Capítulo 09 - Com meu chefe militar (COMPLETO)

Tudo o que me restou daquele dia foi um par de meias sujas dele que roubei do banheiro enquanto esperava pra sair. Cheirei elas, óbvio, e acabei três vezes batendo uma com elas. Imaginando que ele usou talvez durante o plantão, já que eram meias verde militar, compridas, de algodão e com um fedor de macho que me matava. Bom, já entenderam que se eu falei que bati uma três vezes com elas foi por algum motivo, né?

Enfim, me deitei pra lembrar (sim, a punheta eu bati assim que cheguei, pra aliviar, mas de tarado fiquei relembrando) como foi aquela última cena; ele tava falando bem alto de propósito, pra eu ouvir a palavra-chave que me fizesse sair do banheiro. Quase gritando:
Loja de bebidas(Não sei do que ele começou a falar, mas era foda no papo), em menos de um piscar de olhos, tive que me mandar pela porta do apartamento e terminar de vazar pela porta de entrada e saída do lugar, que era daquelas que abriam sem chave por dentro, então, resumindo, tudo deu certo pra caralho. Meu coração tava batendo a mil, mesmo sem ter que dar uma explicação detalhada pra mulher dele sobre por que o marido semi-nu tava com as pernas em cima da minha cara enquanto eu tava no chão da cozinha dela. (Embora talvez tivesse me excitado pra caralho contar pra ela…)Promíscua, amanhã não vou trabalhar, de qualquer forma te vejo no bar da esquina assim que você sair. Sê pontual.Essa mensagem quase me fez gozar seco. O jeito que ele dominava a situação me fascinava e não parava de me surpreender. Aquele cara podia me mandar ir às 3 da manhã na casa dele pra foder que eu ia. Claramente, ele podia mais do que isso.

No dia seguinte, o expediente passou sem muitos detalhes. Esperava ansioso pela minha saída como se minha felicidade dependesse disso, é... sim, basicamente era isso, eu era um promíscuo feliz por ir ver meu militar gostoso. Fui humildemente pontual, ele nem estava no bar quando cheguei. Sentei olhando pra todo lado, não conseguia evitar pensar que ia trombar com meu chefe, e que, mesmo sendo uma situação comum por fora, o tesão de estar ali depois de ter chupado a pica dele era tão grande pra mim que já sentia o formigamento da pica no boxer.

O que aconteceu em seguida me deixou sem palavras e mostrou que a perversão dele tinha um toque de safadeza; levantando o olhar, me deparei com ele parado na minha frente com a esposa dele.
— Ele é o garoto que te falei... — ele me apontou.
— Oi, tudo bem? — bem simpática, ela quebrou o gelo.
— Sentem-se — nem sei como consegui ser educado, até levantei e puxei a cadeira pra ela.

Ela largou a bolsa e sentou, nesse meio tempo eu e meu chefe trocamos olhares. Ele piscou pra mim, eu fiquei atônito mas tentava não perder a calma, afinal, esses últimos dias não estavam sendo nada coerentes.
— E como é trabalhar com meu marido? — as intenções dela pareciam bem amigáveis.
Esbocei um sorriso, tentei parecer tão amigável quanto ela:
— Bem, acho que não tenho do que reclamar... — enfeitei meu comentário como pude.
Naquele momento, senti o sapato dele roçar na minha perna debaixo da mesa, o que esse homem estava tramando?
— Bom, ele também me contou que você estava em casa ontem... — ela continuou, juntando as mãos como se fôssemos negociar.
Ali eu estava encurralado pelos dois, definitivamente, não sabia como segurar a situação; de novo, algo inesperado aconteceu.
Jorge (meu chefe, sei que não (repito muito o nome dela) colocou a mão sobre a minha, num gesto de confiança e conforto, pelo menos foi o que entendi, parecia se preparar pra me dizer algo importante.
—Vamos lá, promíscuo…—soltou, já naquele tom que começava a se tornar familiar pra mim. Ela cravou os olhos em mim no mesmo ritmo que falou.
—Minha patroa tem uma proposta pra você…—continuou.
Meu queixo deve ter ficado a menos de um milésimo de cair do lugar, meus olhos devem ter ficado igual dois pratos enormes e brancos. —Como é que é? —já nem sei como consegui formar palavras.
—Eu sei que você e o Jorge se conhecem muito bem—agora o tom já não era tão amigável, parecia sinistro. —Sei que você conhece ele nos mínimos detalhes—completou. Ela enfatizou bem a palavra “detalhes”.
—Não sei do que a senhora tá falando—me afastei pra trás, já me sentindo na obrigação de me defender.
—Quero te propor uma coisa, uma coisa que, como você pode ver, o Jorge não tem problema nenhum em realizar, porque a gente não estaria aqui se não fosse assim—dessa vez ela sorriu de novo, de forma amigável.
—A gente quer fazer um menage…—largou a bomba.
Fiquei perplexo.
Jorge, (vou esclarecer de novo, é assim que meu chefe se chama), chegou perto do meu ouvido e sussurrou:
—Quero ver a puta da minha mulher e o promíscuo do meu funcionário não só me comerem, mas também brigarem pra ver quem come mais da minha pica e da minha porra—ele gemeu, como se fosse um plano ultrassecreto. Senti o hálito quente dele na minha orelha, me arrepiei. Mas já nem sei se me arrepiei pela situação ou pelo comentário dele. Tanto faz, não é mesmo?

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