Algo de traveco pra essa manhã

Algo de traveco pra essa manhã


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Você não é mais ele, é ela
até que a manhã se levante outonal.

Trancou seu carcereiro naquele castelo,
naquela prisão de mal escuro e traidor.

Te vejo chegar, quase como uma aparição,
flutuando num tapete de asfalto, mariposa noturna.

Parado e perto de você, agora te vejo ir, toda coberta de maquiagem teatral.

Hoje, nessa esquina, você levanta sua cortina,
desdobra o brilho ofuscante de um vestido tão novo quanto ancestral, com seus mil espelhos estourados nos para-brisas de carruagens,
sem cavalos, nem cavalheiros lá dentro.

Você parece não tocar o cimento, vai suspensa nos seus saltos, quase de verniz e quase do seu número,
saltos que querem tocar o céu,
companheiros essenciais pra se sentir diva, e Rainha no andar.

Você é toda você, toda assim, inteiramente febril, com o cabelo ao vento, tingido até a raiz.

Você está ali, pra esses marujos furiosos que desejam ser parte da sua tripulação.

Se nomeia leoa pros embaixadores da sua pele,
pra todos que amanheceram na sua nudez,
pra aqueles que dormiram no abrigo da sua selva alucinógena e semi-bucetal.

Rainha e soberana da sua esquina,
dama e vagabunda,
te vejo ir, mariposa noturna.


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Poesia Moderna Nº 33
Índice de Artíbooties
José Juan Tablada
Apresentação
No parque
Comedieta
Canção das gemas
A Vênus chinesa
Missa negra
Ônix
O automóvel no México
A bela Otero
Quinta avenida
O poema de Okusai
O salgueiro
Os sapos
O rouxinol
A lua
Libélula
Um macaco
Peixes voadores
Melancia
A insônia
Li-Po (fragmentos)
Madrigais ideográficos
Noturno alterno
Oiseau
O galo magnânimo
O figón
Os urubus
Os pijijes
O papagaio
Kkk...! Kkk...! Kkk...! Kkk...!
O cavaleiro da hortelã
A croix du sud
A cruz do sul
Jaculatória teosófica
Versos a uma rainha
Haikais
Lagartixa
Em San Pedro Alejandrino
Todas as páginas
Página 10 de 39
A bela Otero

Arcanjo, loba, princesa, piranha, súcubo, estrela!
Com o horror dos abismos e a fragrância dos jardins
passas devastadora como uma praga; fatal e gostosa
e na carne ardente cravam sua marca
teus escarpins...

Branco sarcófago de mármore morno e peito escuro
cheio de bálsamos e reluzente de pedraria,
ajoelhados até teu plinto gelado e duro
vão os amantes pra que congeles seu love impuro,
pra que acolhas os estertores da agonia deles.

O feroz nobre que entrou no teu quarto, saiu mendigo,
mas glorioso e bêbado do vinho das tuas histerias,
hoje rumina lírios..., pensa no teu umbigo...
E um sol irradia sobre a noite das suas misérias!

Lá na cela dele, fala o louco que enlouqueceste
da tua melena quebrada e morena
e do teu ventre árido, triste
e luminoso, como os vales que tem na lua...

Quando dança se sacudindo a roupa,
é tua saia suntuosa, copa invertida
que derrama os almíscares e o ardor?
E tuas pernas compridas dentro das meias tenebrosas
surgem de abismos ávidos ou entre jardins de rosas,
são tentáculos bestiais ou pistilos de uma flor?

Quando dança e tuas pernas entre espumas de batista
deixam ver, ó Salomé!,
com um beijo entre os lábios a cabeça do Batista cai sangrando até teu pé...

Quando danças, inflamada, deslocada, enlouquecida
e agitadas por tuas coxas as roupas vão e vêm,
no fundo desse brejo o efebo entrega a vida
e tu a absorves, sinistra, como o furacão a folha...

Que candor mais diamantino que teu crime e teu descaso?
És pântano e cisterna e oásis e deserto,
dás a morte sorrindo e o grande sol da tua luxúria
embranquece os ossos dos que a teus pés morreram
inconsciente como um ídolo, és trágica e fatal
e entre flores e cantando como Ofélia..., vais pro mal.

Assim brilha em teus olhares um oriente de ternura,
um candor, choro contido de teus olhos nas pedras,
claras pérolas engastadas na olheira escura e torpe,
ou orvalho matinal sobre o cálice das heras...

Por entre rosas e chafarizes e propileus,
larvas que sulcam o alabastro de estátua afundada,
vão por tua carne as caravanas dos desejos
atrás de uma estrela polar que é fósforo de luz fatídica.

Ou então teu corpo todo nu com ânsia treme
sobre a baía cheia de aromas do fundo leito,
e quando partes como a ágil trirreme ebúrnea,
ao galeote que te pilota deixas que reme
e inchas qual vela curva e irada teu branco peito...

E teus suspiros e teus soluços são tempestades,
pelas canções das sereias atravessadas,
e abres os olhos e se derramam as claridades,
e abres os lábios e sopram brisas perfumadas!

Após a travessia chegou o esquife
ao desamparo do recife;
inertes jazem teus braços brancos
como dois remos de prata lisa;
e uma bandeira —tua cabeleira— a do pirata
estende seu luto sobre teus flancos...

Sangra na noite do Desencanto, vermelho luzeiro,
e desmaiando junto ao abismo dos teus amores
a caravana chega ao ossário e ao putrefeito
por entre rosas e propileus e chafarizes.


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