Parte de: "A festaFinalmente, Lucía tinha conseguido realizar um dos seus sonhos. Com 20 anos, essa noite ela lançava seu primeiro Disco, algo que levou vários anos estudando canto desde pequena, mas finalmente a luta acabou, e agora só restava esperar pra ver se fazia sucesso. Lucía é a irmã gêmea do Juan Cruz. Os dois são amigos do Fede há anos. Daqueles que sabem tudo sobre você, que conhecem sua sexualidade e suas neuroses de cabo a rabo. Amigos de infância do bairro. O Cruz é viado cem por cento. Mas ainda não saiu do armário, por insegurança, mas a maioria dos amigos já sabe. Ele tem um monte de gatas atrás dele, é todo gostoso o loirinho, mas não dá bola pra elas. Já teve namoradas, mas duraram pouco, porque digamos que não era bem o que ele mais curtia. E pelo que ele contava, agora tava saindo com um cara. A última vez que o Fede falou com ele foi umas duas semanas atrás, ele tava felizão, esperançoso, e o Fede tava super feliz por ele. Amava muito o moleque. Aliás, foi pra ele que ele contou primeiro como tinha se descoberto homossexual, lá no ensino médio.
A Luci é a amiga gente boa, loira, gatinha, tão bonita quanto o irmão. Ela pode ser a maior vadia quando quer conseguir alguma coisa, e essa mina sempre consegue o que quer. Ela apoia o Fede pra caralho, eles confiam todos os segredos um ao outro, suas experiências, suas tretas na cabeça. Os dois são defensores e conselheiros um do outro, como se fossem segundos irmãos.
Vai rolar uma festa preparada há semanas em homenagem a ela, e o Fede tava pensando em terminar a noite com um puta porre junto com os amigos. Ligou pro Manu pra ele passar buscá-lo, já que ele não tinha carro, assim vão os dois juntos pra lá. Ele disse que passa pra buscá-lo umas 12 horas.
Agora já passou, mas quando era mais novo, o Fede era perdidamente apaixonado pelo Manu, o amigo dele da escola técnica onde se formou. Sempre o deixava excitado. Mas não tinha o que fazer, ele já tinha entendido isso de vez. Era melhor ficar calado, procurar outros caras, ou dedicar uma masturbação em homenagem a ele de vez em quando, já que ele curte as gostosas.Manu, uns meses mais velho, é mais alto que o Fede, tem 1,80m, pele branca, cabelo castanho escuro e olhos quase pretos, pode-se dizer. As feições do rosto dele são quase perfeitas, másculas mas finas ao mesmo tempo, e as sobrancelhas grossas. O corpo dele se resume numa palavra: de partir. Magro, bem definido, ombros largos, sem tanquinho marcado mas barriga lisa, peitoral trabalhado e sem gordura a mais. Tem pelo escuro e enrolado do umbigo descendo até o fundo da cueca, e uns pelos mais macios perdidos no peito. Os mamilos dele são ideais, a auréola perfeitamente redonda e o mamilo saltando com força. As pernas peludas, malhadas no futebol e nos outros mil esportes que ele faz, não perdem a forma magra, marcada e perfeita. Nunca viu ele totalmente pelado, mas já viu milhares de vezes suado pra caralho nos vestiários da academia ou da piscina onde iam. Manu é envergonhado, sempre tomou banho de sunga (quanto será que conhece o amigo dele que sabe que ele nunca usa cueca boxer), mas não precisa ter muita imaginação se a gente vê ele se duchando, o cara mais gostoso do lugar do lado dele, todo molhado de roupa íntima, com um pedaço de carne dormindo, peludo e molhado, bem marcado. Pra ele, nunca tinha contado nada sobre a bissexualidade dele.
Fede e Manu são como água e óleo. Esse último não é do tipo extrovertido, nem criativo, mas é um cara leal, sério, com os objetivos bem definidos na cabeça.À meia-noite, a campainha tocou. O Manu já tava na porta.
— Vai, filho da puta, anda logo que a Luci falou pra gente chegar um pouco mais cedo!
— Já vou, porra. Espera eu terminar de me trocar.
— Andaa, tu é uma princesa que demora tanto assim?
— Me espera que em cinco minutos eu tô pronto, caralho! — E enquanto falava, já abria o portão pelo interfone.
Subiu rápido, vestiu uma camisa maneira, deu um tapa no perfume. Se olhou no espelho pra ver como tava: moreno, tinha deixado o cabelo crescer, franja pro lado e a barbinha, camisa e jeans justo. Tava muito gostoso. Desceu as escadas de casa correndo, o Manu já tava lá embaixo. Tava uma delícia como sempre, com uma daquelas camisetas justas que ele sabe que ficam um tesão e uns jeans que não escondiam nada.
— Finalmente!
— Vamo que a Luci vai encher nosso saco, bora.A louca da amiga dela não ia fazer aquela puta festa que todo mundo esperava. Ela tinha alugado um salão e reformou, decorando tudo como um bar com a cara dela. Luci e Cruz vêm de família rica (embora Manu e Fede também não estejam mal de grana), o avô deles foi o fundador da empresa "Parissi", que era do ramo de perfumes, e agora o pai deles, que já tava no negócio, tava tentando enfiar o Fede lá dentro. Mesmo que pudessem bancar o playboy, nenhum dos irmãos Parissi curtia esse papel de filhinho de papai. Eles dedicavam o tempo livre à música: Cruz tocava saxofone numa banda suave e Lucia cantava covers em inglês que ela remixava e ficavam um absurdo de bons.
Estacionaram onde deu e falaram os nomes pro segurança, que deixou eles entrarem. O clima já tava esquentando, mas ainda era cedo. Tinha uns caras gatos já bebados por perto que fizeram a imaginação de Fede viajar. Rostos conhecidos do bairro, da região, da vida, uns abraços em amigos antigos, grupos de minas de olho nos caras, e um grito agudo de mulher ao fundo.
- Gostosuras!! - A anfitriã saiu do meio da galera.
- Luci, linda como sempre, mana, que salãozinho foda você montou, hein! - cumprimentaram a amiga com um abraço forte.
- Haha, é bem de boa comparado com o que a gente tava falando, mas tô super empolgada!
- Com todo o esforço que você fez, finalmente uma parte do seu sonho se realizou... Agora é mirar mais alto!
- Pois é, agora é partir pras grandes ligas, isso aí Fede!
A música tocava e o álcool começava a rolar. Ele e Manu foram até o bar, onde encontraram o Cruz, amigo deles e irmão gêmeo da Luci. Manu gostava dele, mas ainda não tinha se acostumado de vez com a nova orientação sexual do amigo. Fede, ao contrário, que foi o primeiro a saber, continuava amigável como sempre. Ele afastou o Cruz um pouco do barulho pra eles se atualizarem.
- E como é que tá indo com aquele cara que você me falou? Ariel, né?
- Sim Cara, não sei qual é a dessa… – Ele parecia indiferente. O Cruz era um cara carinhoso e parceiro, mas na hora de mostrar os sentimentos de verdade, sempre ficava na dele. Era um cara bem rancoroso, e dessa vez o Fede percebeu um tom de angústia na voz dele. – Depois te conto direito, vamos é curtir essa noite, quero terminar bem louco.
- Ah, cara, aconteceu alguma coisa? – Mas ele percebeu que era melhor ficar quieto. O amigo dele ia falar quando quisesse. Juan Cruz era o único amigo do bairro que ele mantinha desde a infância. Já o Manu, ele conheceu no colégio e não demorou pra virarem amigos e entrarem no grupinho do Cruz e da irmã dele. – Vamos beber alguma coisa que é open bar melhor!
Pediu uns tequila Sunrise, o clima já tava perfeito. O reggaeton tocava de fundo e as gostosas começavam a se soltar dançando. A Luci tava no meio da pista rebolando gostoso. Mais de um tava de olho nela, e os amigos mais chegados passavam a mão na bunda dela, e ela só ria. O Manu, por sua vez, já tava no maior papo. Ele era o que dirigia, então nunca bebia. Por isso também tinha o shape que fazia as minas e os viados babarem. O Fede dançava com o Cruz e zoava todo mundo que passava. A ideia daquela noite era animar o amigo que tava na bad. O álcool já corria nas veias e a adrenalina começava a subir. A música vibrava no corpo inteiro. Ele curtia cada passo. Se sentia feliz. Ele e o amigo se mijavam de rir com qualquer coisa. Por cima do ombro do Cruz, o Fede conseguiu ver um cara que chamou a atenção dele. Parecia conhecido, mas não, não podia ser. Não podia ter mudado tanto. O cara que ele olhava tinha um moicano, alargadores e piercings na orelha esquerda. Alto e desengonçado, com uns olhos intensos, de felino, e uma sombra de barba mal feita. Ele ria e dançava com uma mina de cabelo preto comprido. O Cruz percebeu a cara de bunda do Fede e já foi avisando.
- É o Guille. – O Fede ficou calado – Já tinha imaginado. ia ficar assim quando você visse, hahaha — O loiro ria de qualquer besteira.
— E o que ele tá fazendo aqui? — O castanho soltou com a voz rouca e deu um gole no copo pra limpar a garganta. — De onde vocês conhecem ele?
— Sabe como é o Luci, cidade pequena, inferno grande. Convidou o mundo todo.
Mal sabia sobre o Guille, o ex-colega dele da escola técnica. Juntos tinham tido umas experiências no colégio. Coincidências pra cá, coincidências pra lá. Uns rolês que ficavam entre o love e o ódio. Não entendia muito aquele cara, era inseguro pra caralho com tudo que queria, por isso nunca tinha ido pra frente. Mas numa fase da vida, ele dedicou boa parte das punhetas pro cara que tava vendo ali. Naquele momento, não tava nem aí. A parada é que o mano tava dançando bem colado numa morena e tava comendo ela. A mina era a namorada dele, não lembrava o nome, nem tava ligando. Continuou dançando com o Cruz e se fez de indiferente. É que ele era indiferente mesmo. Mas no fundo, dava uma pontinha de nostalgia.
— Para de olhar pra ele, otário, que vai dar azar, hahaha.
— Não é nada, mano — O Fede tava mais estranho. Efeito da bebida. — Só me surpreendeu, só.
A música tinha virado um eletrônico do momento. O Cruz já tava bem bêbado. Daqueles alegres. O Fede aguentava mais e tava curtindo a música pra caralho. Passou uma da Lady Gaga, e ele aproveitou pra dançar feito uma puta com o amigo. Agarrou o loiro pela cintura e, entre pulos e giros, a adrenalina começou a subir. O êxtase que aquele momento causava só aumentava. Tava se divertindo pra caralho, morrendo de rir. Na cabeça dele passavam lembranças, experiências que teve com caras, com gatinhos, a cabeça dele era um caos. Tava há vários dias sem transar, já que a mina da vez tinha cortado o contato fazia um mês mais ou menos por uma merda que ele fez. Mas não tava nem aí pra ela. Era só um casual que já tava enchendo o saco.
Naquela noite... tava morrendo de vontade de meter, mas não tava exatamente na pista de pegação. O corpo dele irradiava calor na pista. A adrenalina subia. Dava pra sentir a barriga do Cruz roçando perto dele, e também a calça jeans dele. Essa também irradiava calor, e isso o excitava. Eles se roçavam dançando. Se pegavam, se abraçavam, se soltavam de novo. A pica dele recebia essa energia e reagia. Ele olhava ao redor e tinha vários caras gostosos. Ou pelo menos parecia naquele momento de bebedeira. Sentia o pau endurecendo por cima da calça. O amigo começava a apertar e ele não queria que o Cruz percebesse. O loiro, que nunca notou nada, continuava dançando em cima dele. A cara do amigo de menino gostoso bêbado o excitava. O cabelo curtinho, traços meio femininos e um sorriso deslumbrante no rosto. Mas era o amigo dele, não passava pela cabeça fazer nada com ele. Voltou ao chão e percebeu que tava mijando. Já tinha afrouxado com o Cruz e disse que ia dar uma mijada. Deixou o loiro dançando sozinho na pista, rebolando pra uma ruiva que passava.
No caminho pro banheiro, todo tonto, conseguiu distinguir o Manu num canto comendo a mina que ele tava pegando há um tempo. Ela tava de costas, com uma mão no cabelo do Manuel e a outra dentro da calça dele. O amigo dele viu ele indo pro banheiro e fez um sinal que o Fede entendeu. Ia embora com a mina e voltava mais tarde. "Puta sortuda", pensou o Fede por dentro e riu sozinho. Parece que o amigo dele ia se dar bem essa noite. Como ele queria estar no lugar daquela gatinha. Esse pensamento sozinho fez ele ficar mais duro. Marcava muito por cima da calça jeans. "Idiota. Pra que colocar uma calça jeans apertada se não vinha pegar ninguém?". Já não fazia sentido nem o que ele pensava. Entrou no banheiro e não tinha ninguém. Mijou rápido. Quando tava saindo, alguém esbarrou nele e derrubou um copo de fernet em cima dele.
- Puta que pariu, vai tomar no cu! – Falou com todo esforço. Na frente dele tava o Guille com um copo na mão meio derrubado.
- Olha onde te encontro, putinha – O Guillermo tava bem bêbado também, mas um sorriso com um toque malvado se formava de orelha a orelha. – Nunca mais soube de você.
- Guilleee – Se abraçaram.
- Te vi dançando um pouco, e vi que veio pra cá, e... e vim pra cá!
- Você tá pior que eu, mano, hahaha.
- Que loucura te ver... – Ele ficou calado. Soava entrecortado e sorria. – Tanto tempo mesmo.
- É... então, soube que você tá namorando! – Fede tinha esquecido da camisa molhada.
- É, minha namorada tá por aí. Ela é amiga da Luci também, sabe, por isso!
A conversa continuava. Dava pra sentir carinho nas vozes dos dois.
- Eu, Fede, posso te falar uma coisa, mano. – Limpou a garganta enquanto o Fede olhava atento. – Você tá muito gostoso, mano. Eu só colocaria um pouco mais de barba...
- E você me dá assim? – Fede tinha um humor peculiar. Era bem egocêntrico. – Porque eu te daria demais! – Como tavam bêbados, se desculpavam com isso.
- Sabe que sempre pensei isso de você... - Guille de repente pegou no pulso dele e deu uma volta como se estivessem dançando. Depois, de frente, agarrou ele na cintura. Os dois estavam com um baita cheiro de álcool. Fede fingiu que ia fazer algo e segurou a fivela do cinto dele com uma mão.
- Sua namorada vai ficar com ciúmes se descobrir, mano – falou o de cabelo mais comprido com um sorrisinho safado.
- Ela tá por aí… – Guille não ia lembrar dessa conversa no estado que tava. Então Fede pensou que talvez a noite não fosse tão ruim. Ele reparou no volume do cara de crista e viu que tava meio animado.
- Cê tá com um assunto entre as mãos, Guille?... Ou melhor, entre as pernas. – soltou com insinuação. – Não podemos deixar assim.
Guille ficou vermelho quando viu que o cara na frente dele descobriu a ereção do pau. Não tinham feito muita coisa juntos. Fede foi a única experiência homossexual que Guille teve na vida, mas tinha sido mais uma confusão. Desajeitado, Guille abraçou o garoto que tava na frente dele. Era um abraço quente, que enterneceu Fede e fez ele sentir raiva porque sabia que esse não ia lembrar de nada no dia seguinte. De repente, sem soltar, Guille balançou o corpo pra trás, olhou nos olhos de Federico e deu um beijo torto perto da boca dele. Um beijo meigo.
- Você sabia que eu te queria. – cuspiu o de crista. Fede nunca tinha visto aquela expressão nele. Parecia meio melancólico. – Você sabe…
E se juntaram num abraço profundo e quente. Fede não podia acreditar. Ajeitou esse garoto que era mais alto que ele pra ver bem o rosto dele. Sem pensar duas vezes, beijou ele com paixão. Sentia o calor dele, os corpos se misturando. Ele rodeava o pescoço enquanto era rodeado pela cintura com força. Como se não quisessem soltar. Sentia toda a barriga dele colada, as panças, os braços, as pélvis se chocando num movimento desengonçado. A temperatura do corpo dele subia, enquanto o beijo ficava mais erótico. As barbas se raspavam. As caras se contraíam. Podia sentir todo o cheiro de homem dele por cima. Os restos de perfume invadiam eles. Entre eles. Os suores. As mãos explorando seus corpos magros. Todos os sentidos acesos faziam com que seus paus já totalmente duros se roçassem por baixo da roupa, gritando desespero. Era uma situação prazerosa. Abriram suas camisas pra sentir a pele contra a pele do outro, sem desgrudar os lábios um segundo. Se desejavam. Guille tocava as costas dele e fazia linhas invisíveis com os dedos, enquanto Fede acariciava com ternura a nuca do amigo. Sentiam seus dois peitos peludos e malhados colados, dois homens se manipulando. A mão de Federico começou a descer, queria explorar por baixo da calça de Guille. Queria conhecer a pica dele. Aquele pedaço com que sempre tinha fantasiado. Começou a descer devagar, pelo pescoço, acariciando depois os peitorais. As costelas, os mamilos grandes e redondos com poucos pelos ao redor. Desceu pelo abdômen com pelos pretos e crespos. Acariciou o umbigo dele por um tempo. Quem era tocado não conseguiu segurar uns gemidos. Sorria. Guille começou a meter uma mão por trás do de cabelo franjado. Por baixo da calça. Acariciava as bundas dele e apertava com vontade. Com um dedo, começou a massagear o buraco do cu. Fede não aguentava mais, queria sentir o magrelo que estava pegando dentro dele. Que arrombasse o cu dele como sempre tinha sonhado. Que enchesse ele de porra. De repente, se separaram por um momento. Guille tinha uma cara completamente de bêbado, com um sorriso bobo e meigo. A música que vinha da pista começava a baixar. De má vontade e calado, Fede viu como o amigo se fechava como podia, apressado, os botões da camisa, e começava a andar pra fora do banheiro. Como se sentindo culpado.
- Não sei que porra deu em mim. Minha namorada tá lá fora. Vou embora. – Foi a última coisa que ele ouviu ele dizer.
Uns metros fora do salão, num carro com vidro fumê, um magrelo de costas suadas e com o som no talo, tava macetando igual um garanhão uma mina de peitão. A música era pra abafar os gemidos da puta que tavam altos pra caralho. O Manuel tava quase gozando. Sentia a safadeza do momento. As pernas treinadas flexionadas. Os abdominais peludos trabalhando com gosto. A pica grossa e molhada entrava e saía da buceta da gatinha que naquela hora ele nem lembrava o nome. Bem macho, ele tava comendo ela de todos os jeitos que o espaço do banco de trás deixava. A cara de prazer dele, as gotas de suor escorrendo pelo peitoral definido, trabalhado. Pelo abdômen. Os mamilos duros apontando pra frente. Os braços magros apertando uma cintura feminina. As mãos de homem apertando forte os peitos e beliscando os bicos. Os pés perfeitos. A bunda peluda e magra se contraía a cada movimento. Ele subia e descia. O adônis tava fodendo igual um louco. Tava lindo demais. Nisso, ele sente que tá chegando no orgasmo. Uma careta de prazer se formou na cara perfeita dele, enquanto os gritos da mina em cima ecoavam por cima. Rápido, ele tirou a pica de dentro da puta, arrancou a camisinha e deu um banho de porra que espirrou pra tudo que é lado. Espasmos e gritos de prazer vinham a cada jato. O homem perfeito gemeu pela última vez antes de limpar um pouco a bagunça toda pra voltar pra dentro, onde a festa tava rolando. Já era hora do brinde da Lucía e ele tinha que estar lá. Dentro do salão, todo mundo tava com as taças levantadas. Todo mundo, menos o amigo que tinha vindo com ele. "Deve ter dado sorte e achado alguma coisa aquele filho da puta. Já vai chegar." Pensou o Manuel, mas tava enganado.Enquanto isso, um Fede fodido, de camisa aberta, com o pau duro e molhado e uma cara totalmente atônita, sentou no chão do banheiro. Não podia acreditar na sua má sorte. Não podia acreditar que tinham deixado ele daquele jeito. Se lamentava por ter sido tão otário, porque percebeu que o cara que ele acabara de comer, no fundo, não era tão indiferente pra ele quanto ele pensava.
A Luci é a amiga gente boa, loira, gatinha, tão bonita quanto o irmão. Ela pode ser a maior vadia quando quer conseguir alguma coisa, e essa mina sempre consegue o que quer. Ela apoia o Fede pra caralho, eles confiam todos os segredos um ao outro, suas experiências, suas tretas na cabeça. Os dois são defensores e conselheiros um do outro, como se fossem segundos irmãos.
Vai rolar uma festa preparada há semanas em homenagem a ela, e o Fede tava pensando em terminar a noite com um puta porre junto com os amigos. Ligou pro Manu pra ele passar buscá-lo, já que ele não tinha carro, assim vão os dois juntos pra lá. Ele disse que passa pra buscá-lo umas 12 horas.
Agora já passou, mas quando era mais novo, o Fede era perdidamente apaixonado pelo Manu, o amigo dele da escola técnica onde se formou. Sempre o deixava excitado. Mas não tinha o que fazer, ele já tinha entendido isso de vez. Era melhor ficar calado, procurar outros caras, ou dedicar uma masturbação em homenagem a ele de vez em quando, já que ele curte as gostosas.Manu, uns meses mais velho, é mais alto que o Fede, tem 1,80m, pele branca, cabelo castanho escuro e olhos quase pretos, pode-se dizer. As feições do rosto dele são quase perfeitas, másculas mas finas ao mesmo tempo, e as sobrancelhas grossas. O corpo dele se resume numa palavra: de partir. Magro, bem definido, ombros largos, sem tanquinho marcado mas barriga lisa, peitoral trabalhado e sem gordura a mais. Tem pelo escuro e enrolado do umbigo descendo até o fundo da cueca, e uns pelos mais macios perdidos no peito. Os mamilos dele são ideais, a auréola perfeitamente redonda e o mamilo saltando com força. As pernas peludas, malhadas no futebol e nos outros mil esportes que ele faz, não perdem a forma magra, marcada e perfeita. Nunca viu ele totalmente pelado, mas já viu milhares de vezes suado pra caralho nos vestiários da academia ou da piscina onde iam. Manu é envergonhado, sempre tomou banho de sunga (quanto será que conhece o amigo dele que sabe que ele nunca usa cueca boxer), mas não precisa ter muita imaginação se a gente vê ele se duchando, o cara mais gostoso do lugar do lado dele, todo molhado de roupa íntima, com um pedaço de carne dormindo, peludo e molhado, bem marcado. Pra ele, nunca tinha contado nada sobre a bissexualidade dele.
Fede e Manu são como água e óleo. Esse último não é do tipo extrovertido, nem criativo, mas é um cara leal, sério, com os objetivos bem definidos na cabeça.À meia-noite, a campainha tocou. O Manu já tava na porta.
— Vai, filho da puta, anda logo que a Luci falou pra gente chegar um pouco mais cedo!
— Já vou, porra. Espera eu terminar de me trocar.
— Andaa, tu é uma princesa que demora tanto assim?
— Me espera que em cinco minutos eu tô pronto, caralho! — E enquanto falava, já abria o portão pelo interfone.
Subiu rápido, vestiu uma camisa maneira, deu um tapa no perfume. Se olhou no espelho pra ver como tava: moreno, tinha deixado o cabelo crescer, franja pro lado e a barbinha, camisa e jeans justo. Tava muito gostoso. Desceu as escadas de casa correndo, o Manu já tava lá embaixo. Tava uma delícia como sempre, com uma daquelas camisetas justas que ele sabe que ficam um tesão e uns jeans que não escondiam nada.
— Finalmente!
— Vamo que a Luci vai encher nosso saco, bora.A louca da amiga dela não ia fazer aquela puta festa que todo mundo esperava. Ela tinha alugado um salão e reformou, decorando tudo como um bar com a cara dela. Luci e Cruz vêm de família rica (embora Manu e Fede também não estejam mal de grana), o avô deles foi o fundador da empresa "Parissi", que era do ramo de perfumes, e agora o pai deles, que já tava no negócio, tava tentando enfiar o Fede lá dentro. Mesmo que pudessem bancar o playboy, nenhum dos irmãos Parissi curtia esse papel de filhinho de papai. Eles dedicavam o tempo livre à música: Cruz tocava saxofone numa banda suave e Lucia cantava covers em inglês que ela remixava e ficavam um absurdo de bons.
Estacionaram onde deu e falaram os nomes pro segurança, que deixou eles entrarem. O clima já tava esquentando, mas ainda era cedo. Tinha uns caras gatos já bebados por perto que fizeram a imaginação de Fede viajar. Rostos conhecidos do bairro, da região, da vida, uns abraços em amigos antigos, grupos de minas de olho nos caras, e um grito agudo de mulher ao fundo.
- Gostosuras!! - A anfitriã saiu do meio da galera.
- Luci, linda como sempre, mana, que salãozinho foda você montou, hein! - cumprimentaram a amiga com um abraço forte.
- Haha, é bem de boa comparado com o que a gente tava falando, mas tô super empolgada!
- Com todo o esforço que você fez, finalmente uma parte do seu sonho se realizou... Agora é mirar mais alto!
- Pois é, agora é partir pras grandes ligas, isso aí Fede!
A música tocava e o álcool começava a rolar. Ele e Manu foram até o bar, onde encontraram o Cruz, amigo deles e irmão gêmeo da Luci. Manu gostava dele, mas ainda não tinha se acostumado de vez com a nova orientação sexual do amigo. Fede, ao contrário, que foi o primeiro a saber, continuava amigável como sempre. Ele afastou o Cruz um pouco do barulho pra eles se atualizarem.
- E como é que tá indo com aquele cara que você me falou? Ariel, né?
- Sim Cara, não sei qual é a dessa… – Ele parecia indiferente. O Cruz era um cara carinhoso e parceiro, mas na hora de mostrar os sentimentos de verdade, sempre ficava na dele. Era um cara bem rancoroso, e dessa vez o Fede percebeu um tom de angústia na voz dele. – Depois te conto direito, vamos é curtir essa noite, quero terminar bem louco.
- Ah, cara, aconteceu alguma coisa? – Mas ele percebeu que era melhor ficar quieto. O amigo dele ia falar quando quisesse. Juan Cruz era o único amigo do bairro que ele mantinha desde a infância. Já o Manu, ele conheceu no colégio e não demorou pra virarem amigos e entrarem no grupinho do Cruz e da irmã dele. – Vamos beber alguma coisa que é open bar melhor!
Pediu uns tequila Sunrise, o clima já tava perfeito. O reggaeton tocava de fundo e as gostosas começavam a se soltar dançando. A Luci tava no meio da pista rebolando gostoso. Mais de um tava de olho nela, e os amigos mais chegados passavam a mão na bunda dela, e ela só ria. O Manu, por sua vez, já tava no maior papo. Ele era o que dirigia, então nunca bebia. Por isso também tinha o shape que fazia as minas e os viados babarem. O Fede dançava com o Cruz e zoava todo mundo que passava. A ideia daquela noite era animar o amigo que tava na bad. O álcool já corria nas veias e a adrenalina começava a subir. A música vibrava no corpo inteiro. Ele curtia cada passo. Se sentia feliz. Ele e o amigo se mijavam de rir com qualquer coisa. Por cima do ombro do Cruz, o Fede conseguiu ver um cara que chamou a atenção dele. Parecia conhecido, mas não, não podia ser. Não podia ter mudado tanto. O cara que ele olhava tinha um moicano, alargadores e piercings na orelha esquerda. Alto e desengonçado, com uns olhos intensos, de felino, e uma sombra de barba mal feita. Ele ria e dançava com uma mina de cabelo preto comprido. O Cruz percebeu a cara de bunda do Fede e já foi avisando.
- É o Guille. – O Fede ficou calado – Já tinha imaginado. ia ficar assim quando você visse, hahaha — O loiro ria de qualquer besteira.
— E o que ele tá fazendo aqui? — O castanho soltou com a voz rouca e deu um gole no copo pra limpar a garganta. — De onde vocês conhecem ele?
— Sabe como é o Luci, cidade pequena, inferno grande. Convidou o mundo todo.
Mal sabia sobre o Guille, o ex-colega dele da escola técnica. Juntos tinham tido umas experiências no colégio. Coincidências pra cá, coincidências pra lá. Uns rolês que ficavam entre o love e o ódio. Não entendia muito aquele cara, era inseguro pra caralho com tudo que queria, por isso nunca tinha ido pra frente. Mas numa fase da vida, ele dedicou boa parte das punhetas pro cara que tava vendo ali. Naquele momento, não tava nem aí. A parada é que o mano tava dançando bem colado numa morena e tava comendo ela. A mina era a namorada dele, não lembrava o nome, nem tava ligando. Continuou dançando com o Cruz e se fez de indiferente. É que ele era indiferente mesmo. Mas no fundo, dava uma pontinha de nostalgia.
— Para de olhar pra ele, otário, que vai dar azar, hahaha.
— Não é nada, mano — O Fede tava mais estranho. Efeito da bebida. — Só me surpreendeu, só.
A música tinha virado um eletrônico do momento. O Cruz já tava bem bêbado. Daqueles alegres. O Fede aguentava mais e tava curtindo a música pra caralho. Passou uma da Lady Gaga, e ele aproveitou pra dançar feito uma puta com o amigo. Agarrou o loiro pela cintura e, entre pulos e giros, a adrenalina começou a subir. O êxtase que aquele momento causava só aumentava. Tava se divertindo pra caralho, morrendo de rir. Na cabeça dele passavam lembranças, experiências que teve com caras, com gatinhos, a cabeça dele era um caos. Tava há vários dias sem transar, já que a mina da vez tinha cortado o contato fazia um mês mais ou menos por uma merda que ele fez. Mas não tava nem aí pra ela. Era só um casual que já tava enchendo o saco.
Naquela noite... tava morrendo de vontade de meter, mas não tava exatamente na pista de pegação. O corpo dele irradiava calor na pista. A adrenalina subia. Dava pra sentir a barriga do Cruz roçando perto dele, e também a calça jeans dele. Essa também irradiava calor, e isso o excitava. Eles se roçavam dançando. Se pegavam, se abraçavam, se soltavam de novo. A pica dele recebia essa energia e reagia. Ele olhava ao redor e tinha vários caras gostosos. Ou pelo menos parecia naquele momento de bebedeira. Sentia o pau endurecendo por cima da calça. O amigo começava a apertar e ele não queria que o Cruz percebesse. O loiro, que nunca notou nada, continuava dançando em cima dele. A cara do amigo de menino gostoso bêbado o excitava. O cabelo curtinho, traços meio femininos e um sorriso deslumbrante no rosto. Mas era o amigo dele, não passava pela cabeça fazer nada com ele. Voltou ao chão e percebeu que tava mijando. Já tinha afrouxado com o Cruz e disse que ia dar uma mijada. Deixou o loiro dançando sozinho na pista, rebolando pra uma ruiva que passava.
No caminho pro banheiro, todo tonto, conseguiu distinguir o Manu num canto comendo a mina que ele tava pegando há um tempo. Ela tava de costas, com uma mão no cabelo do Manuel e a outra dentro da calça dele. O amigo dele viu ele indo pro banheiro e fez um sinal que o Fede entendeu. Ia embora com a mina e voltava mais tarde. "Puta sortuda", pensou o Fede por dentro e riu sozinho. Parece que o amigo dele ia se dar bem essa noite. Como ele queria estar no lugar daquela gatinha. Esse pensamento sozinho fez ele ficar mais duro. Marcava muito por cima da calça jeans. "Idiota. Pra que colocar uma calça jeans apertada se não vinha pegar ninguém?". Já não fazia sentido nem o que ele pensava. Entrou no banheiro e não tinha ninguém. Mijou rápido. Quando tava saindo, alguém esbarrou nele e derrubou um copo de fernet em cima dele.
- Puta que pariu, vai tomar no cu! – Falou com todo esforço. Na frente dele tava o Guille com um copo na mão meio derrubado.
- Olha onde te encontro, putinha – O Guillermo tava bem bêbado também, mas um sorriso com um toque malvado se formava de orelha a orelha. – Nunca mais soube de você.
- Guilleee – Se abraçaram.
- Te vi dançando um pouco, e vi que veio pra cá, e... e vim pra cá!
- Você tá pior que eu, mano, hahaha.
- Que loucura te ver... – Ele ficou calado. Soava entrecortado e sorria. – Tanto tempo mesmo.
- É... então, soube que você tá namorando! – Fede tinha esquecido da camisa molhada.
- É, minha namorada tá por aí. Ela é amiga da Luci também, sabe, por isso!
A conversa continuava. Dava pra sentir carinho nas vozes dos dois.
- Eu, Fede, posso te falar uma coisa, mano. – Limpou a garganta enquanto o Fede olhava atento. – Você tá muito gostoso, mano. Eu só colocaria um pouco mais de barba...
- E você me dá assim? – Fede tinha um humor peculiar. Era bem egocêntrico. – Porque eu te daria demais! – Como tavam bêbados, se desculpavam com isso.
- Sabe que sempre pensei isso de você... - Guille de repente pegou no pulso dele e deu uma volta como se estivessem dançando. Depois, de frente, agarrou ele na cintura. Os dois estavam com um baita cheiro de álcool. Fede fingiu que ia fazer algo e segurou a fivela do cinto dele com uma mão.
- Sua namorada vai ficar com ciúmes se descobrir, mano – falou o de cabelo mais comprido com um sorrisinho safado.
- Ela tá por aí… – Guille não ia lembrar dessa conversa no estado que tava. Então Fede pensou que talvez a noite não fosse tão ruim. Ele reparou no volume do cara de crista e viu que tava meio animado.
- Cê tá com um assunto entre as mãos, Guille?... Ou melhor, entre as pernas. – soltou com insinuação. – Não podemos deixar assim.
Guille ficou vermelho quando viu que o cara na frente dele descobriu a ereção do pau. Não tinham feito muita coisa juntos. Fede foi a única experiência homossexual que Guille teve na vida, mas tinha sido mais uma confusão. Desajeitado, Guille abraçou o garoto que tava na frente dele. Era um abraço quente, que enterneceu Fede e fez ele sentir raiva porque sabia que esse não ia lembrar de nada no dia seguinte. De repente, sem soltar, Guille balançou o corpo pra trás, olhou nos olhos de Federico e deu um beijo torto perto da boca dele. Um beijo meigo.
- Você sabia que eu te queria. – cuspiu o de crista. Fede nunca tinha visto aquela expressão nele. Parecia meio melancólico. – Você sabe…
E se juntaram num abraço profundo e quente. Fede não podia acreditar. Ajeitou esse garoto que era mais alto que ele pra ver bem o rosto dele. Sem pensar duas vezes, beijou ele com paixão. Sentia o calor dele, os corpos se misturando. Ele rodeava o pescoço enquanto era rodeado pela cintura com força. Como se não quisessem soltar. Sentia toda a barriga dele colada, as panças, os braços, as pélvis se chocando num movimento desengonçado. A temperatura do corpo dele subia, enquanto o beijo ficava mais erótico. As barbas se raspavam. As caras se contraíam. Podia sentir todo o cheiro de homem dele por cima. Os restos de perfume invadiam eles. Entre eles. Os suores. As mãos explorando seus corpos magros. Todos os sentidos acesos faziam com que seus paus já totalmente duros se roçassem por baixo da roupa, gritando desespero. Era uma situação prazerosa. Abriram suas camisas pra sentir a pele contra a pele do outro, sem desgrudar os lábios um segundo. Se desejavam. Guille tocava as costas dele e fazia linhas invisíveis com os dedos, enquanto Fede acariciava com ternura a nuca do amigo. Sentiam seus dois peitos peludos e malhados colados, dois homens se manipulando. A mão de Federico começou a descer, queria explorar por baixo da calça de Guille. Queria conhecer a pica dele. Aquele pedaço com que sempre tinha fantasiado. Começou a descer devagar, pelo pescoço, acariciando depois os peitorais. As costelas, os mamilos grandes e redondos com poucos pelos ao redor. Desceu pelo abdômen com pelos pretos e crespos. Acariciou o umbigo dele por um tempo. Quem era tocado não conseguiu segurar uns gemidos. Sorria. Guille começou a meter uma mão por trás do de cabelo franjado. Por baixo da calça. Acariciava as bundas dele e apertava com vontade. Com um dedo, começou a massagear o buraco do cu. Fede não aguentava mais, queria sentir o magrelo que estava pegando dentro dele. Que arrombasse o cu dele como sempre tinha sonhado. Que enchesse ele de porra. De repente, se separaram por um momento. Guille tinha uma cara completamente de bêbado, com um sorriso bobo e meigo. A música que vinha da pista começava a baixar. De má vontade e calado, Fede viu como o amigo se fechava como podia, apressado, os botões da camisa, e começava a andar pra fora do banheiro. Como se sentindo culpado.
- Não sei que porra deu em mim. Minha namorada tá lá fora. Vou embora. – Foi a última coisa que ele ouviu ele dizer.
Uns metros fora do salão, num carro com vidro fumê, um magrelo de costas suadas e com o som no talo, tava macetando igual um garanhão uma mina de peitão. A música era pra abafar os gemidos da puta que tavam altos pra caralho. O Manuel tava quase gozando. Sentia a safadeza do momento. As pernas treinadas flexionadas. Os abdominais peludos trabalhando com gosto. A pica grossa e molhada entrava e saía da buceta da gatinha que naquela hora ele nem lembrava o nome. Bem macho, ele tava comendo ela de todos os jeitos que o espaço do banco de trás deixava. A cara de prazer dele, as gotas de suor escorrendo pelo peitoral definido, trabalhado. Pelo abdômen. Os mamilos duros apontando pra frente. Os braços magros apertando uma cintura feminina. As mãos de homem apertando forte os peitos e beliscando os bicos. Os pés perfeitos. A bunda peluda e magra se contraía a cada movimento. Ele subia e descia. O adônis tava fodendo igual um louco. Tava lindo demais. Nisso, ele sente que tá chegando no orgasmo. Uma careta de prazer se formou na cara perfeita dele, enquanto os gritos da mina em cima ecoavam por cima. Rápido, ele tirou a pica de dentro da puta, arrancou a camisinha e deu um banho de porra que espirrou pra tudo que é lado. Espasmos e gritos de prazer vinham a cada jato. O homem perfeito gemeu pela última vez antes de limpar um pouco a bagunça toda pra voltar pra dentro, onde a festa tava rolando. Já era hora do brinde da Lucía e ele tinha que estar lá. Dentro do salão, todo mundo tava com as taças levantadas. Todo mundo, menos o amigo que tinha vindo com ele. "Deve ter dado sorte e achado alguma coisa aquele filho da puta. Já vai chegar." Pensou o Manuel, mas tava enganado.Enquanto isso, um Fede fodido, de camisa aberta, com o pau duro e molhado e uma cara totalmente atônita, sentou no chão do banheiro. Não podia acreditar na sua má sorte. Não podia acreditar que tinham deixado ele daquele jeito. Se lamentava por ter sido tão otário, porque percebeu que o cara que ele acabara de comer, no fundo, não era tão indiferente pra ele quanto ele pensava.
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