pra dar um último carinho, se levantou pra tirar o pau da bunda e ficou de lado do Eze, joelhos no chão, mãos também, bochecha apoiada nas mãos. Sentia um vazio estranho no cu, quase uma hora com ele dentro tinha mudado pra sempre o rabinho dele, que continuava aberto como se ainda estivesse cheio de pica. Levou dois dedos ao ânus e conseguiu enfiá-los sem quase roçar. Tocou as paredes do esfíncter, estavam quentes e molhadas, e as nádegas estavam cobertas por uma creme transparente que já não estava só na fenda, mas no começo das bandas e escorrendo até as bolas. Eze, de joelhos atrás dele, batia uma punheta com toda força, enquanto se sacudia, reclamava, mas mais que reclamar, guinchava agudamente, e a cada guincho mexia a pélvis espasmodicamente pra trás, como se fosse cravar uma pica imaginária no cu. — Já, já, já, se prepara, Mati — disse enquanto se ajeitava atrás dele e, sem parar de bater punheta, enfiava a pica no cu dele sem esforço, comeu ele. furiosamente por uns segundos e tirou de novo pra se masturbar e meter de volta, dessa vez sim, entre gritinhos de puta e gemidos de macho, derramar o esperma dentro do cu do Matías. Mal uns segundos depois, ele tirou e caiu exausto ao lado dele. Matí, com um sorriso de Mona Lisa, manteve a posição por mais alguns minutos pra deixar o sêmen se aninhar bem dentro dele e depois se deitou ao lado do amigo, deu um beijo suave nos lábios dele e, segurando a mão, ficou quieto ao lado, ouvindo a respiração ainda ofegante e aproveitando o contato morno daquele corpo lindo de homem que o Eze tinha.
O que ele acabara de viver? Eze, o garoto que ia explicar as dúvidas dele e que ele sabia que "era comido sempre que o Norbi tava a fim" de arrebentar o cu dele com uma pica de 20 cm, e não cinco minutos, mas tinha montado nele por umas boas horas. Era normal? O tamanho não o surpreendia, já tinha visto vários caras com paus enormes no chuveiro do clube, mas aquela duração? O primo dele era rápido demais ou o Eze era lento demais? Será que era verdade a história do Norbi ou era o contrário? E, nossa! Ele tinha aprendido a cavalgar uma pica, que delícia que era isso!!!, poder ter o controle e saborear o pau do jeito que quisesse. E além disso, por que ele tinha gozado? Se não tava se masturbando, por quê? E por que tanta porra? E o que era aquela sensação que ficava tanto tempo no esfíncter que não deixava ele descer? A amizade do Ezequiel não respondia perguntas, só aumentava elas. Ele sentia uma sensação de bem-estar total, os ombros relaxados, as pernas moles e macias e, principalmente, o quadril, a barriga, os testículos, o cuzinho, era uma sensação única, deliciosa, calma e prazerosa. Aos poucos, a mente dele foi ficando confusa e, sem querer nem perceber, ele dormiu.
Não sabe quanto tempo dormiu, mas aos poucos, dentro da sonolência, foi sentindo algo muito gostoso no pau, abriu os olhos e se deparou com os do Eze que, deitado entre as pernas dele, tava chupando o pau dele, que já estava quase dura. Mati começou a gemer de tesão enquanto acariciava a cabeça de Eze, que chupava feliz e animado. Quando viu que já tava quase lá, começou a segunda fase do boquete, não mais mamadas longas de baixo pra cima, mas pegou a pica com uma mão e puxou a pele pra lamber a glande. Mati gritou e se contorceu de excitação, a sensação que aquela linguinha causava na borda inferior da glande dele era muito forte, ainda mais que ali tinha a sensibilidade de virgem. Depois focou no buraquinho, o que arrancou novos gritos de Mati. Já satisfeito com o resultado, a pica tava duríssima, ele voltou a engolir fundo, agora mais difícil, mas super excitante pra Mati quando os lábios de Eze apertavam o púbis dele.
Agora é minha vez — disse Eze finalmente —, quer que eu monte em você?
Mati só então percebeu que agora era ele quem ia comer, tinha prometido, e com medo por ser a primeira vez, mas com muita confiança no amigo, falou — não, Eze, quero conhecer seu cu que quase nem vi direito.
Ezequiel então se virou de bruços com as pernas abertas, na mesma posição em que Joni tinha arrombado ele lá nos trilhos, e sorrindo esperou o amigo. Mati lembrou do carinho especial do primo e meteu a cara entre as nadeguinhas de Eze, começando a lamber o cuzinho, arrancando na hora os gemidos do promíscuo que em poucos minutos pediu — já, enfia em mim, Matu, me dá logo, preciso de pica, Matu. Matías cuspiu na própria pica e, encostando a cabecinha no asterisco, deu a primeira estocada. A glande começou a sentir a pressão do esfíncter e o atrito não tão gostoso do caninho de Eze. — Se isso é transar, não gosto — pensou, e a pica começou a murchar. Eze, percebendo a confusão do amigo, convidou ele a usar vaselina. Pica pra fora, Eze se levantou na hora e chupou de novo pra deixar dura, e depois ele mesmo enfiou os dedos besuntados de vaselina no cu e passou a pomada na pica de Mati. Nova tentativa, dessa pois éééé, a pica deslizou pra dentro do Ezequiel como se fosse um tobogã e, em vez de nojo, o Mati sentiu o calorzinho do canal do Eze e a pressão suave gostosa dessa vez. O Mati então se deitou nas costas do Ezequiel. —Já tá com ela toda dentro, Eze—, —pois é, Matu, conseguiu, cê tá rasgando meu cu, moleque, vai, me sacode!
O Matías começou a meter e tirar, primeiro devagar pra sentir e calcular, pra não escapar, mas aos poucos foi ganhando confiança e virou um aríete fudendo o cu do Eze. Às vezes escapava, mas meter de novo era moleza, a dilatação do Ezequiel deixava entrar sem perceber, sem forçar a cabeça, a pica dele era uma locomotora que corria braba naqueles trilhos que levavam pra aquele túnel escuro e quente, aquele túnel molhado já não só de vaselina, mas dos sucos dos dois, melhor que vaselina. O Ezequiel a cada metida gritava baixinho, com uma vozinha aguda, estranha, que parecia mais de mulher do que de homem, quando o Mati parava pra descansar nas costas dele e ficavam quase boca com boca, o Eze choramingando pedia —como eu precisava da sua pica, Matu, nunca tira ela de mim, Matu, rasga meu cu, Matu—. O Matías, todo excitado, começava com força a meter e tirar. De repente lembrou do que tinha rolado na estreia dele nos trilhos, escapou do cu do Eze (—nãooo, por que cê tirou tão cedooo?), foi pegar a mochila, enrolou na toalha molhada e colocou no Eze embaixo do púbis, deixando as bundinhas bem levantadas. A enfiada foi total, o gemido do Eze foi maravilhoso e a sensação na pica dele intensíssima. Continuou metendo e tirando entre gemidos e chorinhos de prazer do amiguinho por um bom tempo até começar a sentir algo estranho, a temperatura do canal do Eze tava cada vez maior, como se quisesse queimar a pica dele, e de repente o esfíncter se contraiu apertando forte a pica dele, junto com um aaaaiii! prolongado do Ezequiel. Aí o corpo todo do Chico relaxou, os ombros caíram, o esfínter afrouxou, as pernas relaxaram e com um longo suspiro Eze apoiou a bochecha no chão. Matu não entendia nada, só por precaução tirou a mochila debaixo do corpo dele e, deitando-se de novo sobre Eze, perguntou: — O que foi, Eze? — Não sei, Mati, não sei, mas foi maravilhoso. Me come, amorzinho, me come devagarzinho, enche minha bunda com seu leite. Mati, estranhando o "amorzinho", recomeçou o vai e vem devagarinho, com muito carinho mas sem convicção erótica. Mas Eze tinha outra surpresa guardada: levantou o quadril e começou a rebolar a bunda, pra cima, pra um lado, pro outro, dançando um samba fenomenal que a cada movimento dava um carinho novo na pica do Mati, que bufava de prazer. Quando Mati enfiava a pica, Eze levantava a bunda, batendo púbis e nádegas com um estalo e vencendo a resistência teimosa dos ovo do Mati, que já tinham a carga de leite pronta pra sair no primeiro descuido do mental do Matias. E o descuido chegou quando Eze, na subida, adicionou um movimento circular do quadril que envolveu toda a pica do Mati, em diâmetro e comprimento, com uma sensação impossível de controlar. As mãos dele puxaram com tudo o quadril de Eze e, empurrão atrás de empurrão, se esvaziou naquela bunda especial. Os dois caíram, Eze ofegante, Mati com um tremor estranho no corpo todo que foi passando devagar enquanto ele acariciava os lados de Ezequiel e beijava a orelhinha dele.
Ficaram em silêncio por um bom tempo, o grasnido de uma garça e o uh uh de uma pomba-rola os trouxeram de volta do sonho. — Me arrombou o cu, Mati. — E você me desvirginou a pica, Eze. — Eu tenho sua primeira gozada? Que lindooo! — Se não contar as punhetas e a que deixou sua cara toda melada, sim. — Sabe, Mati, eu gozei junto com você, enquanto você me enchia, eu tava tirando, tô todo melado. É a primeira vez que isso acontece comigo. Mati sorriu e saiu de cima de Eze. Deitou de barriga pra cima com as mãos atrás da cabeça, do lado do amigo. que ficou de bruços, apoiado nos cotovelos, pra poder ver o amigo enquanto conversavam.
Que lindo tudo o que rolou, né Eze? Mas me diz, quando você me chamou pra vir aqui, já tinha planejado tudo?
Nem louco, Matu, não imaginava que você era viado, só queria aproveitar que alguém me fizesse companhia num pedal, o idiota do Norbi nunca quer. Mas quando a gente brincava na água e eu vi teu pau duro, primeiro me espantei e não quis acreditar, mas depois, quando nos jogos a gente se tocava mais do que devia, me convenci de que eu te atraía, e percebi que você era muito gostoso, e pronto, aqui estamos nós dois com o cu arrombado e cheio de porra pra todo lado.
Tinha chegado a hora das perguntas e das confissões, o motivo original do Mati, então ele não ia deixar passar.
— Me conta como começou, Eze. — O quê? — Não se faz de idiota, a se deixar comer.
— Hahaha, bom, já faz uns ano que o Norberto me come. Começou meio na brincadeira, mas depois que ele meteu a primeira vez, nós dois não conseguimos mais parar de se encontrar pra transar.
— Mas... por que você se deixou comer?
— Porque eu gostava do Norbi.
— Então você já era viado, Eze?
— Sei lá, Mati, sempre me chamaram atenção as picas, nos chuveiros do clube eu olhava disfarçado as picas dos outros caras, como muitos fazem, mas não era pra "comparar", era porque eu gostava de vê-las, sentia uma atração, tipo vontade de tocá-las, não sabia bem por quê, mas queria pegar elas com a mão e sentir. E quando tinha um cara na minha frente, meu olhar sempre caía pra braguilha, não por timidez como muitos pensavam, mas porque queria imaginar o que tinha debaixo. Sabe, Matu, com meu tamanho, muitos me olham e ficam encarando, quando eu olho nos olhos deles, logo reconheço o viado comparador, hehe, claro, é um segundo porque depois eles desviam o olhar. E posso te garantir, Matu, somos muito mais que dois.
Então, quando rolou a parada com o Norbi, era minha chance de experimentar aquilo que tanto queria.
Matu ainda não o entendia.
—Mas, Eze, você não se sentiu mal depois que ele te comeu? A gente sabe que um homem entrega qualquer coisa menos o cu, então como você se animou?
—Matu, não sei como me animei, mas depois que coloquei ela pra dentro, senti que não me enganei. Tenho bem claro que se os outros descobrirem, estamos fodidos, mas se a gente gosta, e enquanto a gente mantiver em segredo, por que não? Eu queria não só imaginar, mas ter uma rola. Norbi me atraía, era amigo, então ninguém ficava sabendo, por que eu não ia dar o cu pra ele? Além disso, você já comeu várias vezes, qual é, não gosta de ser viado?
—Eu não sou viado—
Ezequiel pensou em rir, mas depois entendeu a aflição do amigo.
—Matu, a menos que você seja um bufarrão...
—Um bufa o quê? — perguntou Matute.
—Um bufarrão é um cara que fode com mulher e com homem — explicou Ezequiel, acadêmico.
O termo era desagradável o bastante pra que a palavra "viado" já não soasse tão ruim.
—É que, Eze, a verdade é que eu me fiz de machão, mas tenho pouca experiência. Não sei se sou isso porque até agora nunca fiquei com mulher, mas sei lá, com homem foi pouco.
—Bom, Matu, você me enganou bem. Agora conta você.
—Eu estreiei faz menos de um mês, com meu primo — começou a contar Matias, meio gaguejando.
—Com o Jonatan? Sério? Sempre achei ele tão machão! O pau não é grande, mas é bom.
—Quê, ele também te comeu, o filho da puta? — perguntou Matias, irritado.
—Epa, ciúme? Calma, Mati, vi o pau dele no clube, como todo mundo. Continua, Senhor. Onde ele te comeu?
—Nos trilhos — Nos trilhos? Igual eu, hajaaaa, os trilhos são o motel dos viados, Matu.
—Mas eu não gostava do meu primo, não sentia nada por ele. Dei o cu na onda —
—Como assim, você não é viado porque dá o cu na onda? hajaaaaaaaaaa
—Não ri, Eze, que me dá vergonha e eu paro —
Ok, desculpa, continua.
—Nós dois estávamos nos trilhos e meu primo pediu meu cu, disse que tava muito tesudo, que não aguentava mais, que já tava de saco cheio de As punhetas, que por favor ajudasse ele. E tanto insistiu e insistiu que no fim eu criei coragem e dei pra ele. Não tava com vontade de ser comida, só queria ajudar ele a gozar e se acalmar.
— Mas você sabia que isso era coisa de viado, que tava entregando o que os homens nunca entregam.
— Sim, mas pensei igual você, que ninguém ia ficar sabendo, e ainda me disse que era só uma vez, mas já viu, parece que gostei e que uma vez não foi suficiente. Depois, na casa dele, no outro dia, lembra? quando você ia comer a Norberto, eu ia pra casa do meu primo com vontade de dar de novo. Ele me deu duas gozadas naquela tarde. É isso, o único que me comeu antes de você foi o Joni e só me comeu três vezes. A quarta vez é a sua. Além disso, Eze, você teve um pouco de culpa.
— E eu tenho o que ver com isso? — perguntou estranhando.
— É que eu já sabia que você levava dura. A gente tem um amigo em comum e ele me contou, pedindo pra não contar pra ninguém.
— Que filho da puta...! Claro, porque o cu não era o dele, por isso contava — respondeu Ezequiel irritado.
— Não fica assim, Eze, pensa que se não fosse por isso, a gente não tava junto agora — tentou acalmá-lo Mati.
— Tá bom, então, o que eu tive a ver na sua estreia?
— É que quando eu já tava quase convencido de dar uma mão pro tesão do meu primo, pensei que talvez fosse ficar na cara e quase falei não, aí lembrei de você, que mesmo levando dura não transparecia nada e que se você repetia, não devia ser tão ruim. Foi isso que me decidiu.
— Ahá, então você tem que me agradecer, graças a mim agora você é viado.
— E para, não sou viado.
— Mati — disse Ezequiel com voz suave —, não se engana mais, não foi uma vez pra experimentar, você fez e repetiu com seu primo, depois me procurou pra comer, engoliu meu pedaço mesmo com medo e gozou tanto que até gozou sem se tocar. Se não é viado, o que é? Eu sei que não é fácil admitir, idiota! — disse Eze como se estivesse bravo —, você não sabe quantos travesseiros eu molhei. Chorando quando me dei conta.
Os dois ainda estavam deitados, Mati olhou para Ezequiel, que fungava enquanto lágrimas grossas escorriam pelo seu rosto. Ele se sentou e ajudou ele a se levantar. Abraçou ele forte, enquanto Eze, entre soluços, continuava falando.
— Você não sabe o que meu velho pensa dos viados, o mais leve que ele fala é que são um lixo e que deviam matar todos!, e a filha da puta da minha mãe, quando ouve, sorri, porque pensa igual a ele. O que eu faço se eles descobrirem? Porque eu sou o que sou e não vou mudar...
— Já entendi, Eze — os olhos de Matias também estavam marejados —, suas lágrimas estão economizando as minhas, obrigado, Ezequiel, obrigado. — dizia enquanto segurava o rosto de Eze entre as mãos e beijava suas lágrimas.
— Por que, Matu? — perguntou Ezequiel, ainda soluçando.
— Minha razão para te procurar e provocar o encontro não era transar, eu estava desesperado pra entender o que tava rolando comigo, o que eu sentia, tava angustiado com a culpa, por isso queria falar com você, você era o único viado que eu conhecia e com quem eu podia conversar, queria te ouvir pra me entender. Agora já sei, sou viado, assumo, e sei que vou sofrer quando ouvir dos meus pais, dos meus amigos, dos meus colegas esses comentários sobre os viados de merda e os bichas que têm que matar. Obrigado, Eze, já tô preparado pra não chorar por isso.
Eles se abraçaram de novo forte, as rolas murchas encostadas uma na outra, os corpos quentes transmitindo calor humano.
— Mas eu, já faz umas quatro horas que a gente tá pelado — disse Eze com um sorriso que era como um arco-íris nascendo depois da tempestade das lágrimas dele.
Mati saiu do seu estado de sentimento puro, sorrindo também e descendo as mãos pra bunda de Eze, respondeu:
— É, e não sei como a gente vai tirar esse cheiro de pau e porra que a gente tem no corpo.
— Pra que que a gente tem o rio, otário? Outra corrida?
Os dois saíram como puderam do meio do mato e de novo pelados correram pela imensa e solitária praia até A água. Eles entraram até que a água batia na metade das coxas e ali os dois planaramm pra frente, como dois golfinhos voltando de um salto.
— Você me fodeu, Eze — comentou Matías — quando corro, sinto como se meu buraco fosse um cano, mas quando mergulhei não fez glub, glub, glub.
Eze, sorrindo, agarrou ele por trás e, encostando a pica no cu dele, respondeu:
— Se quiser, eu encho pra você, assim não entra água.
— Será que você é capaz? — sorrindo, retrucou Mati enquanto se inclinava e se posicionava pra receber.
— Abre aí e vai ver, já que tá se fazendo de machão.
Mati entrou na brincadeira e, com as duas mãos, separou as próprias nádegas, achando que a piada ia até ali, mas um segundo depois a dor intensa no cu dele mostrou que não era zoeira. Ezequiel tinha enfiado seco e, segurando ele pela cintura, tentava terminar de meter os 10 cm que ainda estavam pra fora.
— Não seja bruto, moleque, sou viado mas não sou arrombado — reclamou Matías enquanto se ajeitava pra diminuir a dor, que já virava um desconfortozinho e, conforme virava só ardor, ele empurrava pra trás pra enfiar de vez a pica enorme do Eze.
O sol continuava alto naquele céu sem nuvens, as ondinhas amigas do rio seguiam seu rumo calmo até a costa, lá longe as chaminés do doca fumegavam como sempre, e ali, como se fossem os únicos habitantes do planeta, Eze e Matu transavam, meio brincando, meio a sério, sem nem pensar que estavam transando, nem essa palavra passava pela cabeça deles, assim como ainda não pensavam em se beijar com paixão ou falar coisas doces.
Depois de um tempo de mete e tira, Eze tirou a bunda do amigo e comentou: — Minha vez, que eu também sou viado — virou-se e abriu as nádegas. Matu, mais direto, e com um Eze que sabia fazer ele gozar, em 10 minutos encheu ele de leite de novo.
No fim, entre risadas e brincadeiras porque tinham ido tirar o cheiro de pica e acabaram aumentando ele, se lavaram e, caminhando de boa, voltaram pra praia.
Já era hora de ir embora, então Que com preguiça se vestiram, depois de elogiar seus respectivos booties -"com uma bunda tão gostosa, se você não fosse viado seria um desperdício"- pegaram o que sobrou de coca e pedalando devagar começaram a volta pra Avellaneda.
-Quando a gente volta, Matu?
-Seria bom vir com barraca e passar um fim de semana, né?
-Mmmm, transar na areia sob a luz da lua, siiiim
-Ahhh, para, tive uma ideia melhor- disse Matías quase gritando de empolgação- A casa do meu avô em San Clemente, outro dia no jantar meus pais comentaram que precisava ir pra cortar o mato, limpar e deixar pronta pra alugar na temporada. No próximo fim de semana tem feriado, são três dias. Por que a gente não vai só nós dois com essa desculpa, faz o trampo e de noite transa até morrer?
-Eu topo- disse Eze com a cara iluminada de empolgação.
Matu pensou um pouco- Não quer chamar o Norbi e o Jonatan?
-Você vai contar o de hoje? Eu não- perguntou preocupado Ezequiel
-Eu também não, mas quando ele abrir meus cachos por ali pode perceber-
-Fecha bem pra evitar que escape um peido, só por precaução. Por que você quer que eles venham?
-É..., Eze, nós dois gostamos mais de ficar embaixo do que em cima, por isso....
-Norbi é um idiota e com certeza não vai querer, mas se seu primo quiser....
-Tá, eu falo do plano pra ele, mas não conto dos "nossos" planos. Lá a gente inventa algo pra ele perceber e começar a festa. Mas eu, por que você não fala nada de bom do Norbi?
-Porque a verdade, ele é um idiota, tem um corpo gostoso e isso me excita, mas depois que bike não, que ficar mais tempo junto não porque acha que vão pensar mal, que chupar minha buceta não porque vai ficar cheiro de cock na boca. Olha Matu, ele nem toca na minha, deve imaginar que meu cock morde.-
Mati pensava que Joni também não era uma maravilha, mas claro, em dois encontros ainda não tinha dado tempo pra ele reparar nessas coisas.
-Eu, eu também não chupei a sua hoje-
-Mas Mati, em poucas horas não dá pra fazer tudo, Mas é claro que se eu pedir, você chupa ela.
Mati, que nunca tinha tido uma rola na boca, levantou uma sobrancelha e gaguejando disse:
– Si… sim, claro que sim.
Eze parou a bicicleta de repente. – Você chupa ela agora?
Pra Mati era uma questão de honra, então ele desceu da bike e falou "vamos", pegou na mão dele e levou até uma árvore que tinha na beira do caminho. Eze deixou fazer, encostou as costas dele na árvore, se ajoelhou na frente e puxou o moletom pra baixo. Segurou com uma mão a rola mole do amigo e levou até a boca. Os lábios dele se apertaram contra aquela carne macia e morna, fechou os olhos e começou a subir e descer naquele pau tentando imitar o que Eze tinha feito com ele naquela tarde. Descascou a cabeça enorme e passou a língua na beirada, que gostoso que era!!! Aquele gosto de macho que enchia a boca dele, aquela primeira gotinha de pré-gozo salgada, deliciosa, que saía do olhinho, aquela sensação de poder que emanava, que deixava ele animado. Aos poucos foi engolindo um pouco mais, impossível engolir tudo, mas fazia o melhor que podia. Eze começou a gemer e suspirando pediu – Mati, por favor, enfia os dedos no meu cu – a ideia era clara. Mati lambeu os próprios dedos pra salivar e enquanto continuava mamando na rola dele deu um jeito de enfiar primeiro um e depois dois dedos. Com muita arte, sincronizou a boca com o vai e vem dos dedos, o que levou Eze ao paraíso.
– Solta que eu vou gozar – falou Eze depois de um tempo, mas Mati não tinha a menor intenção de soltar, então recebeu na boca a longa cuspida de porra do amigo, um gosto estranho, diferente, esquisito, mas gostoso. Engoliu sem parar de chupar, mas olhando nos olhos de Eze, tirou delicadamente os dedos do cu do amigo e diminuindo o ritmo, largou a rola gostosa dele dando um beijinho final na ponta. Se levantou e beijou de verdade o amigo pela primeira vez pra ele também sentir o gosto da porra.
– Ai Mati, com a meia foda que eu te dei tinha ficado com tesão, precisava tirar essa Porra. Valeu, Matu, tu é um amor.
Matías, com a boca meio dolorida de tanto esforço, sorriu feliz e falou:
— Sim, mas agora tô de volta com cheiro de pica.
— Tudo tem solução — cortou Eze, tirando o cantil de emergência e o pacote de Billiken Mentol. — Dá um enxágue bem feito e com duas pastilhas dessas, vão achar que tu tá só disfarçando o cheiro de cigarro vagabundo, haha.
Subiram de novo nas bicicletas, Matu feliz porque a primeira mamada dele tinha sido uma delícia, mas mais ainda porque tinha mostrado pro Eze que ele era um parceiro de foda melhor que o Norberto — coisa que nem precisava provar, porque o Eze tava mais feliz que ele com tudo que tinha vivido naquela tarde.
O sol já ia se escondendo quando chegaram na Mitre, e lá aceleraram a corrida no asfalto pra chegar no bairro antes da noite.
Na porta da casa do Matías, o avô tava na cadeirinha dele, viu os dois vindo lá da outra quadra e, com aquele sotaque meio italianado, cumprimentou:
— Meio tarde, guris. Se divertiram?
— Sim, vô, pra caralho — responderam os dois ao mesmo tempo, sem nem se olhar.
Segunda a gente se fala, Eze?
Segunda a gente se fala, Matute.
Eze corria feito um louco um tempo, parava e esperava ele. Mati, mais contemplativo, ia olhando as garças, as perdizes, os eucaliptos rodeados por aquele mato denso, e meio cagado de medo que ainda tivesse alguma jararaca por ali.
Por fim chegaram na praia de areia escura. O rio se estendia a 100 metros da borda da vegetação, marrom, imenso, silencioso, com suas ondas mansas de mar doce. A euforia tomou conta deles. Começaram a correr entre gritos pela areia, pela água, com as bundas respingadas pelas rodas como em dia de chuva, estavam completamente felizes, se sentiam livres, donos do mundo, capazes de tudo.
Lá longe se via um tronco imenso, um eucalipto centenário, que atravessava a praia. "Corremos até lá?", propôs Eze. "Sim, mas sem vantagem", respondeu Mati. Lá foram as duas flechas, levantando água, remexendo areia, espantando pássaros com seus gritos, rindo, rindo, se divertindo. Por sorte Eze chegou primeiro, mas Mati logo atrás. Jogaram as bicicletas e sentaram no tronco, estavam encharcados de suor e com a respiração ofegante.
"Vamos nadar?", ocorreu a Eze. "Mas se não temos short", prudente Mati. "Não importa, nadamos pelados", ousado Eze. "Mas... e se nos virem?", medroso Mati. "Matiii, não tem ninguém em quilômetros, viu alguém?", seguro Eze. "Verdade que não", disse Mati, já baixando as calças. O tronco recebeu a roupa e os dois completamente pelados correram até a água.
O rio manso os esperava, o sol de Já era quase meio-dia e o calor da pedalada convidava eles a se refrescar. Uns 100 metros de areia até as primeiras ondinhas, os dois correram balançando as bolas esquecidas e se zoando pra ver quem chegava primeiro, depois mais uns duzentos metros dentro d'água pra conseguir que pelo menos cobrisse até a cintura, chapinhando e tentando molhar o rival. Água morna e mansa, o marroníssimo Rio da Prata acolhedor dos banhistas suados no verão, mas um tremendo invasor das margens e destruidor de quem ousasse desafiá-lo nas sudestadas de inverno. Mati e Eze estavam exultantes, brincando de mão, correndo, pulando um em cima do outro, se apalpando, rindo. Eze subia nos ombros de Mati e depois mandava um mergulho espumante. Mati nadava debaixo d'água e pegava Eze por trás e o afundava. Brincadeiras e mais brincadeiras, corpos que se roçavam, mãos que "sem querer" tocavam, os dois começaram a se excitar e as picas a endurecer. Embora a água escura as escondesse, no meio das brincadeiras era impossível esconder sempre. Quando Mati carregava Eze nos ombros, podia ver a pica enorme de Eze não dura, mas quase, mas discretamente não dizia nada, afinal já sabia dos gostos do amigo. Eze também viu o pau duro de Mati, mas discretamente não disse nada, embora mentalmente pensasse "olha só!, Mati também" e começou a imaginar o que poderiam fazer se tivesse coragem de falar. Alguma vez no meio de apertões e diversões, até um sentiu o pau duro do outro apertado contra sua racha, mas também discretamente não disse nada. Num momento, Mati descendo na terra soltou um "eu, tô com fome já", então voltaram andando de boa pra praia, longo trecho aproveitado pra baixar as picas ao mínimo. Quando chegaram no tronco, Eze revirou a mochila e tirou uma toalha grande que passou pra Mati, -toma, se seca-, ahh você veio preparado pro banho, safado!-, -não, mano, eu sempre trago elas- pra me refrescar um pouco depois de uma pedalada longa-. Matías se enxugou um pouco por todo lado e devolveu pra Eze, que imediatamente levou ao nariz, -hum, que cheiro de bola-, disse, levando com gestos bem evidentes a toalha pra bunda. Depois de se secar, quando já ia guardar, Mati pediu, levou ao nariz e disse -hum, que cheiro de cu- levando depois com gestos bem evidentes pras bolas. Secadas de novo pica, bolas e um pouco o cabelo, devolveu pra Eze que sorrindo tinha acompanhado cada movimento secatório de Matías. Vestiram sunga e calça e atacaram os sanduíches de presunto e queijo com Coca, as costas apoiadas no tronco.
-Que bom que a gente tá se divertindo, né Mati?-, nota 10 Eze, o rio tava demais e faz tempo que não me cagava de rir tanto, mas você me pegou, você não quis ser trampolim, -cê tá muito pesado Mati, ia me afundar na areia, haha. -Agora que Eze, quando você tava em cima eu vi, nossa que pica tremenda que você tem-
Ele tinha dito, e mal saiu da boca já pensou "me engole terra", depois pensou que falar de pica entre homens não era nada fora do comum.
-Nem tanto-, disse Eze-, a sua também não é pequena.
-Mas.., com a sua você deixa o cu arrebentado de qualquer cara, já com a minha...-Pá!!, dessa vez tinha metido os pés pelas mãos, Eze teria que ser muito burro pra não perceber que ele era viado. Mas Eze não era burro. Olhou nos olhos dele, apoiou a mão no volume e com toda franqueza disse:
Mati, vamos parar de fingir, eu vi tua pica dura na água e você viu a minha, e nem você nem eu somos bobinho, vamos lá transar?, sim?, -e dito isso deu um beijo suave na boca, que Matías recebeu corando. Pouco tinha a acrescentar, tava feito, mas.. ele tinha pensado nesse encontro pra falar de viado pra viado, não pra transar, mas bom, depois de transar, eles conversariam.
-Cê não vai achar que a gente vai transar aqui na praia, né?, -Não Mati, a areia no cu arranha, vamos entrar no mato. Entre pisadas, cortes de galhos e arrancadas de mato, fizeram um cantinho a não mais de 1 metro da praia, a vegetação era tão densa que mal dava pra ver. Encostaram as bicicletas o máximo que puderam e levaram todas as suas coisas pro ninho que tinham montado. Eze tirou uma toalha seca da mochila e esticou no chão.
Lá estavam eles, torsos nus, joggings inchados ali e se olhando sem saber o que fazer. "E aí?", perguntou Mati. "E... de roupa não dá pra fazer", respondeu Ezequiel, com toda a lógica. Mati começou a baixar o jogging, mas naquele momento lembrou de algo e sorriu, então fechou os olhos, virou de lado, quebrou o quadril pra trás e baixou a roupa só por trás até o começo das pernas pra mostrar a bundinha. Quando abriu os olhos, caiu na gargalhada, repetida como eco pela de Ezequiel: os dois estavam de lado, quadril quebrado e bunda no ar!
"Acho que nós dois somos comedores de pica, temos um problema", disse Ezequiel sem tirar os olhos da bunda de Mati, não porque o excitava, mas porque só conhecia a bunda dura e peluda do Norbi e ver um rabo lisinho como o dele chamava sua atenção. "Só tem uma solução, Mati, um de cada vez. Topa? Se quiser, eu te fodo primeiro." Matías ficou pensando, a pica enorme e grossa do Ezequiel dava vontade, mas também dava medo, e ainda por cima depois ele teria que comer ele? Nunca tinha feito aquilo, será que conseguiria?
"É que Eze, eu por trás faço o que você quiser", disse Mati se fazendo de expert em vida sexual intensa, "mas pela frente nunca fiz. E se não der certo?"
Ezequiel, que uma vez com bastante nojo tinha investido contra a aranha peluda que era a bunda do Norberto, tranquilizou ele, disse que todo mundo conseguia, mas que acontecesse o que acontecesse, ele não ia embora sem deixar o gozo dentro do rabo, que ele ficasse sabendo. Essa ameaça fez Mati rir, que sem mais terminou de tirar a roupa e se deitou de bruços na toalha, apoiando os cotovelos no chão pra olhar pro Eze. Roupa pra fora, Eze começou a se masturbar um pouco pra deixar ela bem dura, sob o olhar preocupado de Matías, que já pensava como ia fazer pra não chorar de dor quando ele enfiasse.
"Eze, passa bastante cuspe em mim, por favor, e se eu pedir pra tirar, me obedece" — implorou Matías.
"Nada de cuspe, neném" — disse Eze enquanto ia até a bolsinha de ferramentas da bicicleta e tirava um potinho branco daqueles de creme Ponds.
"O que é isso?"
"Vaselina, Mati, pra entrar fácil. Abre aí e você vai ver."
Ezequiel se ajoelhou entre as pernas de Matías, passou bastante vaselina no dedo e enfiou pra dentro. A sensação cremosa do dedo não era ruim. Depois, passou a creme também na vara e apontou pro furinho que parecia bem menor que a cabeça. Empurrou e entrou, com um grito de Matías. Segundo empurrão, segundo grito.
"Sabe, Mati, já tem metade pra dentro."
"Você tá me matando, neném, deixa só até aí."
"Nada, Mati, tudo ou nada" — retrucou Ezequiel com outro empurrão, que dessa vez arrancou só um gemido de Matías.
"Viu? Já tá tudo dentro."
"Tudo? Os 20?"
"Sim, os 20 cm dentro do seu cu, putão. Dá pra ver que você tem experiência, hehe."
Mati não tava em condições de rir com a ardência que sentia no esfíncter, mas gostava de parecer um "cara experiente", mesmo só tendo comido a pica do primo umas 3 vezes, que, por outro lado, não passava dos 15 cm, no máximo. Como das outras vezes, a ardência foi passando e Ezequiel começou com o vai e vem, no início curto, mas depois tirando quase toda a pica da bunda de Mati e enfiando de novo, às vezes de uma vez e às vezes aos pulinhos — "cada pulinho um gritinho do promíscuo, hehe" — pensava Mati entre um gemido e outro.
"Que coisa boa essa vaselina, Eze."
"Que coisa boa sua bunda, Mati" — respondia o amigo promíscuo, que já notava o esfíncter de Matías totalmente aberto, molhado pela mistura de vaselina, pré-gozo e o suquinho que a pica enorme dele puxava de dentro. reto de Mati. Ele aumentou ainda mais o ritmo, mas tirando completamente a pica do cu de Mati e enfiando tudo de novo, 20 pra fora, mmm, 20 pra dentro, ahhhh, 20 pra fora, mmm, 20 pra dentro, ahhhh.
Eze foi aumentando a fúria dos movimentos e, por momentos, parecia que queria atravessar o cu de Mati. A pica dele entrava até o fundo e saía quase inteira de dentro daquele cu que engolia de novo os 20 cm de carne quente e dura de Ezequiel, entre gemidos de Mati e bufadas de Eze. Mati, enquanto gozava, pensava admirado e orgulhoso como era possível que seu cu quase virgem estivesse comendo uma pica daquelas até as bolas sem sofrer e gozando igual uma puta.
Por momentos, Eze pegava ele pela cintura; por momentos, deitava sobre suas costas, sem parar de meter e tirar; e, às vezes, se erguia com os dois braços esticados apoiados no chão pra dar a máxima força do seu aríete, que brotava imenso de entre as nádegas gostosas de Mati e sumia de novo naquele buraco fundo, quentinho e macio.
Aos poucos, a excitação de Mati foi baixando e o clímax dele sumiu completamente, mas, como um bom promíscuo, ele ficou lá, com a bochecha apoiada nas mãos e o olhar perdido, aguentando a porrada do amigo. A mente dele viajava pro primo. Se ele comesse ele de novo, será que ele ia perceber? Não tinha como não perceber, já tava há quase meia hora recebendo uma metida e tirada de uma pica grotescamente grossa e comprida. Tinha que ter ficado aberto. Ele estranhava o pouco prazer que Eze demonstrava e pensou em ajudar.
— Eze, quer que eu levante a bunda pra você gozar mais rápido?
— Não — disse Eze, parando a bombada e tirando a pica. — Monta em mim!
— Como é isso? — perguntou Matias, inocente.
— Me dá um espaço aí do teu lado — ordenou Ezequiel, que se deitou de barriga pra cima, com o pau duro e brilhante. — Agora apoia teus joelhos na altura da minha cintura, olhando pro meu lado, e vai sentando na minha pica.
Mati foi descendo a cintura, mas a pica escorregava; as nádegas dele estavam encharcadas de sucos sexuais e Por mais que tentasse, a pica do Eze escapava pela beirada ou acabava nas bolas dele.
—Para —ordenou Eze—, procura o buraco com os dedos, isso, assim, agora que você sabe onde ele tá, segura minha pica com a mão — Mati obedecia —, vai descendo devagar e leva minha pica pro buraco, tá sentindo? Isso, agora senta.
Matias foi descendo devagar, queria sentir como a pica do Eze entrava nele, quando sentiu ela firme lá dentro, soltou a mão e com o quadril e as coxas foi se sentando até ficar com a bunda encostada no púbis do Eze. Uau, que gostosa! Ele sentia ela ainda mais fundo e fazia cócegas na base da pica mais que qualquer punheta.
—Agora, galopa, gatinho — ordenou Eze pra um Matias que já entendia perfeitamente do que se tratava e começou a subir e descer o quadril num ritmo, gemendo a cada descida e ficando mais animado a cada subida.
Depois de um tempo, Mati galopava como um potro de corrida, enquanto sorria e olhava pro Eze, que também sorria enquanto acariciava o quadril e a cintura dele. Galopava com o Eze com a mesma alegria que horas antes tinha corrido pelado ao lado dele, chapinhando na água rio adentro, mas agora com uma sensação de prazer incrível no corpo, a pica dura dele batendo na barriguinha do Eze, que olhava alucinado e acariciava enquanto dizia:
—Já vou engolir você todinha, piquitinha, espera eu encher o cu do teu dono de porra e te devoro.
—Você é louco, Eze, já tá falando com a pica, gatinho, imagina se ela responde!
Os dois riram da piada, mas a pica do Mati não queria ficar calada. O prazer da sentada se espalhava e a excitação do Mati crescia mais rápido que a do Ezequiel, as sensações deliciosas do esfíncter foram se espalhando pelos ovos e pela pica dele de um jeito que nenhuma punheta conseguia igualar. Mati, já expert na arte de galopar, ia mudando a posição do quadril pra pica do Eze percorrer cada cantinho do reto dele, sentia que não ia conseguir evitar de gozar, mas mudando de posição... Ele demorava o máximo que conseguia. Chegou o momento em que não aguentou mais e o esperma dele jorrou abundante como nunca na cara e no peito de Ezequiel, que, surpreso mas feliz com a resposta da pica às suas palavras, batia uma punheta pra tirar todo o resto de porra de dentro do palito e depois, com o dedo, levava até a boca e chupava com deleite cada gota de sêmen. Matías não descia, as mãos apoiadas no peito do Eze, o quadril subindo e descendo, subindo e descendo, os olhos abertos, a mente voando, sem pensar, só curtindo o momento, aquele orgasmo que não acabava mesmo depois de ter esvaziado toda a porra, porque o cu dele mantinha o orgasmo, o prazer imenso, tipo cem punhetas juntas, como nunca tinha sentido.
Eze, com carícias suaves, foi fazendo ele descer, até que finalmente Mati ficou sentado tranquilo em cima do púbis dele, recuperando o fôlego. Ficaram um tempo em silêncio. — Preciso gozar, Mati, mas assim não dá, tira ela e fica de quatro. Mati, devagar de novo pra dar um último carinho, se levantou pra tirar o pau da bunda e ficou de lado do Eze, joelhos no chão, mãos também, bochecha apoiada nas mãos. Sentia um vazio estranho no cu, quase uma hora com ele dentro tinha mudado pra sempre o rabinho dele, que continuava aberto como se ainda estivesse cheio de pica. Levou dois dedos ao ânus e conseguiu enfiá-los sem quase roçar. Tocou as paredes do esfíncter, estavam quentes e molhadas, e as nádegas estavam cobertas por uma creme transparente que já não estava só na fenda, mas no começo das bandas e escorrendo até as bolas. Eze, de joelhos atrás dele, batia uma punheta com toda força, enquanto se sacudia, reclamava, mas mais que reclamar, guinchava agudamente, e a cada guincho mexia a pélvis espasmodicamente pra trás, como se fosse cravar uma pica imaginária no cu. — Já, já, já, se prepara, Mati — disse enquanto se ajeitava atrás dele e, sem parar de bater punheta, enfiava a pica no cu dele sem esforço, comeu ele. furiosamente por uns segundos e tirou de novo pra se masturbar e meter de volta, dessa vez sim, entre gritinhos de puta e gemidos de macho, derramar o esperma dentro do cu do Matías. Mal uns segundos depois, ele tirou e caiu exausto ao lado dele. Matí, com um sorriso de Mona Lisa, manteve a posição por mais alguns minutos pra deixar o sêmen se aninhar bem dentro dele e depois se deitou ao lado do amigo, deu um beijo suave nos lábios dele e, segurando a mão, ficou quieto ao lado, ouvindo a respiração ainda ofegante e aproveitando o contato morno daquele corpo lindo de homem que o Eze tinha.
O que ele acabara de viver? Eze, o garoto que ia explicar as dúvidas dele e que ele sabia que "era comido sempre que o Norbi tava a fim" de arrebentar o cu dele com uma pica de 20 cm, e não cinco minutos, mas tinha montado nele por umas boas horas. Era normal? O tamanho não o surpreendia, já tinha visto vários caras com paus enormes no chuveiro do clube, mas aquela duração? O primo dele era rápido demais ou o Eze era lento demais? Será que era verdade a história do Norbi ou era o contrário? E, nossa! Ele tinha aprendido a cavalgar uma pica, que delícia que era isso!!!, poder ter o controle e saborear o pau do jeito que quisesse. E além disso, por que ele tinha gozado? Se não tava se masturbando, por quê? E por que tanta porra? E o que era aquela sensação que ficava tanto tempo no esfíncter que não deixava ele descer? A amizade do Ezequiel não respondia perguntas, só aumentava elas. Ele sentia uma sensação de bem-estar total, os ombros relaxados, as pernas moles e macias e, principalmente, o quadril, a barriga, os testículos, o cuzinho, era uma sensação única, deliciosa, calma e prazerosa. Aos poucos, a mente dele foi ficando confusa e, sem querer nem perceber, ele dormiu.
Não sabe quanto tempo dormiu, mas aos poucos, dentro da sonolência, foi sentindo algo muito gostoso no pau, abriu os olhos e se deparou com os do Eze que, deitado entre as pernas dele, tava chupando o pau dele, que já estava quase dura. Mati começou a gemer de tesão enquanto acariciava a cabeça de Eze, que chupava feliz e animado. Quando viu que já tava quase lá, começou a segunda fase do boquete, não mais mamadas longas de baixo pra cima, mas pegou a pica com uma mão e puxou a pele pra lamber a glande. Mati gritou e se contorceu de excitação, a sensação que aquela linguinha causava na borda inferior da glande dele era muito forte, ainda mais que ali tinha a sensibilidade de virgem. Depois focou no buraquinho, o que arrancou novos gritos de Mati. Já satisfeito com o resultado, a pica tava duríssima, ele voltou a engolir fundo, agora mais difícil, mas super excitante pra Mati quando os lábios de Eze apertavam o púbis dele.
Agora é minha vez — disse Eze finalmente —, quer que eu monte em você?
Mati só então percebeu que agora era ele quem ia comer, tinha prometido, e com medo por ser a primeira vez, mas com muita confiança no amigo, falou — não, Eze, quero conhecer seu cu que quase nem vi direito.
Ezequiel então se virou de bruços com as pernas abertas, na mesma posição em que Joni tinha arrombado ele lá nos trilhos, e sorrindo esperou o amigo. Mati lembrou do carinho especial do primo e meteu a cara entre as nadeguinhas de Eze, começando a lamber o cuzinho, arrancando na hora os gemidos do promíscuo que em poucos minutos pediu — já, enfia em mim, Matu, me dá logo, preciso de pica, Matu. Matías cuspiu na própria pica e, encostando a cabecinha no asterisco, deu a primeira estocada. A glande começou a sentir a pressão do esfíncter e o atrito não tão gostoso do caninho de Eze. — Se isso é transar, não gosto — pensou, e a pica começou a murchar. Eze, percebendo a confusão do amigo, convidou ele a usar vaselina. Pica pra fora, Eze se levantou na hora e chupou de novo pra deixar dura, e depois ele mesmo enfiou os dedos besuntados de vaselina no cu e passou a pomada na pica de Mati. Nova tentativa, dessa pois éééé, a pica deslizou pra dentro do Ezequiel como se fosse um tobogã e, em vez de nojo, o Mati sentiu o calorzinho do canal do Eze e a pressão suave gostosa dessa vez. O Mati então se deitou nas costas do Ezequiel. —Já tá com ela toda dentro, Eze—, —pois é, Matu, conseguiu, cê tá rasgando meu cu, moleque, vai, me sacode!
O Matías começou a meter e tirar, primeiro devagar pra sentir e calcular, pra não escapar, mas aos poucos foi ganhando confiança e virou um aríete fudendo o cu do Eze. Às vezes escapava, mas meter de novo era moleza, a dilatação do Ezequiel deixava entrar sem perceber, sem forçar a cabeça, a pica dele era uma locomotora que corria braba naqueles trilhos que levavam pra aquele túnel escuro e quente, aquele túnel molhado já não só de vaselina, mas dos sucos dos dois, melhor que vaselina. O Ezequiel a cada metida gritava baixinho, com uma vozinha aguda, estranha, que parecia mais de mulher do que de homem, quando o Mati parava pra descansar nas costas dele e ficavam quase boca com boca, o Eze choramingando pedia —como eu precisava da sua pica, Matu, nunca tira ela de mim, Matu, rasga meu cu, Matu—. O Matías, todo excitado, começava com força a meter e tirar. De repente lembrou do que tinha rolado na estreia dele nos trilhos, escapou do cu do Eze (—nãooo, por que cê tirou tão cedooo?), foi pegar a mochila, enrolou na toalha molhada e colocou no Eze embaixo do púbis, deixando as bundinhas bem levantadas. A enfiada foi total, o gemido do Eze foi maravilhoso e a sensação na pica dele intensíssima. Continuou metendo e tirando entre gemidos e chorinhos de prazer do amiguinho por um bom tempo até começar a sentir algo estranho, a temperatura do canal do Eze tava cada vez maior, como se quisesse queimar a pica dele, e de repente o esfíncter se contraiu apertando forte a pica dele, junto com um aaaaiii! prolongado do Ezequiel. Aí o corpo todo do Chico relaxou, os ombros caíram, o esfínter afrouxou, as pernas relaxaram e com um longo suspiro Eze apoiou a bochecha no chão. Matu não entendia nada, só por precaução tirou a mochila debaixo do corpo dele e, deitando-se de novo sobre Eze, perguntou: — O que foi, Eze? — Não sei, Mati, não sei, mas foi maravilhoso. Me come, amorzinho, me come devagarzinho, enche minha bunda com seu leite. Mati, estranhando o "amorzinho", recomeçou o vai e vem devagarinho, com muito carinho mas sem convicção erótica. Mas Eze tinha outra surpresa guardada: levantou o quadril e começou a rebolar a bunda, pra cima, pra um lado, pro outro, dançando um samba fenomenal que a cada movimento dava um carinho novo na pica do Mati, que bufava de prazer. Quando Mati enfiava a pica, Eze levantava a bunda, batendo púbis e nádegas com um estalo e vencendo a resistência teimosa dos ovo do Mati, que já tinham a carga de leite pronta pra sair no primeiro descuido do mental do Matias. E o descuido chegou quando Eze, na subida, adicionou um movimento circular do quadril que envolveu toda a pica do Mati, em diâmetro e comprimento, com uma sensação impossível de controlar. As mãos dele puxaram com tudo o quadril de Eze e, empurrão atrás de empurrão, se esvaziou naquela bunda especial. Os dois caíram, Eze ofegante, Mati com um tremor estranho no corpo todo que foi passando devagar enquanto ele acariciava os lados de Ezequiel e beijava a orelhinha dele.
Ficaram em silêncio por um bom tempo, o grasnido de uma garça e o uh uh de uma pomba-rola os trouxeram de volta do sonho. — Me arrombou o cu, Mati. — E você me desvirginou a pica, Eze. — Eu tenho sua primeira gozada? Que lindooo! — Se não contar as punhetas e a que deixou sua cara toda melada, sim. — Sabe, Mati, eu gozei junto com você, enquanto você me enchia, eu tava tirando, tô todo melado. É a primeira vez que isso acontece comigo. Mati sorriu e saiu de cima de Eze. Deitou de barriga pra cima com as mãos atrás da cabeça, do lado do amigo. que ficou de bruços, apoiado nos cotovelos, pra poder ver o amigo enquanto conversavam.
Que lindo tudo o que rolou, né Eze? Mas me diz, quando você me chamou pra vir aqui, já tinha planejado tudo?
Nem louco, Matu, não imaginava que você era viado, só queria aproveitar que alguém me fizesse companhia num pedal, o idiota do Norbi nunca quer. Mas quando a gente brincava na água e eu vi teu pau duro, primeiro me espantei e não quis acreditar, mas depois, quando nos jogos a gente se tocava mais do que devia, me convenci de que eu te atraía, e percebi que você era muito gostoso, e pronto, aqui estamos nós dois com o cu arrombado e cheio de porra pra todo lado.
Tinha chegado a hora das perguntas e das confissões, o motivo original do Mati, então ele não ia deixar passar.
— Me conta como começou, Eze. — O quê? — Não se faz de idiota, a se deixar comer.
— Hahaha, bom, já faz uns ano que o Norberto me come. Começou meio na brincadeira, mas depois que ele meteu a primeira vez, nós dois não conseguimos mais parar de se encontrar pra transar.
— Mas... por que você se deixou comer?
— Porque eu gostava do Norbi.
— Então você já era viado, Eze?
— Sei lá, Mati, sempre me chamaram atenção as picas, nos chuveiros do clube eu olhava disfarçado as picas dos outros caras, como muitos fazem, mas não era pra "comparar", era porque eu gostava de vê-las, sentia uma atração, tipo vontade de tocá-las, não sabia bem por quê, mas queria pegar elas com a mão e sentir. E quando tinha um cara na minha frente, meu olhar sempre caía pra braguilha, não por timidez como muitos pensavam, mas porque queria imaginar o que tinha debaixo. Sabe, Matu, com meu tamanho, muitos me olham e ficam encarando, quando eu olho nos olhos deles, logo reconheço o viado comparador, hehe, claro, é um segundo porque depois eles desviam o olhar. E posso te garantir, Matu, somos muito mais que dois.
Então, quando rolou a parada com o Norbi, era minha chance de experimentar aquilo que tanto queria.
Matu ainda não o entendia.
—Mas, Eze, você não se sentiu mal depois que ele te comeu? A gente sabe que um homem entrega qualquer coisa menos o cu, então como você se animou?
—Matu, não sei como me animei, mas depois que coloquei ela pra dentro, senti que não me enganei. Tenho bem claro que se os outros descobrirem, estamos fodidos, mas se a gente gosta, e enquanto a gente mantiver em segredo, por que não? Eu queria não só imaginar, mas ter uma rola. Norbi me atraía, era amigo, então ninguém ficava sabendo, por que eu não ia dar o cu pra ele? Além disso, você já comeu várias vezes, qual é, não gosta de ser viado?
—Eu não sou viado—
Ezequiel pensou em rir, mas depois entendeu a aflição do amigo.
—Matu, a menos que você seja um bufarrão...
—Um bufa o quê? — perguntou Matute.
—Um bufarrão é um cara que fode com mulher e com homem — explicou Ezequiel, acadêmico.
O termo era desagradável o bastante pra que a palavra "viado" já não soasse tão ruim.
—É que, Eze, a verdade é que eu me fiz de machão, mas tenho pouca experiência. Não sei se sou isso porque até agora nunca fiquei com mulher, mas sei lá, com homem foi pouco.
—Bom, Matu, você me enganou bem. Agora conta você.
—Eu estreiei faz menos de um mês, com meu primo — começou a contar Matias, meio gaguejando.
—Com o Jonatan? Sério? Sempre achei ele tão machão! O pau não é grande, mas é bom.
—Quê, ele também te comeu, o filho da puta? — perguntou Matias, irritado.
—Epa, ciúme? Calma, Mati, vi o pau dele no clube, como todo mundo. Continua, Senhor. Onde ele te comeu?
—Nos trilhos — Nos trilhos? Igual eu, hajaaaa, os trilhos são o motel dos viados, Matu.
—Mas eu não gostava do meu primo, não sentia nada por ele. Dei o cu na onda —
—Como assim, você não é viado porque dá o cu na onda? hajaaaaaaaaaa
—Não ri, Eze, que me dá vergonha e eu paro —
Ok, desculpa, continua.
—Nós dois estávamos nos trilhos e meu primo pediu meu cu, disse que tava muito tesudo, que não aguentava mais, que já tava de saco cheio de As punhetas, que por favor ajudasse ele. E tanto insistiu e insistiu que no fim eu criei coragem e dei pra ele. Não tava com vontade de ser comida, só queria ajudar ele a gozar e se acalmar.
— Mas você sabia que isso era coisa de viado, que tava entregando o que os homens nunca entregam.
— Sim, mas pensei igual você, que ninguém ia ficar sabendo, e ainda me disse que era só uma vez, mas já viu, parece que gostei e que uma vez não foi suficiente. Depois, na casa dele, no outro dia, lembra? quando você ia comer a Norberto, eu ia pra casa do meu primo com vontade de dar de novo. Ele me deu duas gozadas naquela tarde. É isso, o único que me comeu antes de você foi o Joni e só me comeu três vezes. A quarta vez é a sua. Além disso, Eze, você teve um pouco de culpa.
— E eu tenho o que ver com isso? — perguntou estranhando.
— É que eu já sabia que você levava dura. A gente tem um amigo em comum e ele me contou, pedindo pra não contar pra ninguém.
— Que filho da puta...! Claro, porque o cu não era o dele, por isso contava — respondeu Ezequiel irritado.
— Não fica assim, Eze, pensa que se não fosse por isso, a gente não tava junto agora — tentou acalmá-lo Mati.
— Tá bom, então, o que eu tive a ver na sua estreia?
— É que quando eu já tava quase convencido de dar uma mão pro tesão do meu primo, pensei que talvez fosse ficar na cara e quase falei não, aí lembrei de você, que mesmo levando dura não transparecia nada e que se você repetia, não devia ser tão ruim. Foi isso que me decidiu.
— Ahá, então você tem que me agradecer, graças a mim agora você é viado.
— E para, não sou viado.
— Mati — disse Ezequiel com voz suave —, não se engana mais, não foi uma vez pra experimentar, você fez e repetiu com seu primo, depois me procurou pra comer, engoliu meu pedaço mesmo com medo e gozou tanto que até gozou sem se tocar. Se não é viado, o que é? Eu sei que não é fácil admitir, idiota! — disse Eze como se estivesse bravo —, você não sabe quantos travesseiros eu molhei. Chorando quando me dei conta.
Os dois ainda estavam deitados, Mati olhou para Ezequiel, que fungava enquanto lágrimas grossas escorriam pelo seu rosto. Ele se sentou e ajudou ele a se levantar. Abraçou ele forte, enquanto Eze, entre soluços, continuava falando.
— Você não sabe o que meu velho pensa dos viados, o mais leve que ele fala é que são um lixo e que deviam matar todos!, e a filha da puta da minha mãe, quando ouve, sorri, porque pensa igual a ele. O que eu faço se eles descobrirem? Porque eu sou o que sou e não vou mudar...
— Já entendi, Eze — os olhos de Matias também estavam marejados —, suas lágrimas estão economizando as minhas, obrigado, Ezequiel, obrigado. — dizia enquanto segurava o rosto de Eze entre as mãos e beijava suas lágrimas.
— Por que, Matu? — perguntou Ezequiel, ainda soluçando.
— Minha razão para te procurar e provocar o encontro não era transar, eu estava desesperado pra entender o que tava rolando comigo, o que eu sentia, tava angustiado com a culpa, por isso queria falar com você, você era o único viado que eu conhecia e com quem eu podia conversar, queria te ouvir pra me entender. Agora já sei, sou viado, assumo, e sei que vou sofrer quando ouvir dos meus pais, dos meus amigos, dos meus colegas esses comentários sobre os viados de merda e os bichas que têm que matar. Obrigado, Eze, já tô preparado pra não chorar por isso.
Eles se abraçaram de novo forte, as rolas murchas encostadas uma na outra, os corpos quentes transmitindo calor humano.
— Mas eu, já faz umas quatro horas que a gente tá pelado — disse Eze com um sorriso que era como um arco-íris nascendo depois da tempestade das lágrimas dele.
Mati saiu do seu estado de sentimento puro, sorrindo também e descendo as mãos pra bunda de Eze, respondeu:
— É, e não sei como a gente vai tirar esse cheiro de pau e porra que a gente tem no corpo.
— Pra que que a gente tem o rio, otário? Outra corrida?
Os dois saíram como puderam do meio do mato e de novo pelados correram pela imensa e solitária praia até A água. Eles entraram até que a água batia na metade das coxas e ali os dois planaramm pra frente, como dois golfinhos voltando de um salto.
— Você me fodeu, Eze — comentou Matías — quando corro, sinto como se meu buraco fosse um cano, mas quando mergulhei não fez glub, glub, glub.
Eze, sorrindo, agarrou ele por trás e, encostando a pica no cu dele, respondeu:
— Se quiser, eu encho pra você, assim não entra água.
— Será que você é capaz? — sorrindo, retrucou Mati enquanto se inclinava e se posicionava pra receber.
— Abre aí e vai ver, já que tá se fazendo de machão.
Mati entrou na brincadeira e, com as duas mãos, separou as próprias nádegas, achando que a piada ia até ali, mas um segundo depois a dor intensa no cu dele mostrou que não era zoeira. Ezequiel tinha enfiado seco e, segurando ele pela cintura, tentava terminar de meter os 10 cm que ainda estavam pra fora.
— Não seja bruto, moleque, sou viado mas não sou arrombado — reclamou Matías enquanto se ajeitava pra diminuir a dor, que já virava um desconfortozinho e, conforme virava só ardor, ele empurrava pra trás pra enfiar de vez a pica enorme do Eze.
O sol continuava alto naquele céu sem nuvens, as ondinhas amigas do rio seguiam seu rumo calmo até a costa, lá longe as chaminés do doca fumegavam como sempre, e ali, como se fossem os únicos habitantes do planeta, Eze e Matu transavam, meio brincando, meio a sério, sem nem pensar que estavam transando, nem essa palavra passava pela cabeça deles, assim como ainda não pensavam em se beijar com paixão ou falar coisas doces.
Depois de um tempo de mete e tira, Eze tirou a bunda do amigo e comentou: — Minha vez, que eu também sou viado — virou-se e abriu as nádegas. Matu, mais direto, e com um Eze que sabia fazer ele gozar, em 10 minutos encheu ele de leite de novo.
No fim, entre risadas e brincadeiras porque tinham ido tirar o cheiro de pica e acabaram aumentando ele, se lavaram e, caminhando de boa, voltaram pra praia.
Já era hora de ir embora, então Que com preguiça se vestiram, depois de elogiar seus respectivos booties -"com uma bunda tão gostosa, se você não fosse viado seria um desperdício"- pegaram o que sobrou de coca e pedalando devagar começaram a volta pra Avellaneda.
-Quando a gente volta, Matu?
-Seria bom vir com barraca e passar um fim de semana, né?
-Mmmm, transar na areia sob a luz da lua, siiiim
-Ahhh, para, tive uma ideia melhor- disse Matías quase gritando de empolgação- A casa do meu avô em San Clemente, outro dia no jantar meus pais comentaram que precisava ir pra cortar o mato, limpar e deixar pronta pra alugar na temporada. No próximo fim de semana tem feriado, são três dias. Por que a gente não vai só nós dois com essa desculpa, faz o trampo e de noite transa até morrer?
-Eu topo- disse Eze com a cara iluminada de empolgação.
Matu pensou um pouco- Não quer chamar o Norbi e o Jonatan?
-Você vai contar o de hoje? Eu não- perguntou preocupado Ezequiel
-Eu também não, mas quando ele abrir meus cachos por ali pode perceber-
-Fecha bem pra evitar que escape um peido, só por precaução. Por que você quer que eles venham?
-É..., Eze, nós dois gostamos mais de ficar embaixo do que em cima, por isso....
-Norbi é um idiota e com certeza não vai querer, mas se seu primo quiser....
-Tá, eu falo do plano pra ele, mas não conto dos "nossos" planos. Lá a gente inventa algo pra ele perceber e começar a festa. Mas eu, por que você não fala nada de bom do Norbi?
-Porque a verdade, ele é um idiota, tem um corpo gostoso e isso me excita, mas depois que bike não, que ficar mais tempo junto não porque acha que vão pensar mal, que chupar minha buceta não porque vai ficar cheiro de cock na boca. Olha Matu, ele nem toca na minha, deve imaginar que meu cock morde.-
Mati pensava que Joni também não era uma maravilha, mas claro, em dois encontros ainda não tinha dado tempo pra ele reparar nessas coisas.
-Eu, eu também não chupei a sua hoje-
-Mas Mati, em poucas horas não dá pra fazer tudo, Mas é claro que se eu pedir, você chupa ela.
Mati, que nunca tinha tido uma rola na boca, levantou uma sobrancelha e gaguejando disse:
– Si… sim, claro que sim.
Eze parou a bicicleta de repente. – Você chupa ela agora?
Pra Mati era uma questão de honra, então ele desceu da bike e falou "vamos", pegou na mão dele e levou até uma árvore que tinha na beira do caminho. Eze deixou fazer, encostou as costas dele na árvore, se ajoelhou na frente e puxou o moletom pra baixo. Segurou com uma mão a rola mole do amigo e levou até a boca. Os lábios dele se apertaram contra aquela carne macia e morna, fechou os olhos e começou a subir e descer naquele pau tentando imitar o que Eze tinha feito com ele naquela tarde. Descascou a cabeça enorme e passou a língua na beirada, que gostoso que era!!! Aquele gosto de macho que enchia a boca dele, aquela primeira gotinha de pré-gozo salgada, deliciosa, que saía do olhinho, aquela sensação de poder que emanava, que deixava ele animado. Aos poucos foi engolindo um pouco mais, impossível engolir tudo, mas fazia o melhor que podia. Eze começou a gemer e suspirando pediu – Mati, por favor, enfia os dedos no meu cu – a ideia era clara. Mati lambeu os próprios dedos pra salivar e enquanto continuava mamando na rola dele deu um jeito de enfiar primeiro um e depois dois dedos. Com muita arte, sincronizou a boca com o vai e vem dos dedos, o que levou Eze ao paraíso.
– Solta que eu vou gozar – falou Eze depois de um tempo, mas Mati não tinha a menor intenção de soltar, então recebeu na boca a longa cuspida de porra do amigo, um gosto estranho, diferente, esquisito, mas gostoso. Engoliu sem parar de chupar, mas olhando nos olhos de Eze, tirou delicadamente os dedos do cu do amigo e diminuindo o ritmo, largou a rola gostosa dele dando um beijinho final na ponta. Se levantou e beijou de verdade o amigo pela primeira vez pra ele também sentir o gosto da porra.
– Ai Mati, com a meia foda que eu te dei tinha ficado com tesão, precisava tirar essa Porra. Valeu, Matu, tu é um amor.
Matías, com a boca meio dolorida de tanto esforço, sorriu feliz e falou:
— Sim, mas agora tô de volta com cheiro de pica.
— Tudo tem solução — cortou Eze, tirando o cantil de emergência e o pacote de Billiken Mentol. — Dá um enxágue bem feito e com duas pastilhas dessas, vão achar que tu tá só disfarçando o cheiro de cigarro vagabundo, haha.
Subiram de novo nas bicicletas, Matu feliz porque a primeira mamada dele tinha sido uma delícia, mas mais ainda porque tinha mostrado pro Eze que ele era um parceiro de foda melhor que o Norberto — coisa que nem precisava provar, porque o Eze tava mais feliz que ele com tudo que tinha vivido naquela tarde.
O sol já ia se escondendo quando chegaram na Mitre, e lá aceleraram a corrida no asfalto pra chegar no bairro antes da noite.
Na porta da casa do Matías, o avô tava na cadeirinha dele, viu os dois vindo lá da outra quadra e, com aquele sotaque meio italianado, cumprimentou:
— Meio tarde, guris. Se divertiram?
— Sim, vô, pra caralho — responderam os dois ao mesmo tempo, sem nem se olhar.
Segunda a gente se fala, Eze?
Segunda a gente se fala, Matute.
2 comentários - Las vías 3 (final pero no tanto..)