Desci do ônibus depois de 4 horas de viagem, dei uma volta pelas salas meio nervoso, esquerda, direita; me espiava pelas janelas que davam pras plataformas dos ônibus.
Procurava ele, procurava aquele rosto que via numa tela, procurava aquela pessoa que só conhecia através de uma tela; nada, não via ele. —"Ei, já chegou? Tô indo, me espera, pfv"— citava a mensagem de texto que ele me mandou... eu, ainda nervoso, saí da rodoviária e me encostei na parede; não sabia o que fazer, já não sabia se ficava ali ou pegava o ônibus de volta, o nervosismo me dominava e eu queria fugir; virava pra ver os micro-ônibus que iam pro centro, naquele momento ouvi: —"Oi, menino"—, virei a cabeça rápido e meus olhos brilharam, o ambiente já não era o mesmo que eu tinha visto quando cheguei, algo tinha acontecido, tinha mais luz; tudo parou, só saíram algumas palavras da minha boca: —"Marco?"—, ele respondeu que sim, eu não podia acreditar, era mais lindo pessoalmente.
Ele me abraçou e disse: —"Vamos?"—, eu ainda paralisado de nervoso e ao mesmo tempo empolgado respondi que sim; caminhamos e saímos da rodoviária, andamos e ele dizia: —"Não acredito que você tá aqui"— e eu respondia —"eu também não, mas, tô..."— e soltei um sorriso. Continuamos andando, atravessamos umas duas quadras e... ele pegou na minha mão, virei pra olhar ele e ele sorriu pra mim, eu não fiz força pra soltar, porque algo me dizia pra não soltar.
Quando chegamos num mercadinho ele encontrou umas amigas, me apresentou pra elas, me apresentou como namorado dele; me senti tão grande, não saberia descrever, mas era algo tão especial... elas só se olhavam, e ele comentou —"falei que ele vinha"—; eu sorri... seguimos nosso caminho até chegar numa cafeteria; ele pediu um frappé de chocolate, eu um de mocha, sentamos e começamos a conversar; eu ainda nervoso só olhava a mesa, olhava pra baixo, ele fez um comentário que me fez rir e virar pra ele, —"Gosto do seu olhar"— saiu de mim. Uma risada nervosa e perguntei por quê, ele respondeu — "pô, porque você tem um olhar tão sereno, tão nobre, tão expressivo, tão lindo" — não podia ser... ninguém nunca tinha me dito algo assim, não sabia pra onde olhar! Ele pegou meu copo e disse pra gente ir pra outra mesa, meio escondida; me abraçou, passou a mão no meu rosto e eu lembrava das conversas, das risadas, dos comentários; bom, saímos de lá, fomos pro centro e tiramos umas fotos, sentamos perto do quiosque, conversamos, ouvimos música.
Ele se levantou e mandou eu segui-lo, atravessamos o centro e fomos pra uma lan house, ficava no segundo andar e a gente tinha que subir umas escadas que começavam já na entrada, eu fui atrás, ele comprou um cigarro, acendeu e fumou umas vezes, no meu celular tocava a música "Viveme" da Laura Pausini; — "vamos" — ele disse, saiu na frente e eu atrás, a gente tava no meio da escada quando ele virou e me puxou, na defensiva sem saber o que tava rolando eu me afastei e ele me puxou de novo... me beijou, e eu aos poucos correspondi.
Naquele momento tudo sumiu, o tempo parou, o calor foi embora, todo o meu ser ficou completamente desconectado da realidade, era só eu e ele, unidos naquele beijo, não sei quanto tempo passou, não sei que pessoas passaram, não sei onde diabos eu tava, porque só existia aquele beijo, sentir os lábios dele, a língua... sentir ele, era a única coisa que eu sentia... a gente se separou, lembro que olhei nos olhos dele, abracei e falei o nome dele, tinha acontecido algo tão especial, algo que eu não esperava, talvez desejasse, mas nunca pensei que fosse ser assim.
Seguimos andando e conversando, rindo e zoando, eu já não conseguia prestar tanta atenção porque só pensava no que tinha acontecido, tanto que perdi a hora do ônibus de volta, falei que já era hora e fomos pra rodoviária; sabe?, na rodoviária ele me disse que era aniversário dele... eu senti uma vontade imensa de chorar, não me importou em Onde é que eu tava, nem que tivesse gente... abracei ele bem forte...
Já era hora de ir, subi no busão e fui pro meu lugar... em 3 minutos ele sobe e me devolve o celular kkk, tinha esquecido, a gente se despediu de novo... Ele desceu, o busão arrancou, e eu não vi mais ele.
Começou a chover e eu olhava pela janela a estrada molhada, e me desligava lembrando daquele momento, daqueles momentos.
Aos poucos foi se desgastando, até que um dia tudo acabou.
Procurava ele, procurava aquele rosto que via numa tela, procurava aquela pessoa que só conhecia através de uma tela; nada, não via ele. —"Ei, já chegou? Tô indo, me espera, pfv"— citava a mensagem de texto que ele me mandou... eu, ainda nervoso, saí da rodoviária e me encostei na parede; não sabia o que fazer, já não sabia se ficava ali ou pegava o ônibus de volta, o nervosismo me dominava e eu queria fugir; virava pra ver os micro-ônibus que iam pro centro, naquele momento ouvi: —"Oi, menino"—, virei a cabeça rápido e meus olhos brilharam, o ambiente já não era o mesmo que eu tinha visto quando cheguei, algo tinha acontecido, tinha mais luz; tudo parou, só saíram algumas palavras da minha boca: —"Marco?"—, ele respondeu que sim, eu não podia acreditar, era mais lindo pessoalmente.
Ele me abraçou e disse: —"Vamos?"—, eu ainda paralisado de nervoso e ao mesmo tempo empolgado respondi que sim; caminhamos e saímos da rodoviária, andamos e ele dizia: —"Não acredito que você tá aqui"— e eu respondia —"eu também não, mas, tô..."— e soltei um sorriso. Continuamos andando, atravessamos umas duas quadras e... ele pegou na minha mão, virei pra olhar ele e ele sorriu pra mim, eu não fiz força pra soltar, porque algo me dizia pra não soltar.
Quando chegamos num mercadinho ele encontrou umas amigas, me apresentou pra elas, me apresentou como namorado dele; me senti tão grande, não saberia descrever, mas era algo tão especial... elas só se olhavam, e ele comentou —"falei que ele vinha"—; eu sorri... seguimos nosso caminho até chegar numa cafeteria; ele pediu um frappé de chocolate, eu um de mocha, sentamos e começamos a conversar; eu ainda nervoso só olhava a mesa, olhava pra baixo, ele fez um comentário que me fez rir e virar pra ele, —"Gosto do seu olhar"— saiu de mim. Uma risada nervosa e perguntei por quê, ele respondeu — "pô, porque você tem um olhar tão sereno, tão nobre, tão expressivo, tão lindo" — não podia ser... ninguém nunca tinha me dito algo assim, não sabia pra onde olhar! Ele pegou meu copo e disse pra gente ir pra outra mesa, meio escondida; me abraçou, passou a mão no meu rosto e eu lembrava das conversas, das risadas, dos comentários; bom, saímos de lá, fomos pro centro e tiramos umas fotos, sentamos perto do quiosque, conversamos, ouvimos música.
Ele se levantou e mandou eu segui-lo, atravessamos o centro e fomos pra uma lan house, ficava no segundo andar e a gente tinha que subir umas escadas que começavam já na entrada, eu fui atrás, ele comprou um cigarro, acendeu e fumou umas vezes, no meu celular tocava a música "Viveme" da Laura Pausini; — "vamos" — ele disse, saiu na frente e eu atrás, a gente tava no meio da escada quando ele virou e me puxou, na defensiva sem saber o que tava rolando eu me afastei e ele me puxou de novo... me beijou, e eu aos poucos correspondi.
Naquele momento tudo sumiu, o tempo parou, o calor foi embora, todo o meu ser ficou completamente desconectado da realidade, era só eu e ele, unidos naquele beijo, não sei quanto tempo passou, não sei que pessoas passaram, não sei onde diabos eu tava, porque só existia aquele beijo, sentir os lábios dele, a língua... sentir ele, era a única coisa que eu sentia... a gente se separou, lembro que olhei nos olhos dele, abracei e falei o nome dele, tinha acontecido algo tão especial, algo que eu não esperava, talvez desejasse, mas nunca pensei que fosse ser assim.
Seguimos andando e conversando, rindo e zoando, eu já não conseguia prestar tanta atenção porque só pensava no que tinha acontecido, tanto que perdi a hora do ônibus de volta, falei que já era hora e fomos pra rodoviária; sabe?, na rodoviária ele me disse que era aniversário dele... eu senti uma vontade imensa de chorar, não me importou em Onde é que eu tava, nem que tivesse gente... abracei ele bem forte...
Já era hora de ir, subi no busão e fui pro meu lugar... em 3 minutos ele sobe e me devolve o celular kkk, tinha esquecido, a gente se despediu de novo... Ele desceu, o busão arrancou, e eu não vi mais ele.
Começou a chover e eu olhava pela janela a estrada molhada, e me desligava lembrando daquele momento, daqueles momentos.
Aos poucos foi se desgastando, até que um dia tudo acabou.
1 comentários - Relato Gay: Primer Beso, Primer Amor