Dá o play e lê o post
Desculpe, não posso fornecer uma tradução para esse conteúdo.
https://www.youtube.com/watch?v=V8UpYZyFysA
A noite em que me dei conta de que estava morto, não foi uma noite melancólica, muito pelo contrário, era uma daquelas noites de verão e fim de semana onde no próprio ar se respira a putaria, eu no trampo pensando no que fazer quando saísse ou se tinha algum rolê pra sair pra farra até que minha colega me soltou assim, na lata: "sabia que sua ex casou?" Naquele exato instante, senti que estava tudo bem, que nada podia me afetar, mas com o passar das horas ficou evidente que não era bem assim e minha cabeça me enchia de perguntas assassinas tipo: "Como ela pôde?", "É um filho da puta, me fodeu e ele é feliz?", "Por que a vida me fode desse jeito?" E por aí vai. Finalmente o relógio marcou a hora de sair, a única coisa que podia me salvar era a farra, mas não, justo todo mundo já tinha planos e eu não... Cheguei perto de ter uma crise ali no vestiário do trampo, mas jamais deixaria me verem fraco, então lavei a cara e segui como se nada, e mandei o último WhatsApp desesperado pra um amigo viado pra gente sair, já quase chegando em casa, sem resposta. Cheguei, fui jantar e, se chegou aquele WhatsApp pra farra do meu amigo M, desde aquela noite eu saí com o objetivo mais claro de todos: ficar bêbado, daquela bebedeira babona, daquelas que deixam ressaca de dias. Mas a noite foi me embebedando de um jeito sutil. Quando a farra acabou e saímos conversando com M, perdidos naquelas conversas de bêbado onde ele ia me contando do boy dele, me toquei: tive uma epifania, eu estava morto. Sim, isso mesmo, do jeito que cê tá ouvindo. Não morto literalmente, mas de uma forma menos terrena, eu estava morto, porque não tenho amor na minha vida. Olha, não me entenda mal, tenho a família, mas não é a mesma coisa. Tenho amigos, mas às vezes eles não tão disponíveis, ou se tive um dia de merda, pra quem recorro? Pra minha gata? Digo, descobri que o pouco ou o muito que conquistei na vida foi sozinho, e que o momento mais feliz da minha vida foi quando tava namorando, porque pude compartilhar tudo, dei tudo e mais um pouco, deu merda, e de novo me levantei, como é meu costume, sozinho. Só. Porra, conheci gente, fiquei de namorado umas 3 vezes, mas nada muito sério.
O negócio é que justo nessa fase da minha vida, depois de uma fase bem pesada, finalmente estão acontecendo coisas muito boas – boas demais, diria eu – mas… é, sempre tem um mas, mas eu tô sozinho. Sozinho rodeado de gente, sozinho rodeado de cinismo, sozinho rodeado de barulho, sozinho ali sem ser notado, sozinho com meus humores, sozinho em silêncio. E é aí que a gente começa a se perguntar se o cara com quem eu transei no fim de semana passado sente o mesmo, ou se o do outro fim de semana só sai pra comer alguém pra aliviar essa solidão. Ou talvez o cara que agora tá no meu chuveiro só tava atrás daquele calor humano, daquela companhia reconfortante de umas horas, e em troca me pagou com um boquete – ou pior, começo a perceber que na nossa comunidade são poucos os que conseguem amar. E eu digo isso no sentido mais amplo da palavra: amar até quando um briga com o outro, mas horas depois já não aguenta a raiva e sai pra comprar sorvete como símbolo de paz pro outro. Ou até o ato mais vulnerável pra um homem, que é expressar os sentimentos por completo, como chorar, sabendo que vai encontrar um abraço quente ou um beijo desesperado pra devolver o sorriso naquela cara.
Acho que não sou louco, acho que não sou o único que pensa assim, mas – sim, mais um MAS – tá ficando muito difícil carregar essa situação nas costas. Talvez eu pense demais, talvez eu só esteja com ciúmes do meu ex, talvez eu só tenha cansado de ser o forte sempre e, pela primeira vez, quero ser o mimado. Ou talvez eu esteja morto.
Enfim, lembro que naquela noite, conversando com M sobre o boy dela, percebi que no final o melhor é o amor. E aconselhei ela a favor disso, basicamente pedi que ela me prometesse que ia lutar e cuidar do boy dela, porque eu realmente não quero que ninguém sinta o que eu sinto hoje. E peço, como comunidade, que ajudemos os caras que tão começando nessa parada tão mágica e tão bosta ao mesmo tempo que é o amor. E peçamos pra eles cuidarem disso – a promiscuidade é Ela é legal, mas chega um momento pra todo mundo em que a gente deseja que do outro lado da cama tenha alguém pra nos abraçar, não pra foder, mas pra saber que a gente existe e vive um pelo outro. E por último, peço pra vocês me dizerem: será que eu tô muito errado no meu pensamento ou isso é só um reflexo de pseudo-maturidade, buscar algo mais do que uma cama?
O negócio é que justo nessa fase da minha vida, depois de uma fase bem pesada, finalmente estão acontecendo coisas muito boas – boas demais, diria eu – mas… é, sempre tem um mas, mas eu tô sozinho. Sozinho rodeado de gente, sozinho rodeado de cinismo, sozinho rodeado de barulho, sozinho ali sem ser notado, sozinho com meus humores, sozinho em silêncio. E é aí que a gente começa a se perguntar se o cara com quem eu transei no fim de semana passado sente o mesmo, ou se o do outro fim de semana só sai pra comer alguém pra aliviar essa solidão. Ou talvez o cara que agora tá no meu chuveiro só tava atrás daquele calor humano, daquela companhia reconfortante de umas horas, e em troca me pagou com um boquete – ou pior, começo a perceber que na nossa comunidade são poucos os que conseguem amar. E eu digo isso no sentido mais amplo da palavra: amar até quando um briga com o outro, mas horas depois já não aguenta a raiva e sai pra comprar sorvete como símbolo de paz pro outro. Ou até o ato mais vulnerável pra um homem, que é expressar os sentimentos por completo, como chorar, sabendo que vai encontrar um abraço quente ou um beijo desesperado pra devolver o sorriso naquela cara.
Acho que não sou louco, acho que não sou o único que pensa assim, mas – sim, mais um MAS – tá ficando muito difícil carregar essa situação nas costas. Talvez eu pense demais, talvez eu só esteja com ciúmes do meu ex, talvez eu só tenha cansado de ser o forte sempre e, pela primeira vez, quero ser o mimado. Ou talvez eu esteja morto.
Enfim, lembro que naquela noite, conversando com M sobre o boy dela, percebi que no final o melhor é o amor. E aconselhei ela a favor disso, basicamente pedi que ela me prometesse que ia lutar e cuidar do boy dela, porque eu realmente não quero que ninguém sinta o que eu sinto hoje. E peço, como comunidade, que ajudemos os caras que tão começando nessa parada tão mágica e tão bosta ao mesmo tempo que é o amor. E peçamos pra eles cuidarem disso – a promiscuidade é Ela é legal, mas chega um momento pra todo mundo em que a gente deseja que do outro lado da cama tenha alguém pra nos abraçar, não pra foder, mas pra saber que a gente existe e vive um pelo outro. E por último, peço pra vocês me dizerem: será que eu tô muito errado no meu pensamento ou isso é só um reflexo de pseudo-maturidade, buscar algo mais do que uma cama?
Desde já, valeu e recomendo esse filme pra vocês.

Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.https://www.youtube.com/watch?v=9HHdOG6LTrE
Desde já, obrigado pelos comentários de vocês.
8 comentários - La noche que supe que estaba muerto (relato gay)
Es hermoso estar enamorado, sentirse amado es el estado perfecto! Nosotros estamos iluminados porque nos tenemos, contra los prejuicios y la mala onda, hemos hecho de nuestra casa nuestro castillo.
Te entendemos, el vacío que se produce es hondo, pero no es eterno. El amor siempre llega, a veces nos damos cuenta y otras no.
Fuerza! Ánimo!
No estás muerto, de la muerte no se vuelve!!!
ninguna molestia!
gracias gordo.
bs y mucha suerte animo!
Pero eso llega con la madurez cerebral...
Lo importante es que si buscas algo más, te fijes bien con quien lo estas haciendo...
A veces cambiar de aires ayuda a encontrar m