Fala, parceiros. Postei essa história na categoria gay pra caso alguém se ofenda, mas deixo essa dúvida eterna no ar junto com meu relato. A parte de ação, se vocês tiverem preguiça de ler, tá em Negrito. Vamos nessa:Quando surge a pergunta sobre identidade sexual entre os homens, muitos, a maioria, bate no peito exagerando como tão bem colocadas que têm as bolas, como saíram bem machões como o pai queria, sorriem, engrossam a voz e quase gritando respondem:
— Tá me tirando, mano? As cuties me atraem. Uma boa bunda e um bom par de peitos.
E eu pensava assim até pouco tempo atrás, mas como a maioria, nunca parei pra pensar se era mesmo as cuties que me atraíam sexualmente, ou a bunda e os peitos. Quantas vezes já caí na armadilha do meu amigo Nacho, que me passa o celular dele dizendo "Olha que buceta gostosa", e depois de ver uma bunda perfeita e bronzeada de todos os ângulos, prestes a bater uma, você descobre que pertence a um cara de bigode. Claro que a feminilidade não se define só por esses atributos, tem também as atitudes de andar, de se mexer, de falar, de seduzir. Amo e sou profundamente atraído por todo esse conjunto que é intrínseco à feminilidade. E talvez por preconceito, medo de ser julgado e rotulado de viado ou pura ignorância, nunca achei que me sentiria atraído por essa feminilidade em alguém que não é mulher. Passo a relatar aquela noite.
Meu amigo e eu estávamos no esquenta lá em casa antes de decidir onde iríamos arrebentar naquela noite. Enquanto tomávamos uns drinques, ele me disse que estava conversando com uma mina por um aplicativo de celular, que pelas fotos era bem gostosa, e que ela ia com uma amiguinha pra uma balada open bar no centro. Se a gente topasse, encontrávamos elas lá. Eu falei, qualquer coisa é melhor que nada, então vamos nessa; ainda mais que a proposta de open bar era nada desprezível. Mais uns copos, arrumei a roupa, passei perfume e fomos nós dois no meu carrinho.
Chegando lá, foi fácil achar porque é o único na região. Ficamos atrás de uma bunda enorme e esperamos, enquanto meu amigo tentava contatar as minas. Se a balada era boa ou não, nem liguei muito. Não importava. Uma única frase brilhava na minha mente sem parar: "Open bar". Mesmo assim, quando olhei com atenção pra Booty onde estávamos, na frente e atrás tinha maioria de homens.
Não importava. Open bar.
Começaram a aparecer homens maquiados, de peruca e saia.
O... open... open bar.
Os caras perto da gente se abraçavam muito — e se beijavam!
— Nachito — falei pro meu amigo —, a gente tá mal aqui, vamo vazar.
— Relaxa, mano, é um lugar meio vale-tudo, me falaram, mas as gostosas tão se entregando, pai! Olha ali na frente, tem duas que são um tesão... E as minas disseram que já tão esperando a gente lá dentro.
Eu hesitei uns 5 segundos e no final fui convencido. E open bar.
A entrada era caríssima, o dobro de qualquer lugar de bom nível. E paciência, open bar. Entramos.
Nossa primeira ação foi ir pro balcão que a gente olhava com olhos vidrados. Abrimos espaço entre a multidão, e 15 minutos depois nos atenderam, dando a opção entre 8 drinks, um pior que o outro. Pedi um fernet que era 99% refrigerante Booty, e meu amigo um verdoso horrível. Copo na mão, fomos procurar as minas. Como meu pressentimento pessimista rezava, elas não estavam, nos encheram de conversa fiada e caímos feito otários. Mas como já tínhamos gastado uma fortuna, criamos coragem, fomos pegar mais drinks e abrimos a temporada de caça.
Como ministros da pegação, a gente causou inflação, tudo subiu: A quantidade de drinks que a gente ia tomando pra se soltar, a quantidade de vezes que ouviram "Não, obrigada, sou sapatão", a frustração, a vontade de ir embora. Agora era o Nachito, meu amigo, quem queria ir embora, e eu convencia ele a ficar mais. Tava bem puto, e preferia ficar ali equilibrando meu sistema etilicamente atordoado a ficar vagando por ruas desconhecidas. Um cara de cabelo cacheado deu um tapa no meu amigo Nacho e quase rolou briga. Ele sentou frustrado num sofá e ficou lá terminando um drink e tentando não cair no sono. de embriaguez. Eu, por minha vez, continuei dando voltas, fazendo ouvidos moucos aos cantadas masculinas que reviravam meu estômago já castigado. Senti o que uma mulher sente num tumulto de tarados, e senti uma empatia real por elas naquele momento.
Distraidamente, quase sem perceber, senti um lindo olhar loiro que pousou em mim por meio segundo e o perdi de vista na multidão. Abri caminho com coragem entre o povo, mas não a encontrei. Me vi sozinho no meio da pista, tentando não criar expectativas, e comecei a dançar, como dançaria qualquer um que mal consegue se coordenar com um copo na mão. Comecei a curtir de verdade, me divertia e, no momento em que estava mais relaxado, a vi de novo. E ela me viu também, outra vez por meio segundo. Dançava com uma amiga, e foram se aproximando aos poucos. Uma loira bem magrinha, pernas lindas contornadas por uma calça de couro, peitos pequenos mas gostosos sob uma regata branca, movimentos de dança bem sensuais mas muito contidos, típico de uma mocinha de família; e o mais marcante era a carinha dela, incrivelmente linda, maquiada bem sutilmente, com traços delicados à altura da melhor obra de arte. Conforme se aproximava, eu a via mais perfeita e ficava paralisado de emoção cada vez que ela me lançava um olhar por trás de uns óculos de armação grossa. Pensar que esse pedaço de mulher está rodeada de homens que nem olham pra ela, tenho tudo a meu favor. Mas, de novo, meu instinto pessimista me fazia cair na real: não tem chance de uma gostosa dessas dar bola pra mim, nem numa ilha deserta. O destino me dá uma mão quando alguém tira a amiga dela pra dançar e ela fica sozinha. Sem me dar tempo de ficar na dúvida, terminei o que restava do drink, joguei o copo fora, avancei uns metros e estendi minhas mãos pra dançar. Ela aceitou.
Eu me fazia de expert na pista, dançando como um campeão, mas bem lá no fundo, eu olhava pra ela e não acreditava, nunca tive uma mulher tão linda assim tão perto, as palavras não saíam. além de um "Bem!" ou "Assim que se dança, que ritmo bom!". O destino me ajuda de novo, quando ela quebra o gelo e me pergunta com uma voz meiga e angelical:
_ Aqui é open bar, né? É a primeira vez que venho
_ Sim, eu também vim pela primeira vez, mas já não bebo mais porque vou dirigindo_ (Jogando um verde pra ela ver que não sou pão-duro)
_ Ah... Eu não bebi nada ainda, a fila da bebida tá um caos
_ Vem que eu te acompanho então
Deixo ela andar na minha frente, admirando entre as luzes estroboscópicas a bunda linda dela, daquelas que eu só via na televisão. Balançava a cabeça pra ter certeza de que não estava sonhando, a gostosa mais linda da balada tava me dando moral, não era só uma escultura, também super simpática. O melhor dia da minha vida.
Conseguimos a bebida e fomos dançar de novo onde estávamos. Já tinha esquecido completamente do meu amigo. Tomara que ele estivesse me olhando. Dançamos cada vez mais colados e com mais confiança, eu falo:
_ Será que dá pra saber seu nome?
_ Natália, prazer_ Ela diz com um sorriso, me encarando com aqueles olhos castanhos incríveis de óculos
_ Idade?
_ 32
_ O que você faz?
_ Sou locutora numa rádio pequena
_ Entendi, você tem uma voz muito gostosa, muito sedutora
_ Ah, obrigada...
_ Você tem tudo de lindo, Naty, o corpo e a personalidade, tô afim de você
_ Obrigada, você também me atrai
Sem saber se ela disse isso de verdade ou eu imaginei, não tive outra reação senão beijar ela, e não passou um minuto pra nossas línguas se enrolarem. Não conseguia acreditar, tudo estava melhor do que nos filmes. Enquanto meu instinto pessimista mais uma vez me cutucava dizendo "cuidado, tem algo estranho aí". Num momento, ela começa a falar com a amiga por um tempo, eu confiro,
carteira, celular, chaves. Tá tudo, não tem motivo pra me preocupar. A amiga vai embora, dançamos mais um pouco e de novo comecei a beijar ela, esfreguei bem forte a rola na virilha dela, enfiei as duas mãos na bunda dela, ela aceitou a situação quente e degenerada, sem culpa e com pequenos gemidos. Sorri pra ela, dançamos mais um pouco e a levo pela mão até um sofá. Apalpei ela como se fosse a última vez, como se estivesse aprendendo a modelar em argila aquele corpo monumental, sempre por cima da roupa. Ela nunca disse um não, dava pra sentir que tava tão empolgada quanto eu, meu ego tava nas alturas. Aí um mau pressentimento de relacionamentos passados me faz perguntar enquanto segurava o rostinho dela suavemente:
_ Você tem filhos, Naty?
Ela muda a cara e responde:
_ Tá me zoando?
_ Por quê? É uma pergunta normal.
_ Sério que você não percebeu?
Essa resposta acordou meus sentidos alcoolizados e senti um pelo duro atrás da mandíbula dela, enquanto entro em choque e uma gota escorre pelo meu pescoço me dando um arrepio. Tomara que meu amigo não esteja olhando.
Não era possível, não entrava na minha cabeça de jeito nenhum. A mulher mais gostosa que eu poderia sonhar não era mulher. Não vou cair na fraqueza típica que todo mundo faz de culpar o álcool, não tava tão bêbado assim, mas mesmo no meu melhor estado eu não teria percebido. Era um sonho realizado, me excitava só de olhar pra ela, mas com um detalhe talvez não tão pequeno lá embaixo.
Fiquei quieto um tempo com o rostinho dela nas minhas mãos, com nossos olhares se segurando, a atração por ela não tinha mudado nem um pouco, falei:
_ Não vou mentir que demorei, mas percebi sim, só tava perguntando por curiosidade, talvez você adotou algum africaninho como tá na moda agora.
Ela riu e o clima suavizou um pouco, se atreveu a me beijar e eu não resisti. Pisei em todos os meus preconceitos e sentimentos confusos, ela gostava de mim e eu dela, e era mais feminina que muitas mulheres de nascença que conheço, além de linda pra caralho. Não via nada de errado nisso. Continuei beijando e apalpando ela toda, como se ela tivesse me contado que tinha uma pinta. Tentei achar o volume sutilmente, mas ela escondia muito bem. A condição de travesti, ao invés de me assustar, despertava uma curiosidade cada vez maior. Meu lado otimista começou a ofuscar o pessimismo que reinava na minha vida frustrada. Comecei a pensar que estava diante de uma mulher com corpo de deusa e a mesma vontade de transar que eu. E sendo tão feminina, com certeza se matava de tomar hormônios e nem subia pra ela. Fui esquecendo o medo do vai e vem, você me dá e eu fuck you. De considerar travestis como homens com peitos, passei a definir a Natalia como mulher com pau. Não tem espaço pra ninguém me apontar o dedo, eu gosto e pronto. Tentei apagar da minha mente o que meus pais diriam.
Fui conversando e convencendo ela aos poucos pra levar pra um motel, minha curiosidade e tesão estavam no limite do suportável. Ela me diz:
_ Mas você entende que sou uma garota transexual, né?
_ Sim, sim. Vai ser minha primeira vez, mas tô morrendo de vontade de ver qual é.
Ela tenta chamar a amiga (que também era travesti) por mensagem, sem sucesso. Eu encontro meu amigo Nacho no mesmo sofá onde ele estava e falo que ia deixar ele na mão, enquanto pisco o olho e mostro a mão da Naty agarrada na minha. Ele levanta o polegar em sinal de aprovação com um sorriso meio bêbado que dizia "bem feito pra você, tigrão". Com certeza também não percebeu. Sem mais, saímos da balada de mãos dadas, junto com os primeiros raios de sol.
Com a luz do dia, ela continuava sendo uma bonequinha, não encontrava traços masculinos em lugar nenhum. Chegamos no meu carro e partimos pra vila do caralho. Como eu tava jogando fora de casa, ela me indicou um motel que conhecia perto de onde morava. Depois de uns 20 minutos de viagem, quase sem falar pra não pisar na bola, encontramos, paguei e pra dentro.A gente se beijou por um bom tempo, enquanto eu tirava a roupa dela, ela esfregava meu pau suavemente com a mão por cima da calça jeans. Quando tento puxar a calça dela pra baixo, ela pede um segundo pra ir ao banheiro. Eu me despiro enquanto isso e espero ela de cueca na cama. Um bom tempo depois, ela aparece e me deixa perplexo de espanto. Um conjuntinho de lingerie vermelha igual o das revistas, uma mulher de parar o coração, me veio à cabeça que ela tinha me feito de otário a noite toda, não tinha lógica possível pra ela ser um homem. Eu de barriga pra cima na cama, esperei ela morrendo de medo, apertando os lençóis com os punhos. Falei pra ela:
_Antes de tudo, me passa teu número de celular? Tô com medo de na minha primeira vez fazer papel de trouxa e nunca mais te ver.
Ela me passa super simpática e me acalma, dizendo que a gente vai se divertir pra caralho, não importa se fizer alguma merda. Amei ela.
Ela me beijou e começou a descer. Enquanto eu tirava a cueca, ela me batia uma punheta. Pegou uma camisinha, colocou com a boca e me chupou com carinha de putinha, usando os óculos de nerd. Na hora que eu tava alucinando de prazer, ela sobe em cima de costas, deixando na minha cara a bunda mais redondinha e perfeita que eu podia imaginar. Cuspiu duas vezes no meu pau, afastou a tanga e a calcinha da bunda. Ela se mexia bem devagar, junto com meus xingamentos de êxtase total, ela puxou a tanga pra baixo até onde a posição deixava, eu sem conseguir ver e pelo movimento do braço dela, adivinhei que ela tava se masturbando, enquanto enfiava meu pau inteiro na buceta.
_ Tá gostando assim, gostoso?_ Ela fala de canto de olho enquanto rebolava de prazer
_ Sim, tô amando, Naty. Mas quero te ver de frente agora
Ela se vira, não muito satisfeita com meu pedido, pelos gestos dela. Tapando o pau com a mão, como se tivesse vergonha de me mostrar, mesmo eu tendo deixado claro que já tava dentro. Tira os óculos com a outra mão e começa a bombar forte, mostrando os dentes apertados. Enfiando meu pau inteiro na bunda dela. Encaixava naquela bunda como feito sob medida, e deslizava igual tobogã d'água. Não sei se foram 8 ou 9 bombadas violentas, mas gozei de um jeito que tive que implorar pra ela descer. Fiquei de olho virado. Ela, toda gostosa, me diz:
_ Ufa! Eu ainda não terminei
_ Bom, eu te ajudo, vem cá
_ Não! Não quero que você me veja
Não entendia por quê.
_ Tá bom, fica tranquila, eu fecho os olhos
Ela riu, e lutou pra eu não tocar nela. Achei que odiava ter nascido com "aquela coisa" entre as pernas. Nunca soube. Acalmei ela dando carícias suaves de olhos fechados pela pele dela. Ela soltava gemidinhos de aprovação com minhas mãos percorrendo o corpo. Fui descendo até que, com só a ponta dos dedos, roçou de leve no pau dela ereto. Eu tinha me enganado achando que não subia pra ela. Era uma seda, totalmente depilada, fui sentindo as veias rodeando aquela rigidez absoluta. Fechei minha mão enquanto chegava na ponta, e quando cheguei, deslizei pra baixo devagar, ela soltou um suspiro. Eu começava a ficar excitado de novo. Repeti o movimento cada vez mais rápido, sentia o cheiro de pica dela e adorava. Ela se jogou um pouco pra trás e acompanhou meu ritmo com a cintura. Abri os olhos e ali estava ela, a centímetros do meu rosto, uma pica lindamente desejável. Dura, cuidada, macia, aveludada, só um pouco menor que a minha, que de alguma forma me deixava ainda me sentindo o macho alfa. Mas o buraquinho dela era tipo uns lábios que imploravam por mim. Não me segurei e meti na boca. Não achei um ato gay, senti como se realizasse meu eterno desejo de chupar minha própria pica, o que nunca consegui. Não sei quanto tempo passou, mas ela me avisou que ia gozar, e eu, sem pensar, pedi pra ela gozar em cima de mim, no meu peito. Me enganei de novo, achando que iam cair só umas gotinhas. Foram quatro tiros, quatro jorros leitosos bem grossos. A cena me deu um pouco de nojo, mais pelo cheiro forte de porra e o quanto era densa, mas também me senti realizado e Feliz por ter feito ela gozar assim aos gritos, e pela química que a gente teve transando juntos. Ela vai no banheiro se lavar, quando volta me dá uma toalha e, com uma atitude meio irritada, começa a se vestir. Eu pergunto se tá tudo bem e, antes que eu termine a frase, ela responde:
— Foi uma merda o que a gente fez, você não sabe nada sobre mim, é injusto.
Eu não entendi o que ela quis dizer, mas respondi:
— Calma, foi uma primeira vez muito boa.
Ela fica quieta e continua se vestindo.
— Espera um pouco que vou me lavar, trocar de roupa e te levo.
— Deixa, vou sozinha, e não me segue, por favor.
Até na histeria ela era mulher, realmente nasceu no corpo errado. Sem que eu pudesse responder, ela bateu a porta e saiu andando rápido.Bem estranhado, comecei a me trocar rápido antes que viessem limpar o quarto. Cheguei até meu carro esperando em vão vê-la me esperando arrependida. Voltei sozinho pra casa, nem lembrei do meu amigo Nacho.
Deixei passar um dia e tentei ligar pra ela, mas ela nunca atendeu o telefone. Procurei por ela na internet como acompanhante, mas não encontrei. Fiquei realmente obcecado (apaixonado?) por ela e até hoje me pergunto o que fiz de errado. Não tenho ninguém pra contar essa história com a mente aberta o suficiente pra não me dizer "No final, você acabou sendo um baita viado". Não sinto que gosto de homens, mas sinto falta da pica da Naty com frequência. Talvez a gente devesse parar de colocar rótulos nas pessoas de acordo com seus gostos, as diferenças deveriam unir em vez de separar. Eu gosto de bife à milanesa, automobilismo, mulheres e paus. O que eu sou? Simplesmente um ser humano.Valeu por finalizar! Deixo um abraço
Kiki
— Tá me tirando, mano? As cuties me atraem. Uma boa bunda e um bom par de peitos.
E eu pensava assim até pouco tempo atrás, mas como a maioria, nunca parei pra pensar se era mesmo as cuties que me atraíam sexualmente, ou a bunda e os peitos. Quantas vezes já caí na armadilha do meu amigo Nacho, que me passa o celular dele dizendo "Olha que buceta gostosa", e depois de ver uma bunda perfeita e bronzeada de todos os ângulos, prestes a bater uma, você descobre que pertence a um cara de bigode. Claro que a feminilidade não se define só por esses atributos, tem também as atitudes de andar, de se mexer, de falar, de seduzir. Amo e sou profundamente atraído por todo esse conjunto que é intrínseco à feminilidade. E talvez por preconceito, medo de ser julgado e rotulado de viado ou pura ignorância, nunca achei que me sentiria atraído por essa feminilidade em alguém que não é mulher. Passo a relatar aquela noite.
Meu amigo e eu estávamos no esquenta lá em casa antes de decidir onde iríamos arrebentar naquela noite. Enquanto tomávamos uns drinques, ele me disse que estava conversando com uma mina por um aplicativo de celular, que pelas fotos era bem gostosa, e que ela ia com uma amiguinha pra uma balada open bar no centro. Se a gente topasse, encontrávamos elas lá. Eu falei, qualquer coisa é melhor que nada, então vamos nessa; ainda mais que a proposta de open bar era nada desprezível. Mais uns copos, arrumei a roupa, passei perfume e fomos nós dois no meu carrinho.
Chegando lá, foi fácil achar porque é o único na região. Ficamos atrás de uma bunda enorme e esperamos, enquanto meu amigo tentava contatar as minas. Se a balada era boa ou não, nem liguei muito. Não importava. Uma única frase brilhava na minha mente sem parar: "Open bar". Mesmo assim, quando olhei com atenção pra Booty onde estávamos, na frente e atrás tinha maioria de homens.
Não importava. Open bar.
Começaram a aparecer homens maquiados, de peruca e saia.
O... open... open bar.
Os caras perto da gente se abraçavam muito — e se beijavam!
— Nachito — falei pro meu amigo —, a gente tá mal aqui, vamo vazar.
— Relaxa, mano, é um lugar meio vale-tudo, me falaram, mas as gostosas tão se entregando, pai! Olha ali na frente, tem duas que são um tesão... E as minas disseram que já tão esperando a gente lá dentro.
Eu hesitei uns 5 segundos e no final fui convencido. E open bar.
A entrada era caríssima, o dobro de qualquer lugar de bom nível. E paciência, open bar. Entramos.
Nossa primeira ação foi ir pro balcão que a gente olhava com olhos vidrados. Abrimos espaço entre a multidão, e 15 minutos depois nos atenderam, dando a opção entre 8 drinks, um pior que o outro. Pedi um fernet que era 99% refrigerante Booty, e meu amigo um verdoso horrível. Copo na mão, fomos procurar as minas. Como meu pressentimento pessimista rezava, elas não estavam, nos encheram de conversa fiada e caímos feito otários. Mas como já tínhamos gastado uma fortuna, criamos coragem, fomos pegar mais drinks e abrimos a temporada de caça.
Como ministros da pegação, a gente causou inflação, tudo subiu: A quantidade de drinks que a gente ia tomando pra se soltar, a quantidade de vezes que ouviram "Não, obrigada, sou sapatão", a frustração, a vontade de ir embora. Agora era o Nachito, meu amigo, quem queria ir embora, e eu convencia ele a ficar mais. Tava bem puto, e preferia ficar ali equilibrando meu sistema etilicamente atordoado a ficar vagando por ruas desconhecidas. Um cara de cabelo cacheado deu um tapa no meu amigo Nacho e quase rolou briga. Ele sentou frustrado num sofá e ficou lá terminando um drink e tentando não cair no sono. de embriaguez. Eu, por minha vez, continuei dando voltas, fazendo ouvidos moucos aos cantadas masculinas que reviravam meu estômago já castigado. Senti o que uma mulher sente num tumulto de tarados, e senti uma empatia real por elas naquele momento.
Distraidamente, quase sem perceber, senti um lindo olhar loiro que pousou em mim por meio segundo e o perdi de vista na multidão. Abri caminho com coragem entre o povo, mas não a encontrei. Me vi sozinho no meio da pista, tentando não criar expectativas, e comecei a dançar, como dançaria qualquer um que mal consegue se coordenar com um copo na mão. Comecei a curtir de verdade, me divertia e, no momento em que estava mais relaxado, a vi de novo. E ela me viu também, outra vez por meio segundo. Dançava com uma amiga, e foram se aproximando aos poucos. Uma loira bem magrinha, pernas lindas contornadas por uma calça de couro, peitos pequenos mas gostosos sob uma regata branca, movimentos de dança bem sensuais mas muito contidos, típico de uma mocinha de família; e o mais marcante era a carinha dela, incrivelmente linda, maquiada bem sutilmente, com traços delicados à altura da melhor obra de arte. Conforme se aproximava, eu a via mais perfeita e ficava paralisado de emoção cada vez que ela me lançava um olhar por trás de uns óculos de armação grossa. Pensar que esse pedaço de mulher está rodeada de homens que nem olham pra ela, tenho tudo a meu favor. Mas, de novo, meu instinto pessimista me fazia cair na real: não tem chance de uma gostosa dessas dar bola pra mim, nem numa ilha deserta. O destino me dá uma mão quando alguém tira a amiga dela pra dançar e ela fica sozinha. Sem me dar tempo de ficar na dúvida, terminei o que restava do drink, joguei o copo fora, avancei uns metros e estendi minhas mãos pra dançar. Ela aceitou.
Eu me fazia de expert na pista, dançando como um campeão, mas bem lá no fundo, eu olhava pra ela e não acreditava, nunca tive uma mulher tão linda assim tão perto, as palavras não saíam. além de um "Bem!" ou "Assim que se dança, que ritmo bom!". O destino me ajuda de novo, quando ela quebra o gelo e me pergunta com uma voz meiga e angelical:
_ Aqui é open bar, né? É a primeira vez que venho
_ Sim, eu também vim pela primeira vez, mas já não bebo mais porque vou dirigindo_ (Jogando um verde pra ela ver que não sou pão-duro)
_ Ah... Eu não bebi nada ainda, a fila da bebida tá um caos
_ Vem que eu te acompanho então
Deixo ela andar na minha frente, admirando entre as luzes estroboscópicas a bunda linda dela, daquelas que eu só via na televisão. Balançava a cabeça pra ter certeza de que não estava sonhando, a gostosa mais linda da balada tava me dando moral, não era só uma escultura, também super simpática. O melhor dia da minha vida.
Conseguimos a bebida e fomos dançar de novo onde estávamos. Já tinha esquecido completamente do meu amigo. Tomara que ele estivesse me olhando. Dançamos cada vez mais colados e com mais confiança, eu falo:
_ Será que dá pra saber seu nome?
_ Natália, prazer_ Ela diz com um sorriso, me encarando com aqueles olhos castanhos incríveis de óculos
_ Idade?
_ 32
_ O que você faz?
_ Sou locutora numa rádio pequena
_ Entendi, você tem uma voz muito gostosa, muito sedutora
_ Ah, obrigada...
_ Você tem tudo de lindo, Naty, o corpo e a personalidade, tô afim de você
_ Obrigada, você também me atrai
Sem saber se ela disse isso de verdade ou eu imaginei, não tive outra reação senão beijar ela, e não passou um minuto pra nossas línguas se enrolarem. Não conseguia acreditar, tudo estava melhor do que nos filmes. Enquanto meu instinto pessimista mais uma vez me cutucava dizendo "cuidado, tem algo estranho aí". Num momento, ela começa a falar com a amiga por um tempo, eu confiro,
carteira, celular, chaves. Tá tudo, não tem motivo pra me preocupar. A amiga vai embora, dançamos mais um pouco e de novo comecei a beijar ela, esfreguei bem forte a rola na virilha dela, enfiei as duas mãos na bunda dela, ela aceitou a situação quente e degenerada, sem culpa e com pequenos gemidos. Sorri pra ela, dançamos mais um pouco e a levo pela mão até um sofá. Apalpei ela como se fosse a última vez, como se estivesse aprendendo a modelar em argila aquele corpo monumental, sempre por cima da roupa. Ela nunca disse um não, dava pra sentir que tava tão empolgada quanto eu, meu ego tava nas alturas. Aí um mau pressentimento de relacionamentos passados me faz perguntar enquanto segurava o rostinho dela suavemente:
_ Você tem filhos, Naty?
Ela muda a cara e responde:
_ Tá me zoando?
_ Por quê? É uma pergunta normal.
_ Sério que você não percebeu?
Essa resposta acordou meus sentidos alcoolizados e senti um pelo duro atrás da mandíbula dela, enquanto entro em choque e uma gota escorre pelo meu pescoço me dando um arrepio. Tomara que meu amigo não esteja olhando.
Não era possível, não entrava na minha cabeça de jeito nenhum. A mulher mais gostosa que eu poderia sonhar não era mulher. Não vou cair na fraqueza típica que todo mundo faz de culpar o álcool, não tava tão bêbado assim, mas mesmo no meu melhor estado eu não teria percebido. Era um sonho realizado, me excitava só de olhar pra ela, mas com um detalhe talvez não tão pequeno lá embaixo.
Fiquei quieto um tempo com o rostinho dela nas minhas mãos, com nossos olhares se segurando, a atração por ela não tinha mudado nem um pouco, falei:
_ Não vou mentir que demorei, mas percebi sim, só tava perguntando por curiosidade, talvez você adotou algum africaninho como tá na moda agora.
Ela riu e o clima suavizou um pouco, se atreveu a me beijar e eu não resisti. Pisei em todos os meus preconceitos e sentimentos confusos, ela gostava de mim e eu dela, e era mais feminina que muitas mulheres de nascença que conheço, além de linda pra caralho. Não via nada de errado nisso. Continuei beijando e apalpando ela toda, como se ela tivesse me contado que tinha uma pinta. Tentei achar o volume sutilmente, mas ela escondia muito bem. A condição de travesti, ao invés de me assustar, despertava uma curiosidade cada vez maior. Meu lado otimista começou a ofuscar o pessimismo que reinava na minha vida frustrada. Comecei a pensar que estava diante de uma mulher com corpo de deusa e a mesma vontade de transar que eu. E sendo tão feminina, com certeza se matava de tomar hormônios e nem subia pra ela. Fui esquecendo o medo do vai e vem, você me dá e eu fuck you. De considerar travestis como homens com peitos, passei a definir a Natalia como mulher com pau. Não tem espaço pra ninguém me apontar o dedo, eu gosto e pronto. Tentei apagar da minha mente o que meus pais diriam.
Fui conversando e convencendo ela aos poucos pra levar pra um motel, minha curiosidade e tesão estavam no limite do suportável. Ela me diz:
_ Mas você entende que sou uma garota transexual, né?
_ Sim, sim. Vai ser minha primeira vez, mas tô morrendo de vontade de ver qual é.
Ela tenta chamar a amiga (que também era travesti) por mensagem, sem sucesso. Eu encontro meu amigo Nacho no mesmo sofá onde ele estava e falo que ia deixar ele na mão, enquanto pisco o olho e mostro a mão da Naty agarrada na minha. Ele levanta o polegar em sinal de aprovação com um sorriso meio bêbado que dizia "bem feito pra você, tigrão". Com certeza também não percebeu. Sem mais, saímos da balada de mãos dadas, junto com os primeiros raios de sol.
Com a luz do dia, ela continuava sendo uma bonequinha, não encontrava traços masculinos em lugar nenhum. Chegamos no meu carro e partimos pra vila do caralho. Como eu tava jogando fora de casa, ela me indicou um motel que conhecia perto de onde morava. Depois de uns 20 minutos de viagem, quase sem falar pra não pisar na bola, encontramos, paguei e pra dentro.A gente se beijou por um bom tempo, enquanto eu tirava a roupa dela, ela esfregava meu pau suavemente com a mão por cima da calça jeans. Quando tento puxar a calça dela pra baixo, ela pede um segundo pra ir ao banheiro. Eu me despiro enquanto isso e espero ela de cueca na cama. Um bom tempo depois, ela aparece e me deixa perplexo de espanto. Um conjuntinho de lingerie vermelha igual o das revistas, uma mulher de parar o coração, me veio à cabeça que ela tinha me feito de otário a noite toda, não tinha lógica possível pra ela ser um homem. Eu de barriga pra cima na cama, esperei ela morrendo de medo, apertando os lençóis com os punhos. Falei pra ela:
_Antes de tudo, me passa teu número de celular? Tô com medo de na minha primeira vez fazer papel de trouxa e nunca mais te ver.
Ela me passa super simpática e me acalma, dizendo que a gente vai se divertir pra caralho, não importa se fizer alguma merda. Amei ela.
Ela me beijou e começou a descer. Enquanto eu tirava a cueca, ela me batia uma punheta. Pegou uma camisinha, colocou com a boca e me chupou com carinha de putinha, usando os óculos de nerd. Na hora que eu tava alucinando de prazer, ela sobe em cima de costas, deixando na minha cara a bunda mais redondinha e perfeita que eu podia imaginar. Cuspiu duas vezes no meu pau, afastou a tanga e a calcinha da bunda. Ela se mexia bem devagar, junto com meus xingamentos de êxtase total, ela puxou a tanga pra baixo até onde a posição deixava, eu sem conseguir ver e pelo movimento do braço dela, adivinhei que ela tava se masturbando, enquanto enfiava meu pau inteiro na buceta.
_ Tá gostando assim, gostoso?_ Ela fala de canto de olho enquanto rebolava de prazer
_ Sim, tô amando, Naty. Mas quero te ver de frente agora
Ela se vira, não muito satisfeita com meu pedido, pelos gestos dela. Tapando o pau com a mão, como se tivesse vergonha de me mostrar, mesmo eu tendo deixado claro que já tava dentro. Tira os óculos com a outra mão e começa a bombar forte, mostrando os dentes apertados. Enfiando meu pau inteiro na bunda dela. Encaixava naquela bunda como feito sob medida, e deslizava igual tobogã d'água. Não sei se foram 8 ou 9 bombadas violentas, mas gozei de um jeito que tive que implorar pra ela descer. Fiquei de olho virado. Ela, toda gostosa, me diz:
_ Ufa! Eu ainda não terminei
_ Bom, eu te ajudo, vem cá
_ Não! Não quero que você me veja
Não entendia por quê.
_ Tá bom, fica tranquila, eu fecho os olhos
Ela riu, e lutou pra eu não tocar nela. Achei que odiava ter nascido com "aquela coisa" entre as pernas. Nunca soube. Acalmei ela dando carícias suaves de olhos fechados pela pele dela. Ela soltava gemidinhos de aprovação com minhas mãos percorrendo o corpo. Fui descendo até que, com só a ponta dos dedos, roçou de leve no pau dela ereto. Eu tinha me enganado achando que não subia pra ela. Era uma seda, totalmente depilada, fui sentindo as veias rodeando aquela rigidez absoluta. Fechei minha mão enquanto chegava na ponta, e quando cheguei, deslizei pra baixo devagar, ela soltou um suspiro. Eu começava a ficar excitado de novo. Repeti o movimento cada vez mais rápido, sentia o cheiro de pica dela e adorava. Ela se jogou um pouco pra trás e acompanhou meu ritmo com a cintura. Abri os olhos e ali estava ela, a centímetros do meu rosto, uma pica lindamente desejável. Dura, cuidada, macia, aveludada, só um pouco menor que a minha, que de alguma forma me deixava ainda me sentindo o macho alfa. Mas o buraquinho dela era tipo uns lábios que imploravam por mim. Não me segurei e meti na boca. Não achei um ato gay, senti como se realizasse meu eterno desejo de chupar minha própria pica, o que nunca consegui. Não sei quanto tempo passou, mas ela me avisou que ia gozar, e eu, sem pensar, pedi pra ela gozar em cima de mim, no meu peito. Me enganei de novo, achando que iam cair só umas gotinhas. Foram quatro tiros, quatro jorros leitosos bem grossos. A cena me deu um pouco de nojo, mais pelo cheiro forte de porra e o quanto era densa, mas também me senti realizado e Feliz por ter feito ela gozar assim aos gritos, e pela química que a gente teve transando juntos. Ela vai no banheiro se lavar, quando volta me dá uma toalha e, com uma atitude meio irritada, começa a se vestir. Eu pergunto se tá tudo bem e, antes que eu termine a frase, ela responde:
— Foi uma merda o que a gente fez, você não sabe nada sobre mim, é injusto.
Eu não entendi o que ela quis dizer, mas respondi:
— Calma, foi uma primeira vez muito boa.
Ela fica quieta e continua se vestindo.
— Espera um pouco que vou me lavar, trocar de roupa e te levo.
— Deixa, vou sozinha, e não me segue, por favor.
Até na histeria ela era mulher, realmente nasceu no corpo errado. Sem que eu pudesse responder, ela bateu a porta e saiu andando rápido.Bem estranhado, comecei a me trocar rápido antes que viessem limpar o quarto. Cheguei até meu carro esperando em vão vê-la me esperando arrependida. Voltei sozinho pra casa, nem lembrei do meu amigo Nacho.
Deixei passar um dia e tentei ligar pra ela, mas ela nunca atendeu o telefone. Procurei por ela na internet como acompanhante, mas não encontrei. Fiquei realmente obcecado (apaixonado?) por ela e até hoje me pergunto o que fiz de errado. Não tenho ninguém pra contar essa história com a mente aberta o suficiente pra não me dizer "No final, você acabou sendo um baita viado". Não sinto que gosto de homens, mas sinto falta da pica da Naty com frequência. Talvez a gente devesse parar de colocar rótulos nas pessoas de acordo com seus gostos, as diferenças deveriam unir em vez de separar. Eu gosto de bife à milanesa, automobilismo, mulheres e paus. O que eu sou? Simplesmente um ser humano.Valeu por finalizar! Deixo um abraço
Kiki
17 comentários - Que tan gay es estar con un travesti?
Gracias nene, por la historia, por la manera de contarla y por las reflexiones.
Ojalá hubiera más personas como vos.
Gracias por compartir 👍
Yo comenté tu post, la mejor manera de agradecer es comentando alguno de los míos...