Como vocês sabem, sexo é uma das experiências mais gratificantes desta vida. Na verdade, com exceção do amor, pode-se dizer que é a experiência mais linda, prazerosa e perfeita da vida. No entanto, por razões obscuras que não vêm ao caso agora, e que talvez algum teólogo possa responder, o sexo tem riscos. Sim, infelizmente, praticar sexo é, no mínimo, uma atividade perigosa. As doenças venéreas — agora rebatizadas com o apelido de "infecções sexualmente transmissíveis" numa tentativa de torná-las mais amigáveis à moral materialista burguesa — são um conjunto repugnante de doenças dolorosas e às vezes incuráveis que podemos contrair através da prática do sexo em suas várias variantes.
Todos conhecemos mais ou menos bem a importância de observar certas regras básicas, como o uso da camisinha e o controle médico frequente. Os meios de comunicação de massa dedicam uma porção insuficiente e apática de seus recursos à difusão de campanhas de prevenção do HIV e outros males menores. No entanto, pouco ou nada se lê e se ouve sobre o HPV, o Vírus do Papiloma Humano. Há pouco li um artigo sobre ele e decidi então buscar mais informações. Deixo aqui uma pequena sinopse do que consegui descobrir:
Pelo que parece, o HPV é um vírus de tipo genético, coisa que não entendo muito bem, mas que não deve ser nada bom. Como todo vírus, pode ser transmitido entre a pele de seres humanos, mas também através do contato com fluidos e/ou objetos contaminados. Cabe esclarecer que o vírus não é de tipo uniforme, mas existem centenas de subtipos dele, geralmente denominados por números. Assim, todos esses subtipos do vírus podem ser classificados em duas grandes categorias: os de Baixo Risco e os de Alto Risco. Os subtipos de Baixo Risco são variantes do vírus que não produzem grandes complicações. Uma pessoa infectada com esses subtipos pode não apresentar sintoma algum, ou então, pode sofrer na região infectada, o aparecimento de pequenas verrugas ou outras lesões na pele. Por outro lado, os subtipos do vírus de Alto Risco podem passar despercebidos sem provocar sintomas, ou também, em casos menos frequentes, provocar câncer.
Então, como vimos, uma pessoa pode estar infectada com o HPV e não apresentar sintomas. Se o subtipo do vírus com o qual ela se infectou for de Baixo Risco, o máximo que pode acontecer é que na área infectada surjam pequenas verrugas. Em contrapartida, se o subtipo do vírus com o qual ela se infectou for de Alto Risco — como, por exemplo, os subtipos 16 e 18 — então ela corre o risco de desenvolver câncer. Com relação a isso, são mais numerosos os casos apresentados em mulheres, sendo menos comum que os homens desenvolvam a doença. De fato, e embora geralmente não se fale muito sobre isso, o HPV é o responsável por muitas mulheres desenvolverem câncer do colo do útero. Essa é precisamente a razão pela qual as mulheres devem fazer exames ginecológicos periódicos (os famosos Papanicolau, por exemplo). Nessas consultas, o que se busca é justamente a existência do HPV, já que se for uma variante de Alto Risco, a paciente pode desenvolver câncer no futuro.
Agora bem, sabemos o que significa a sigla HPV, sabemos que é um vírus de DNA, sabemos que se contagia por contato com a pele, sabemos que se apresenta em centenas de subtipos, sabemos que alguns deles podem ser de Baixo Risco ou de Alto Risco, e sabemos o que podem vir a produzir em ambos os casos. A questão é, avaliar o risco que isso representa para as relações sexuais.
E é que o HPV se contagia principalmente por meio do sexo. Se uma pessoa tem relações com outra que está infectada com HPV, ela pode pegar o vírus. Devido ao fato de que o contágio ocorre por meio do contato físico, as áreas de maior risco serão todas aquelas que estiverem envolvidas no ato sexual. Por exemplo, se uma mulher faz sexo oral em um homem infectado Com HPV, depois podem aparecer verrugas e/ou feridas na boca. O mesmo acontece se um homem faz sexo oral em uma mulher infectada, ou se a penetra sem preservativo. E tudo isso supondo que sejam variantes de Baixo Risco, já que se o vírus presente for um subtipo de Alto Risco, em vez de verrugas pode causar câncer na área afetada. Assim, os homens podem sofrer (em casos raros) câncer de pênis, enquanto as mulheres são muito mais vulneráveis ao câncer de útero. Da mesma forma, pode causar câncer na boca, ânus, etc.
O importante em tudo isso é entender que, por se tratar de um vírus de DNA que se transmite por contato, A CAMISINHA NÃO BASTA PARA SE PROTEGER. Isso acontece porque o preservativo só cobre a cabeça e o corpo do pênis, mas deixa descoberta a base dele e toda a região da virilha. Se a isso somarmos o fato de o homem fazer sexo oral na mulher (tanto vaginal quanto anal), ou colocar os dedos, além do contato que ocorre entre as pélvis e as carícias em geral, então existe um risco real de contágio do vírus, mesmo usando preservativo. Nem se fala no caso de não usar.
Como se isso não bastasse, também se diz que o vírus pode ser transmitido pelo simples contato com objetos que tenham sido usados anteriormente por pessoas infectadas, como lençóis, por exemplo. Francamente, diante disso último não sei o que dizer, porque se for verdade seria o cúmulo da desgraça. Significaria, além disso, que todo esforço para se proteger seria inútil, já que poderíamos pegar HPV só por segurar no corrimão de um ônibus, cumprimentar alguém ou simplesmente sentar em um banco público.
Portanto, esta é uma dúvida que tenho: Realmente o HPV se transmite de maneira indireta, por entrar em contato com objetos usados por um infectado?
Além disso, com relação a isso, cabe esclarecer que a maioria de nós já está infectada, muito provavelmente, com variantes de HPV de Baixo Risco, porque como dissemos, elas podem causar verrugas, e quem nunca teve uma verruga ou conhece alguém que já teve? Exatamente, as simples verrugas que podem aparecer no dedo de um adulto ou de uma criança, por exemplo, são causadas pelo HPV. Então, nesse sentido, dá pra ficar mais tranquilo, já que o problema mais grave é o risco de contrair câncer ao ser infectado pelos subtipos de HPV de Alto Risco.
Sobre isso, é importante destacar que uma pessoa infectada com um vírus de Alto Risco que não apresenta sintomas pode contagiar outra, e essa última pode desenvolver câncer. E seguindo esse exemplo, as mulheres têm o maior risco, já que os casos de câncer nos homens costumam ser menos frequentes. Portanto, um homem pode estar infectado com HPV sem saber, ao mesmo tempo que transmite o vírus para as mulheres com quem faz sexo, e elas podem desenvolver câncer mais tarde.
Diante disso, surge a pergunta óbvia: como posso saber se tenho HPV? Para as mulheres, existem vários exames ginecológicos, com diferentes graus de eficácia. Atualmente, estão sendo implementadas técnicas mais modernas que permitem analisar o DNA e detectar com precisão tanto a existência do HPV quanto o subtipo, para determinar se é cancerígeno ou não. Nos homens, podem ser feitos dois tipos de exames. Há um que é feito no pênis para detectar a presença de lesões causadas pelo HPV que não sejam visíveis a olho nu. Tem um nome meio estranho que não lembro agora. Basicamente, envolve-se o pênis em uma gaze impregnada com um líquido especial por cerca de 30 minutos e, em seguida, examina-se sob luz ultravioleta para detectar lesões. O outro exame que pode ser feito é o de DNA, coletando uma pequena amostra de pele para análise.
Sobre isso, tenho outra dúvida. Segundo li na internet, o teste de DNA é feito coletando uma amostra de uma lesão suspeita, como pode ser uma verruga. Mas no começo dissemos que as variantes de Alto Risco não produzem lesões (em alguns casos não provocam nada e em outros podem produzir câncer). Então podem ser duas as interpretações: ou é possível que subtipos de Alto Risco produzam lesões como verrugas e que por isso seja necessário estudá-las, ou que o teste seja feito por simples precaução para detectar qualquer outra coisa (já que as variantes de Baixo Risco, que são as únicas que teoricamente podem provocar lesões, não produzem câncer).
A outra grande pergunta óbvia que surge é: tem cura? Não sei com exatidão. Nos casos de Baixo Risco, ao produzir verrugas ou outras lesões, estas podem ser eliminadas usando medicamentos e tratamentos afins. Porém, por ser um vírus de DNA, existe a possibilidade de as lesões voltarem a aparecer depois de um tempo. Nos casos de Alto Risco, lamento supor que não há nada a fazer, pelo menos por enquanto. Tudo vai depender da sorte, de o corpo desenvolver ou não câncer.
Finalmente, depois de ler tudo isso, chega-se à conclusão de que a única maneira de se proteger do HPV é tendo um parceiro fixo, já que o uso de preservativo não é suficiente para nos proteger do vírus. Francamente, é um cenário bem decepcionante para um amante do sexo. Lembremos também que nós homens temos um risco relativamente baixo de contrair câncer, mas em contrapartida podemos contagiar uma mulher, e nelas o risco se multiplica muitas vezes.

As fotos eram para ilustrar o post, se quiserem ver fotos de HPV, deixo os LINKS, NÃO É PARA FRACOS DE ESTÔMAGO! NÃO É ZOEIRA!
http://www.sau-net.org/imagenes/hpv_vga.jpg
http://www.healthwatchcenter.com/wp-content/uploads/2007/09/hpv.jpg
http://www2.gobiernodecanarias.org/sanidad/scs/Estructura%20Org%C3%A1nica/dg/3/3_5/3_5_2/manual_2006/imagenes/condilomapene1.jpg
15 comentários - HPV: Você sabe o que é o Vírus do Papiloma Humano?
entre tanto sexo es bueno ver algo educativo
y mas si es para el cuidado de la salud
excelente aporte
ASI ES
gracias
Conozco dos personas con HPV... estoy casi segura en un 100% que no se contagia por el simple hecho de tener contacto con algun objeto que haya estado en contacto con una persona infectada, ya que convivi 5 años con una de esas personas y jamas tuve ningun problema.
Gracias por el aporte.
tenes que hacerte el test para saber
te felicito, pero yo no me arriesgaria, es horrible eso .
no se de donde habras sacado los datos del post pero aca te dejo un link de una pagina muy confiable, despues cuando vaya a clases le pregunto al doctor sobre este tema y que me diga mas 😀
HPV CLICK Acá!!
ahora mismo lo estoy analizando